Pesquisa denuncia o preconceito e assédio sofridos por mulheres jornalistas

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Gênero e Número realizaram uma pesquisa inédita no Brasil, com o apoio do Google News Lab, para investigar os desafios enfrentados pelas mulheres no exercício da profissão jornalística.

Identificar a situação das jornalistas nas redações, os tipos de assédio e violência que enfrentam em suas rotinas de trabalho e como respondem a eles, suas posições hierárquicas e o modo como enxergam a perspectiva de gênero nas coberturas é essencial para compreender o papel da mídia – interna e externamente – nas assimetrias de gênero.

A conclusão não é muito diferente do que repete em tantos outros locais de trabalho. Um ambiente machista, misógino e com variados casos de abuso e assédio sexual. Além disso, é possível perceber um enorme preconceito relacionado à gravidez. Alguns dos números assustam: 73 das jornalistas que responderam à pesquisa afirmam já ter escutado comentários ou piadas de natureza sexual sobre mulheres no seu ambiente de trabalho; 70,4 das jornalistas que responderam a pesquisa admitiram já terem recebido cantadas que as deixaram desconfortáveis no exercício da profissão.

Esses são apenas alguns exemplos do que foi apurado nessa pesquisa. Para ver o resultado completo, você pode acessar ao site oficial: Mulheres no Jornalismo Brasileiro ou acessar ao PDF completo.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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