Rosa Dourada – Cap 11

O resto da minha tarde foi muito tedioso, não sabia o motivo para que eu estivesse naquele local, a única coisa que fez minha tarde melhorar foram as mensagens de texto que recebia da Patrícia. Mensagens de textos que diziam o quanto ela me amava e minhas piadas sem graça que costumava contar para mesma, fora isso eu e a Aninha ficamos de bobeira fingindo que estávamos entendendo o que se passava no momento.

Eu não via a hora de chegar em minha casa para que pudesse ligar para minha amada, eu estava com muitas saudades e não conseguia tira-la do pensamento momento algum. Eramos apenas eu e ela que existíamos no meu mundo imaginário, onde as coisas giravam ao nosso redor e o preconceito não existia. Só nós e mais ninguém, eu não conseguia esquece-la de modo algum e até pensei que ela fosse a mulher ideal para ter no resto da minha vida.

Ao chegar em casa, tranquei-me no quarto e liguei de imediato para a Patrícia. Ela atendeu no primeiro toque e pude matar a saudade que estava! Ela atendeu muito feliz, percebi sua felicidade no tom de sua bela voz. Falamos um pouco sobre como foi nosso dia e essas coisinhas simples que a maioria das pessoas não costumam dar valor.

O motivo de sua felicidade era a minha ligação dizia ela, mas não achei que fosse isso. Tomei um banho rápido e fui para sua casa, no caminho encontrei alguns amigos que me lembraram novamente da festa que iríamos de certa forma “fazer”, ficamos um bom tempo conversando e me esqueci completamente da Patrícia. Falamos de todos os tipos de assuntos que pudessem existir, já que conhecia a galera há muito tempo.

A festa ia ser meio que uma de despedida, já que estavam praticamente todas as minhas amigas indo embora da cidade para morar fora, o destino era a capital. Praia, sol, farra e tudo o que existe de bom… eu meio que fiquei balançada com a ideia de também ir morar na capital, já que eu só passava as férias por lá. Ficamos conversando por mais de duas horas quando me lembrei da Patrícia e do bolo que dei nela.

Saí correndo na direção de sua casa e quando cheguei ela estava do lado de fora com os braços cruzados e a cara mais amarrada do mundo, ela estava com raiva e bote raiva nisso. Falei calmamente e tentei me desculpar, mas não saiu como eu esperava já que ela era muito, mas muito ciumenta mesmo.

-Princesa não fique assim não, não fiz por mal.
-Então você prefere ficar com suas amiguinhas a vir me encontrar né?!!
-Patrícia, eu não fazia a mínima ideia que iria encontrar com elas no caminho.
-Ah não?! E por quê você nem mandou mensagem falando de sua demora?
-Eu esqueci de te mandar, mas iria mandar mesmo. É que eu esqueci completamente já que o papo estava em um caminho tão bom.
-Esqueceu de mim?! Olha como você me trata, como você pode me esquecer?! Será que eu significo algo pra você?
-Não fala assim, você é tudo pra mim…. foi apenas um deslize Mô. Um deslize que eu garanto que não irá se repetir novamente. Eu juro!
-Mesmo assim, você pisou na bola e espero que isso não se repita novamente.

Tivemos um briguinha daquelas que os casais sempre tem, só que a Patrícia é muito histérica e quando se sente ameaçada ela parte pra cima, mas ela é a mulher da minha vida e eu teria que andar na linha para tê-la comigo.

Estávamos apenas nós duas em sua casa, achava eu que haveria algo especial naquele dia. Me enganei, pois a decepcionei e não saímos dos beijos que foram da parte dela meio que mórbidos. Ela estava muito magoada por dentro, só que fazia o possível para não deixar os outros perceberem seus sentimentos.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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