Dias produtivos, outros nem tanto

Dias produtivos, outros nem tanto

Faz tempo que esses projetos vêm sendo pensados e repensados na minha cabeça. Primeiro, eu queria dar dicas para escritores e escritoras. Depois, eu queria falar sobre algo mais prático, como o processo de publicação e tudo mais. No meio disso tudo, ia explorando assuntos periféricos, como literatura, técnicas e criatividade. No final das contas, eu não sabia o que queria, pra onde ia e por isso, simplesmente, não ia.

Criatividade, porém nem sempre

Sabe, esse tempo que estamos – obrigatoriamente – em casa não tem que ser produtivo pra ninguém. Essa história de estou-produzindo-muito-fazendo-varias-coisas é apenas mais uma versão daquela cena linda que tantos gostam de apresentar nas redes sociais como se a vida fosse perfeita e não tivessem dias que você, simplesmente, não quer sair da cama. Por isso, afastem esse pensamento ao ler o que falo a seguir.

Eu sempre fui de ter muitos planos, muitas ideias e nenhuma ação. Não se preocupem, já levei isso pra terapia. Uma das coisas que sempre me afastava de colocar em prática esses planos e ideias era a rotina. E se você acha que isso é bobeira, que quem-quer-consegue, pode parar por aqui, porque só trabalhamos com realidade nesse perfil. Seguindo. O transito, as longas horas de locomoção, a dedicação à faculdade, trabalho, textos para a faculdade, reuniões de trabalho, família, amigos, namorados e namoradas sempre me afastavam de tomar a ação decisiva de sentar e colocar as coisas em prática. Eram muitas opções e poucas ações.

E foi justamente aí, que o atual momento que estamos sendo obrigados a passar, fizeram eu mudar minha atitude. Não tinha mais trânsito, a faculdade está suspensa e o trabalho passou a ter horas definidas (por obrigação minha, obviamente). Os momentos sem funções específicas passaram a ser maiores e então, em um dos dias que fui produtiva – que não são todos, mas eles existem – comecei a projetar para fora de mim meus planos. Ainda são apenas dois embriões, com pouco material, mas muita vontade.

Poema do Sofá

O Poema do Sofá veio primeiro. Um perfil de poemas escritos na quarentena, diretamente do meu sofá. Por incrível que pareça, ou não, poemas e poesias foram os primeiros gêneros que eu escrevi. Há muito tempo atrás, lá nos primórdios da minha mente criativa. Depois, vieram as narrativas, muito fracas ainda, em seguida as peças teatrais, essas sim me dediquei muito e só então, voltei com mais afinco para as narrativas. Fazer um perfil para compartilhar poemas, sem muita firula, alguns com rima outros sem, de diversos tamanhos, temas e objetivos, me ajudou a me reconectar com o real motivo que fez eu me apaixonar pelas palavras: a capacidade de transmitir o que dentro de mim não faz sentido.

Palavra que Cria

Já o Palavra que Cria é uma coisa mais recente. Depois do GrupoHPM, a escrita criativa passou a ser um objetivo de vida meu. Dentro do meu possível, eu estudava e pesquisava sobre esse tema. Gostava de ler sobre técnicas de escrita, comecei a ir além do hobby de escrever e a pensar nisso como profissão (de certa forma, é a minha). E por ter contato com muitas autoras independentes, que estão começando a vida nesse mar de turbilhões que é o mundo das palavras, eu sempre quis lançar algo voltado para o ofício da escrita. Não acho que tenho algo de tão incrível para apresentar a não ser minha experiência e o que ando estudando por aí. Mas, mais uma vez, acho que acima de tudo, tenho vontade.

Vão lá. Vejam o que tem de novo, o que ando aprontando nos meus dias produtivos. Tem opiniões, sugestões, reclamações e indicações pra me dar? Estou de braços, mentes, coração abertos para vocês. Nada disso é projeto solo. Tudo isso é projeto do mundo.

De Lourenço

Publicitária que resolveu tentar a vida sendo escritora. Pica das galáxias em social media e viciadíssima em café.

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