Tudo muda, tudo passa – Cap 6 – Parte 13

Tudo muda, tudo passa – Cap 6 – Parte 13

Chegamos no aeroporto e, após catarmos as malas e passarmos no câmbio, logo vimos os rostos animados de Augustus e Mirayn.

– Bon suir! Bon suir! – disse Augustus

– Bon suir! – respondeu Alex, logo em seguida dizendo mais algumas coisas em francês.

Os dois se abraçaram sorrindo enquanto Mirayn e eu nos olhávamos sem entender o que diziam.

– Se não se incomodam, poderiam ligar o dicionário on line? – Mirayn perguntou.

– Bobagem, só estávamos nos cumprimentando. Eu adoro o francês da Alex, é muito bem falado.

– Obrigado!

– Tudo bem com vocês? – cumprimentei-os – Eu agradeço que tenha nos convidado.

– Teria sido melhor se tivessem ficado em minha casa, ainda mais que minha mãe arrumou um namorado e está fora com ele. Mas já que preferiram um hotel… – fez cara de tristeza.

– Não ligue pra isso Augustus. Elas querem é privacidade. – Mirayn piscou para nós.

Alex enrubesceu até o pescoço e disse:

– Só queríamos não dar trabalho…

– Sei. A julgar pela cor de sua pele agora… – riu – Mas vamos lá, vocês devem estar cansadas e querendo cama.

“Você não imagina o quanto eu quero uma cama agora, meu caro!”

Augustus nos levou de carro até o hotel, mas fazendo questão de fazer um caminho mais longo, passando pela iluminada Avenue dês Champs Elysees, para depois atravessar para o outro lado do Sena, cruzando o Quartier Latin, para então chegarmos no hotel, em St German des Prés, que era lindo. A temperatura estava baixa, uns 5°C, e o tráfico tinha sido ruim em alguns pontos. Já eram 21:40h.

Augustus e eu retiramos as malas do carro. Mirayn parou na porta do hotel e admirou com as mãos na cintura.

– Vocês escolheram bem.Belo hotel.

Olhei bem para o prédio. “Uau! E que hotel!”

– Bem, agora é hora do descanso. Penso em vir aqui buscá-las às 9:00h. Que acham?

– Excelente! – disse Alex

– Sim. E obrigado pela carona e pelo tour. Achei a cidade, já nessa primeira visão maravilhosa!

– E você vai gostar ainda mais, Samantha. Pode não ter as belas praias e o sol alegre do Rio de Janeiro, mas, como dizem, é a Cidade Luz! – levantou os braços – Bem, hora de ir minha irmã.

– Até amanhã meninas.

– Bye. – respondemos.

Um carregador veio buscar nossas bolsas e conduzi-las para dentro. Entramos e a recepção do hotel era linda. Parecia um castelo de princesas. Alex se comunicou com os funcionários, falando sempre em francês, e um rapaz nos acompanhou até o quarto. Ficamos no terceiro andar. Ao entrar dei de cara com uma grande cama de casal, e reparei um sorriso malicioso no rosto do carregador.

Olhei para ele seriamente e isso o deixou meio sem graça. Alex disse umas poucas coisas agradecendo e ele partiu.

– Por que encarou com ele daquele jeito? Pensei que fosse bater no rapaz. – Alex disse estranhando.

– Você não reparou no sorriso malicioso dele? Deve ter pensado em nós duas juntas e com isso deve ter pensado um monte de sacanagens. Se viesse de graça eu já ia acertar a cara dele.

– Ele não faria isso – riu – tem um emprego e a zelar, além do nome do hotel.

Alex encostou as janelas e ligou o aquecedor. Em seguida abriu uma das malas e começou a retirar roupas de lá de dentro. Cheguei por trás e abracei-a pela cintura beijando seu pescoço.

– Linda, vamos tomar um banho? Hum?

Ela sorriu e fechou os olhos.

– Sei no que está pensando…

– Vamos? – beijei-a na nuca e coloquei uma das mãos por dentro de sua blusa, sobre um seio, enquanto que a outra se enfiou por dentro de sua calcinha.

– Oh, Sammy… you are terrible. I can’t even unpack my bag…

– Eu quero você agora, minha gostosa…

Virei-a de frente para mim e fomos até o banheiro nos beijando e esfregando. Retirei sua roupa, peça por peça, beijando e lambendo cada parte de pele descoberta. Ela fez o mesmo comigo, mordendo meu corpo como se estivesse me saboreando. Entramos no chuveiro e abri a torneira. Levamos uma ducha de água fria e gritamos com o choque térmico. Aos risos ajustamos a temperatura da água, e com os sabonetes do hotel nos esfregamos completamente.

