Rosa dourada – Cap 35

Quando duas pessoas formam um casal, na maioria das vezes, uma das partes fica com o pé atrás quando sua parceira decide apresentar a outra para sua família. Sempre rola um constrangimento básico, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Acho que não, tenho certeza de que o nervosismo aumenta o constrangimento da pessoa.

O fato é que eu já conhecia os pais da minha namorada, só que…. Era diferente. Não é só porque iríamos oficializar entre nossas famílias a nossa relação, que seus pais eram obrigados a continuar me aceitando como antes. Afinal, tudo muda. E não vamos fazer dessa regra uma exceção.

Agora nossa relação vai meio que se tornar mais real do que já é. Responsabilidade e respeito irão vir à tona. Não que eu não respeite minha namorada, eu a respeito… Só que não vai ser como antes. Teremos que manter uma determinada postura na frente dos nossos pais. Uma postura adequada para que possamos ganhar cada vez mais a confiança deles.

Não nego, estava bastante aflita, e de alguma forma todas as roupas que vestia não estavam me fazendo bem, incrível como minhas roupas resolveram, do nada, não me agradar mais… Justo hoje. A Aninha me ajudou a escolher uma roupa legal. Estava tudo indo como planejado.

Os pais da Patrícia me buscaram em casa e seguimos para um restaurante ali perto.

Ao chegar lá, o interrogatório parecia que não ia acabar mais. Eles queriam saber tudo. E foi aí que me desesperei.

– Pai, Mãe. Vocês não acham que já está na hora de acabar com as perguntas? – Disse a Patrícia muito incomodada.
– Desculpe Sarah, apenas queríamos saber o que levaram vocês a enfrentar tudo para ficarem juntas.
– Não se preocupem. Olha, a única coisa que quero, é fazer a Patrícia feliz.
– Está vendo, Fernanda?! Eu disse que ela ama a nossa filha.

Minha ração foi tipo “HAM?!”
Não esperava uma resposta dessa. Uma aceitação de imediato. Pode parecer muito clichê, mas estava me sentindo de um jeito que jamais tinha sentido.

O jantar chegou e a noite fluiu naturalmente, e todos os constrangimentos desapareceram. Como eu já esperava, os pais da Patrícia, falaram como seria daqui pra frente. Só não gostei da parte que eles disseram que não podíamos mais dormir uma na casa da outra.

Não neguei, mais não gostei dessa atitude drástica. Aceitamos todos os termos e condições propostas por eles e entramos em um acordo. Conseguimos até a façanha de estender o horário da Patrícia chegar em casa.

Após o jantar, fiquei de deixar a Patrícia em casa, pois ainda queríamos um tempo só nosso. Um tempo para matar a “saudade” que estávamos de ter nossos corpos unidos. Afinal… Eles proibiram de dormimos uma na casa da outra, mas não falaram nada do fato de haver relação sexual entre nós duas.

Autora anônima

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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