Rosa dourada – Cap 24

Quando lutamos por nossas vidas, ou por coisas que almejamos, nada pode nos parar. É um sentimento interno perturbador, que só nos deixa em paz quando é cortado pela raiz.

Para ter novamente o controle, às vezes precisamos abandoná-lo. Assim, acreditamos proteger aqueles que amamos… Aqueles que não conseguimos viver sem. Mas a verdade mais perigosa… é que o controle é meramente uma ilusão.

Como a Patrícia queria resolver este problema comigo, tomei uma iniciativa. Fiz uma ligação precipitada, apenas para mostrar com quem a Camila estava mexendo. Dentro de mim, estava crescendo algo muito forte. Queria, que ela se arrependesse completamente do que estava fazendo com minha irmã.

– Alô? Quem é?
– Por quê? Você não tem mais nada pra fazer não?! Me deixa em paz.
– Ah…Estava esperando por sua ligação. Onde estão as honras iniciais? Já perdeu toda a educação, Sarah?
– Você perdeu todo o meu respeito. Quero explicações. Você não tinha o direito de fazer isso!
– Não só tinha como ainda tenho. Além do mais, sua irmã já está nas minhas mãos, e agora quem vai estar será você e sua namoradinha.
– Não estou não. Muito menos ela. Vai fazer o que agora? Espalhar a foto para todos?! Pode espalhar, não ligo.
– Dando uma de superior agora?! Você não passa de uma garota mimada que sempre teve tudo nas mãos!
– O que sou ou deixo de ser não diz respeito a sua pessoa, e queridinha, quem brinca com fogo acaba se queimando.
– Pense num medo que estou sentindo. -Camila, dava suas respostas sempre utilizando sarcasmos.
– Chega de baboseira…. Amanhã depois da aula. No terreno baldio. Quero você lá.
– Aproveita e leva a sua namoradinha. Ah, já ia esquecendo… A Aninha não pode faltar. Se for pra te ver destruída, precisa de platéia, só para te ver caindo.
– Você não me põe medo. E quem perderá toda a moral amanhã será você, não eu.

Não tinha como esconder o medo que estava sentindo naquele momento. Ficava imaginado, o que restaria de mim, se a turma dela aparecesse por lá. Mas o que me fazia ter forças para enfrentar tudo isso, é o amor que tenho pela Aninha e a Patrícia. Creio eu, que se não fosse por elas não teria coragem de ter pego o telefone.

Dia, local e hora. Tudo certo e combinado. Agora só faltava contar para as duas. Até agora, nada foi difícil. Contar para ambas será! Já estou vendo o sermão que terei de cada uma. Falando praticamente as mesmas coisas.

Já estava feito, não tinha mais como voltar atrás. Não nego, mas passei boa parte da ligação me tremendo toda. É hora de ser forte. E dessa vez ia ser completamente diferente.

Decidi contar os acontecimentos apenas na ida para escola. Para não dar tempo de desistir. Estava feito e enfrentaríamos ela com toda destreza e garra possível.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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