Rosa Dourada – Cap 3

Finalmente o sábado chegou, acordei um pouco tarde, mas deu tempo de ir ao shopping para comprar uma roupa descolada para ir à festa com Patrícia.

A festa ia ser às 20h horas, já se passava das 18h30, quando meu telefone tocou. Patrícia tinha me enviado uma mensagem dizendo que iria vir me pegar por volta das 19h30, seu pai, Márcio, iria nos levar.

Chegamos na festa, que iria ser na casa da Laura. As pessoas já estavam dançando como se não existisse o amanhã, tinha muita gente conhecida, afinal todos da escola estavam nessa festa, até Ana minha irmã (Eu não fazia a mínima ideia que ela estaria nessa festa para me vigiar, mas não tem problema Aninha era um doce de pessoa)… chamei Patrícia para ir dançar junto com a galera e ela sendo uma pessoa tímida quase que não aceitava.

A pista de dança era improvisada no meio da sala, depois de dançarmos a primeira música que era: Like a G6, fomos a um Open Bar que tinha na festa e bebemos algumas doses de Vodka (Afinal era a bebida do amor rsrs… e logo mais iriamos descobrir seus efeitos), assim que terminamos de beber chegaram algumas “amigas” minhas que eu não via fazia muito tempo. Perguntaram como estava a minha vida amorosa, e foi nesse momento que a Patrícia tomou a frente e falou que estava muito bem, fiquei sem reação, por que ela falou isso? (Será que ela achou mesmo que estávamos em algum tipo de encontro?! Não me levem a mal, mas ela estava meio que sendo controladora). As meninas foram embora depois desse episódio e nós voltamos a beber. Eu não queria estragar esse momento e deixei passar o que ela disse, bebemos bastante e voltamos a dançar junto com a galera…

Em certo momento da festa resolvi sair de dentro da casa para tomar um ar, Patrícia foi comigo, estávamos sentadas na beira da piscina, eu estava olhando para o céu quando ela pegou na minha mão e começou a falar:

– Desculpa.

– Desculpa?! Não estou entendendo.

– Por ter tomado à frente quando suas amigas vieram perguntar sobre sua vida amorosa. – Eu não queria falar sobre isso, mas não quis impedi-la de continuar falando.

– Você já deve saber que eu ainda não sou assumida, eu estou confusa! – Nesse momento ela colocou sua mão em minha nuca e me Beijou.

– Isso é pra você saber que sempre vai poder contar comigo. – Foi inesperado este ato, mas ela foi muito carinhosa comigo, e decidi retribui-la com outro beijo.

A noite estava chegando ao fim e quando saímos da festa fomos direto para minha casa.

Demoramos a chegar, afinal estávamos bêbadas e cambaleando ao andar. Assim que chegamos na minha casa subimos direto para o meu quarto, tomei um banho rápido e quando saí do banho ela já estava vestida, fui me trocar e ela ficava a me observar de longe. Quando cheguei o clima começou a esquentar, ela veio andando na minha direção  me prensando contra a parede aí roçou seus lábios contra o meu,  logo em seguida me beijou com ferocidade, nossas línguas travavam uma guerra, a joguei na cama caindo por cima e voltamos a nos beijar. Meu beijo foi interrompido por sua fala:

– Sarah, desculpe, mais devemos fazer isso mesmo? Será o certo? – Enquanto ela falava minha mão já estava por baixo de sua blusa.

– Minha linda, não me leve a mal, não quero fazer nada contra sua vontade. – Assim que disse essas palavras ela me beijou.

O seu beijo era de arrepiar, carinhoso e continha um amor incondicional, chegando a me deixar com tesão. Não passamos dos beijos nessa noite, já que a insegurança nos tomava. O dia já estava amanhecendo e as consequências desse singelo ato estavam por vir.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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