Você nunca estará sozinha – Cap 14

Sem pouco importar para a sujeira feita ao derrubar a garrafa, Vanessa deu a mão para Clara e a guiou até seu quarto, que fica no primeiro andar da sua casa.

– Entra e fica a vontade. – Disse Vanessa, ao abrir a porta do quarto.

– De novo? Já entendi, Vanessa! – Clara ameaçou tirar o vestido, causando um gostoso desconforto em Vanessa.

– Ai como você é idiota! Vem cá comigo lavar o pé…

– O quê?

– O pé, Clara! A gente vai ali no banheiro e lava, só isso!

– Você me trouxe pro seu quarto pra lavar o pé?

– Para de ser teimosa e vem lavar, depois eu te explico, anda!

Clara não entendeu o propósito, mas obedeceu Vanessa. Enquanto Clara lavava o seu pé, Vanessa voltou para a cama e ficou mexendo em seu celular.

– Falando com suas mulheres, Vanessa?

– E eu lá tenho mulheres, mano? Não tenho ninguém!

– É o Walter?

– Vagabunda! Só to tirando alarme, mano! Eu ia pra academia amanhã super cedo…

– Não vai mais?

– Ah, eu vou depois. – Disse Vanessa, colocando o celular ao lado da cama.

Da cama, Vanessa observava Clara no banheiro, desacreditando na situação e no que possivelmente aconteceria dali em diante. Ela sabia onde estava se metendo: com uma mulher casada, com um filho pequeno e que sequer mora no mesmo país; mas nada disso estava importando, pois, no fundo, Vanessa estava querendo pagar para ver.

Clara saiu do banheiro e continuou na porta dele, observando Vanessa:

– Tá pensando em quê? – Perguntou a loira.

– Na vida, curiosa!

– Achei que ia dizer que tá pensando em mim…

– Porque estaria?

– Larga de ser grossa, vou te explicar por que.

Clara já estava cansada de adiar suas vontades. Caminhou até Vanessa, que continuava sentada na cama, e a empurrou, fazendo com que ela deitasse. Clara inclinou o seu corpo sobre o de Vanessa, deitando por cima. O beijo foi consequência.

O ritmo estava acelerado, as mãos tinham pressa. Percorriam todos os centímetros, cheias de curiosidade. Clara viu – e sentiu – Vanessa se tornando a mulher que ela estava desejando desde o primeiro encontro: um furacão.

O quase interminável beijo foi interrompido por Clara que, repentinamente, levantou-se da cama, para estranhamento de Vanessa, que acompanhou a loira, ficando quase sentada novamente. O motivo foi nobre. Clara despiu-se lentamente. Aos olhos de Vanessa, as mãos de Clara ficaram escondidas nas suas próprias costas, enquanto o zíper de seu vestido era aberto silenciosamente; com um único movimento, Clara afastou o vestido do ombro, que foi ao chão no mesmo instante. Vanessa viu tudo em câmera lenta, queria repetição, inclusive.

Vanessa se sentiu hipnotizada, esse é o poder que Clara já exerce nela. Com os seios descobertos e uma tímida calcinha, Clara continuou seu pequeno show. Ela sabia que ali, Vanessa estava em suas mãos, se sentiu no controle.

Clara se reaproximou devagar, enquanto Vanessa não ousou esboçar reação. A troca de olhares entre as duas era suficiente para não ser dita nenhuma palavra. Ficando muito próxima e a frente de Vanessa, Clara foi surpreendida com beijos, muitos beijos. As mãos de Vanessa não se intimidaram com os fartos seios da loira e passearam lentamente por eles e entre eles. Clara é que ficou intimidada. Deliciosamente intimidada.

O furacão finalmente descoberto por Clara fez questão de mostrar que continuava por ali. Vanessa levantou-se, continuando com o corpo muito próximo ao de Clara, também tirou quase toda a sua roupa. Diferentemente de Vanessa, ela não teve uma visão tão privilegiada, mas tratou de conferir com as mãos tudo o que estava à sua espera.

Entre muitos beijos intensos, Clara novamente jogou Vanessa na cama. Mirou em seu corpo, dessa vez. Os beijos continuaram por toda a extensão de Vanessa, enquanto Clara fez questão de conferir se estava no caminho certo. E estava. Vanessa sorriu e Clara não resistiu ao convite. A excitação emanava por todos os poros, era notável: seja pelo olhar, pelos sorrisos sacanas, beijos vorazes, curtos e longos gemidos ou mãos sedentas. Elas se desejaram e concretizaram cada gota de vontade.

Se viram exaustas quase uma hora depois. Após tudo, Clara não conseguia parar de observar Vanessa ao seu lado, coberta, aparentemente satisfeita, mas com um olhar distante.

– Tá tudo bem, Van? Aliás, posso te chamar assim?

– Claro que pode, mano! Tá tudo bem sim, mas você se importa se eu ficar de costas pra você?

– Não, fica a vontade… Tá tudo bem mesmo? Fiz algo que você não curtiu?

– Mano, tá louca? Claro que tá tudo bem! Eu só to um pouco tímida com você me encarando…

– Ai que gracinha! Me dá aqui um abracinho! – Vanessa já estava de costas para Clara, mas a loira fez questão de se aproximar e abraça-la por trás.

– E você acabou de me deixar com mais vergonha! Ai, Clara, você não existe!

Clara notou Vanessa passando a mão pela cama, como se estivesse procurando algo. Em seguida, Vanessa caiu na risada:

– O que foi? Perdeu algo, Van?

– Mano, passa a mão aqui! – Falou Vanessa, segurando uma das mãos de Clara e levando-a por cima da cama. – Tá molhado, mano!

– Nossa, Vanessa! Você é destruidora, mulher!

– Vagabunda!

Terminaram a noite aos beijos, com a certeza de que aquilo tudo só estava começando a ganhar forma.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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