Rosa dourada – Cap 15

A festa estava ótima, tipo…. esconder bebida alcoólica de um único adulto presente era difícil, montamos um esquema muito bom. Começamos a dançar e como a maioria das pessoas que estavam lá eram mulher tudo deu certo, mulher dançando com mulher. Só deu pra mim e para Patrícia, nem precisamos disfarçar dançamos juntas, corpo colados e rolou até alguns beijinhos enquanto ninguém olhava.

-Claraaaaaaaaaaa – Gritou Erica de longe vindo me abraçar
-Esta vendo?! Eu disse que não iria faltar.
-Você, como sempre cumprindo com as promessas hein, senhorita!? Rsrs
-Como eu te disse, por contar comigo pra tudo! haha
-Tá bebendo o que?
-Só refrigerante.
-Então vem comigo que vou te arrumar uma bebida decente.

Tinha Vodka e Natasha para beber, estávamos bebendo tudo puro mesmo, se fosse pra ficar bêbada que ficássemos logo. Patrícia já estava reclamando comigo pois eu estava virando os copos rapidamente e acabei deixando-a com um pouco de raiva. Quando todos entraram para a sala onde se encontrava o som e o jogo de luz, Patrícia e eu subimos para o primeiro andar da escola e entramos em uma sala bem escura.

-Sarah, você esta pensando em que? Te achei meio preocupada hoje.
-Nada de importante não.
-Fala amor, por favor.
-É que eu estava pensando em como seria se eu fosse assumida, se minha vida iria mudar muito, como seria a reação dos meus pais. Esquece bobeira mesmo.
-Não, você esta certa, apenas minha mãe sabe que gosto de mulheres e ela aceitou na boa.
-Mas é diferente, se minha mãe descobrir é capaz de me mandar para bem longe de você.
-Amor, não fala isso… vem cá e me beija.

Começamos a nos beijar e não tinha ninguém por perto, o clima foi parecendo cada vez mais propício para as segundas intenções aparecerem. Estávamos sentadas no chão, ela estava no meu colo se remexendo toda em cima de mim. Comecei a desabotoar sua blusa e a beijar a parte superior do seu seio, estávamos revezando para tirar as roupas.

Estávamos apenas de roupas intimas, deitadas ali no chão mesmo, eu por cima dela beijando-a dos pés a cabeça. Tudo perfeito e lindo, se não fossem as teorias físicas falando o contrário, eu poderia dizer que nossos corpos estavam tão conectados que já estavam ocupando o mesmo local no espaço.
A noite era uma criança e acabamos fazendo amor ali mesmo sem medo de nada e acabamos sem perceber que estávamos sendo vigiadas. Isso mesmo, estávamos sendo vigiadas por uma pessoa que conhecíamos e não sabíamos de nada ainda então continuamos nossa diversão sem saber de absolutamente nada.

Voltamos para a festa em seguida, disfarçamos toda a nossa felicidade e reações emocionais entre nós. Demos sorte já que ninguém estava no pátio quando voltamos, tomamos umas e outras e jogamos conversa fora. Mas não falamos nada demais.

Resolvemos entrar e curtir a festa, e estava tocando músicas antigas daquelas que escutávamos quando crianças, estava muito divertido. O Dionísio me agarrou por tras e começamos a dançar feito loucos, Patrícia resolveu ficar sentada apenas observando e aproveitando o momento.

Como tudo que é bom tem hora de acabar…. fomos embora da festa no seu ultimo minuto. Seguimos de pé por uma rua escura e estreita, estávamos agarradinhas e nos beijando durante toda a volta, ela iria dormir na minha casa e foi ela nosso destino final. A noite era uma criança e tudo poderia acontecer ou não.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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