Rosa Dourada – Cap 1

(Bem vindas a nova história do nosso querido Grupo HPM. A autora desta história é a Clara Almeida e espero que vocês gostem!!)

Viver é um dom que Deus nos deu, como ser “normal” se o que eu quero para a minha vida a sociedade não aceita?

Olá, meu nome é Sarah, sou advogada, tenho 26 anos, e minha vida mudou completamente. Quando eu era adolescente, meus amigos me chamavam de Pegadora, não gostava muito dessa palavra, mas fazer o que né?

Todos os garotos queriam ficar comigo, só que eu nunca me achei atraente o suficiente para todo esse assedio. Até o momento eu era hetero. Mas, minha vida mudou quando conheci Patrícia, a mulher da minha vida e a pessoa com que estou até hoje.

Era uma manhã de quinta-feira, e não passava de um dia normal, eu cursava o 1° ano do ensino médio, e ao chegar à sala notei que havia uma aluna nova, que por obra do destino estava sentada no meu lugar, apenas uma coisa vaio na minha cabeça: quem era aquela menina que teve a audácia de se sentar no meu lugar? Fiquei uma fera, entretanto me dirigi a minha carteira e fui falar com ela.

-Oi, meu nome é Sarah, como você se chama?
-Me chamo Patrícia.
-Desculpe informar, mas você está sentada no meu lugar.

Quando ela ia respondendo o professor chegou, e sim, ela se retirou da minha carteira. Eu não via a hora da aula acabar para ir pra casa, para minha sorte nesse dia eu tinha uma aula a menos.

Ao chegar em casa chequei como sempre minhas contas nas redes sociais e ao abrir meu facebook, me deparei com uma solicitação de amizade…. Adivinha de quem era?

Patrícia era uma menina linda, ela era totalmente o meu oposto, era alta devia ter 1,70 de altura, moreninha dos olhos cor de mel, e tinha uma beleza incontestável. (não posso negar, sonhei com ela naquela noite)

Decidi pedir desculpas a ela, pois achei que a tinha magoado, apesar de eu ter achado que fui até educada na forma como tratei ela. Cheguei uns 20min antes da aula começar para me redimir com ela:

-Patrícia, me desculpe por ontem, eu deveria ter sido mais delicada com você.
-Você estava certa Sarah, eu também agiria daquela forma se tivesse visto alguém sentado na minha carteira.
-Ok.

Fui tentar puxar assunto com ela, e a primeira coisa que me veio à cabeça foi um trabalho que tinha que terminar.

– Patrícia, tem um trabalho em dupla para fazer, e se ninguém tiver te chamado antes, você poderia fazer comigo.
– Hoje estou disponível, na sua casa ou na minha?
– Pode ser às 14h na minha casa.

Essa história pode estar ficando cansativa no momento, mas o que eu fiquei sabendo na hora do intervalo sobre ela mudou todas as minhas intenções…

Eu já tinha ficado com uma menina antes, até o momento não tinha sido nada demais, de repente chega uma amiga para fofocar comigo:

-Tá sabendo? – disse Erica.
-Não, o que foi?
-A novata, é lésbica. Carne nova no pedaço… – Eu fiquei bastante feliz com essa noticia, mas tive que disfarçar.
-Lá vem você com essa novamente… Você sabe que não gosto disso, aquilo que rolou entre eu e aquela pessoa foi apenas por curiosidade.
-Já que você que está falando, mais me diz, ouvi falar que ela vai para a sua casa hoje, como você explica isso?
-Esqueceu? Tem trabalho para fazer.

Erica saiu sem dizer nada, achei até bom, ela era curiosa demais. Eu não via a hora de chegar a casa e esperar pela chegada da Patrícia.

A campainha toca, era ela, lembro como se fosse ontem. Ela estava very very very beautiful! Eu sempre tentei disfarçar os meus sentimentos por mulheres, ou seja, eu tinha medo de me assumir. Estudamos praticamente a tarde toda… Não me aguentei e tive que tocar nesse assunto.

-Ouvi falar que você é Le….- fui interrompida por ela.
-Lésbica? Sou sim, vai dizer que você acha isso estranho. (risos). Eu apenas sou a pessoa que o meu coração quer que eu seja. E você já teve alguma experiência do tipo.
-Sim – falei gaguejando, mais falei.
-Que bom, não aguentava mais conviver com pessoas “Normais”. disse ela rindo.

Que garota era aquela. E por incrível que pareça, ela era assumida. Isso mesmo ASSUMIDA! Meus pais nem sonhavam que eu já tinha ficado com mulheres, tinha medo do que poderia me acontecer. Eu, até o momento me considerava bi, pois ficava com meninos e meninas, a única diferença que tinha era que a bi que eu costumava ser era mais hetero que qualquer outra garota.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem 6 comentários

  1. Aninha Roberto

    valeu clarinha

  2. Júlia Almeida

    Me identifiquei euhehueheu

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