Segurei-a pelas coxas e a levantei do chão. Ela enroscou as pernas na minha cintura e eu introduzi dois dedos em sua abertura. Meus movimentos eram rápidos e ela gemia sorrindo, puxando meus cabelos e dizendo frases sem sentido algum, até que explodiu em um orgasmo alucinado. Recuperada, desvencilhou-se de mim e me empurrou contra a outra parede do box. Ajoelhou-se e devorou meu sexo até me fazer explodir em um orgasmo intenso.

Já havíamos comido uma refeição leve no quarto, e estávamos deitadas na cama, nuas, nos acariciando mutuamente. Eu estava deitada de barriga para cima, e ela abraçada comigo, com a cabeça no meu ombro e a perna enroscada nas minhas.

– Você disse que eu era a terceira coisa… Fui logo a primeira! – sorriu.

– Pra você ver como é que eu não consigo deixar de ter você como minha prioridade!

– Você é tarada e sem vergonha, isso sim. – mordeu meu ombro.

– Ah, minha linda, eu tava morrendo de saudade de você. A gente não fazia nada desde aquela vez lá no celeiro!

– Você é louca, Sammy. – riu – Você me pegou de jeito naquele celeiro e eu nem pude me esquivar. Quando voltamos muitos ficaram desconfiados. Especialmente vovó! – mordeu-me de novo – Cafajeste!

– Se continuar me mordendo desse jeito, Alexandra Flatcher, eu não respondo por mim… – rapidamente inverti as posições e deitei-me sobre ela.

– Ah é? – desvencilhou-se de mim e se enrolou no lençol – E o que pensa que vai fazer comigo? – sorriu mostrando uma perna e fazendo charme.

Levantei-me da cama e mexi na minha mala. Logo achei nosso brinquedo e tirei-o para fora.

– Você trouxe? – perguntou sorridente e surpresa.

– E sabe o que eu vou fazer agora, não sabe? – comecei a prendê-lo em mim.

– Não, o que? – perguntou fingindo inocência.

Caminhei até a cama e me enfiei debaixo dos lençóis beijando seu corpo todo, desde os pés até o pescoço. Ela ria e gemia me arranhando de leve.

– Vou comer você até que me implore pra parar. – beijei seu pescoço.

– Oh, Sammy, oh, don’t… You are so bad, so…

Introduzi um dedo nela e comecei massageá-la até que ficasse bem excitada. Lambia e mordia seu seios e ela gemia alto. Introduzi o pênis naquela vagina molhada e ela abriu bem as pernas e cravou as unhas nos meus ombros. Gozamos rapidamente.

Ainda fizemos mais duas vezes, com ela cavalgando sobre mim e depois de quatro. Mordeu os lençóis e gritou extasiada.

Acordei às 7:35h e Alex ainda dormia deitada sobre mim. Deslizei delicadamente e pude me levantar sem acordá-la. Estava ainda cansada, mas decidi não me deitar mais. Tomei um banho e vesti a roupa que usaria para passar o dia. Olhei pela janela e admirei a vista. Augustus tinha razão com sua propaganda. Paris é uma cidade linda, embora também considere Londres um charme.

“Agora Alex e eu temos de conhecer o Brasil melhor. Sei que meu país tem coisas lindas!”

Mais alguns minutos e ouvi um gemido de Alex. Ela se espreguiçou toda e abriu aqueles lindos olhinhos verdes, sorrindo com doçura.

– Bom dia Sammy.

– Bom dia minha delícia. – deitei a seu lado e beijei-a nos lábios.

– Já está até arrumada, é? – sorriu.

– Sim. – beijei-a de novo – São oito e meia. Por que não se levanta, toma seu banho, se arruma e desce comigo pro café? Daqui a pouco eles chegarão.

– Ai, mas em meia hora não dará para eu fazer tudo isso. Ainda mais exausta como estou. – beijou-me – Você acabou comigo, seu animal selvagem.

– Eu digo o mesmo de você, amor. Só que eu disfarço melhor.

– É porque você é muito, muito, muito sem vergonha! – sorriu.

– E você adora!

– Amo! – beijou-me, espreguiçou-se de novo e se levantou enrolada no lençol

Acabamos de fazer tudo às 9:45h, que foi exatamente quando Augustus e Mirayn chegaram.

– Bon jour meninas, desculpem o atraso. Fiquei até tarde vendo um jogo de futebol e acordei atrasado. Desculpem mesmo!

– Bon jour! E sem problemas com seu atraso. Acabamos de tomar café neste momento. – Alex respondeu.

– Dormiram bem? – Mirayn perguntou.

– Ah. Muito, muito bem. – respondi sorrindo.

Alex abaixou a cabeça contendo o riso e mordendo os lábios.

– Hoje nós vamos andar! Como fizemos em Londres – disse Mirayn.

sig_Raydon

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