Yara e Mariana – Cap 1

Hoje é dia de estreia! E é um prazer apresentar para vocês a autora Alona Shalygina, uma ucraniana que mora em Portugal e agora chega ao Brasil através do HPM!! Espero que vocês gostem da história dela.

 

– Yara é uma menina de 16 anos com cabelo loiro, alta e olhos claros, ela vive com os seus pais e a sua irmã mais nova, Nicole de 13 anos.

– Mariana tem 18 anos, não é muito alta, morena de olhos verdes. Ela é homossexual e vive com a sua mãe e com o seu irmão há pouco tempo. O seu irmão mais novo chama-se Salvador e tem 15 anos.

 

Era o primeiro dia de aulas e eu estava cheia de preguiça para acordar, até que a minha irmã saltou para a minha cama e começou a dizer que íamos chegar atrasadas no primeiro dia na nova escola. Então eu acordei, fui tomar banho, vesti uma roupa qualquer pois estava com muita preguiça, meti uns óculos de sol e desci para a cozinha para comer alguma coisa e ir apanhar o carro com a minha irmã.

Nicole – Mana vamos embora que já está na hora.

Eu – Vai andando que eu já te apanho.

Nicole – Mãe, pai vou embora até logo tenham um bom dia – Disse ela aos gritos, eu fiz o mesmo e fui logo atrás dela.

Já estávamos no carro quando entrou o Salvador, ele era um ano mais novo que eu, era moreno de olhos verdes, alto e bonito era o namorado da minha irmã. Eles já namoravam há quase um ano, nós conhecíamos bem a sua mãe e gostávamos muito dela, atrás dele ia uma pessoa que eu nunca tinha visto, não sabia bem se era um rapaz ou uma menina, mas era muito parecida/o com o Salvador mas não liguei, até que vi que os dois estavam vindo até nós.

Salvador – Olá meninas, está é a minha irmã Mariana, ela veio a pouco tempo de Londres.

Nicole – Eu sou a Nicole, namorada do teu irmão e esta é a minha irmã Yara.

Mariana – Ah sim ele me falou de ti.

Eu – Muito prazer em conhece-la. Vai para a mesma escola?

Mariana – Sim.

Ela parecia como um rapaz, tinha o corte de cabelo igual a de um rapaz e se vestia como um, passamos o resto do caminho todo caladas enquanto a minha irmã e o Salvador namoravam.

Quando chegamos na escola eu me separei para ir falar com os meus amigos que já conhecia há muitos anos. Matamos as saudades, falamos das nossas férias, o que fizemos e onde fomos. Quando ouvimos a campainha, cada um foi para as respectivas salas e eu fiquei procurando a minha sala, já que era nova na escola e não sabia onde ficava. Já tinha encontrado a sala quando vi a Mariana e ela estava com um ar perdido.

Eu – Olá de novo, então estás perdida?

Mariana – Oi! Estou um pouco mas pode deixar que resolvo.

Eu pedi a ela para me mostrar o papel onde dizia o numero da sala e reparei que eramos da mesma turma.

Eu – Vem comigo que estamos na mesma turma.

Ela não disse nada só me seguiu. Chegamos na sala e eu pedi licença para entrar. Fui para um canto da sala e ela foi para o outro. Ela parecia um pouco estranha mas eu não sabia bem o porque.

Professor – Você é a Yara certo?

Eu – Eu própria.

Professor – E tu rapaz como te chamas?

Mariana – Primeiro sou uma menina e sou a Mariana.

Professor – Desculpe…Mas…Mas

Mariana – Deixe estar!

Olhei para ela para tentar perceber se ela tinha ficado magoada ou ofendida, mas não consegui perceber muito bem. Ela tinha sempre a mesma cara, era muito “fechada” e não demonstrava os seus sentimentos. Fizemos as apresentações, o professor explicou algumas coisas e depois nos deixou sair. Eu fiquei a espera da Mariana para ter certeza de que ela estava bem e então finalmente ela saiu.

Eu – Espera! Como você está?

Mariana – Eu estou bem.

Eu – Não o leve a mal, ele não sabia que você era uma menina.

Mariana – Na boa, já me habituei a essas coisas.

Eu – Se quiser, podemos ir juntas para casa, porque a minha irmã e o Salvador ainda vão demorar um pouco.

Mariana – Não tenho nada para fazer em casa, ainda devo ir dar uma volta.

Eu – Podemos ir a praia se quiser…

Mariana – Pode ser, vamos a que praia?

Eu – Carcavelos, já esteve lá?

Mariana – Não, só estive em duas praias, só que já não me lembro do nome.

Fomos para o ponto de ônibus. Ficamos caladas até o ônibus chegar. Entramos e fomos nos sentar nos últimos lugares. Eu não gostava de estar calada e também tinha muitas perguntas para lhe fazer.

Eu – Tens quantos anos?

Mariana – 18 e tu?

Fiquei surpreendida por ela também querer saber a minha idade pois ela parecia não querer saber de nada e parecia que nada lhe interessava, percebi que eu estava olhando para ela sem parar.

Eu – Hmm desculpa, tenho 16.

Mariana – Parece ser mais velha.

Eu – Muita gente diz isso. Você tem namorado?

Ela ficou olhando para mim como se eu tivesse dito a maior estupidez que ela alguma vez já ouvira e começou a rir.

Mariana – Eu sou homossexual, gosto de meninas e não eu não namoro. E você? Tem namorado?

Eu estava muito envergonhada e tenho certeza que ela pensava que eu era uma burra ou coisa assim.

Eu – Não eu não tenho namorado e desculpa eu não sabia.

Mariana – Sem problemas. Alguma vez já sentiu uma atração ou já gostou de uma menina?

Eu- Na… Não, nunca pensei nisso, sempre gostei de rapazes.

Ela ficou calada durante o resto da viagem e eu já não sabia o que dizer por isso nem me importei. Chegamos à praia, arrumamos as coisas, tiramos as roupas e fomos para junto da água. A Mariana já tinha entrado dentro da água e eu fiquei olhando para ela e tive um sentimento estranho. A achava linda, querida, mas arrogante ao mesmo tempo, ela tinha uns olhos verdes lindos e de repente percebi que estava a olhando e pensando no quanto ela era bonita, mas os meus pensamentos foram interrompidos pela sua voz.

Mariana – Você não vai entrar? Ou precisa de ajuda?

Eu – Espera! A água está gelada, isso tem que ser com calma.

Ela começou a sair da água e estava a vindo na minha direção, começou a correr eu fiz o mesmo para fugir, ela me empurrou e caiu em cima de mim. Fiquei olhando para ela e não deixava de pensar o quanto ela era bonita. Estava começando a ficar com borboletas na barriga e a ficar muito confusa, muito confusa mesmo. De repente, vejo que o meu braço está na cintura dela. Parecia não ser eu, parecia que alguém estava me “controlando”. Ela começou a levantar e depois me ajudou.

Mariana – Está bem, desculpa …

Eu – E aí? Vamos dar um mergulho?

Mariana – Finalmente tomou coragem!

Eu – Pois é

Fomos para a água, eu mergulhei e comecei a nadar para o fundo. Ouvi a Mariana a gritar pelo meu nome e reparei que ela estava preocupada então comecei a nadar para a sua direção e quando cheguei lá ela me agarrou.

sig_Alona.png

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.