Parada Gay de SP leva multidão para a Av. Paulista

A ministra da Cultura, Marta Suplicy com a drag queen Silvety Montilla e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad
A ministra da Cultura, Marta Suplicy com a drag queen Silvety Montilla e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Com cerca de uma hora de atraso, a 17ª Parada do Orgulho LGBT começou na tarde deste domingo (02) na Avenida Paulista, em São Paulo. Ex-prefeita da cidade e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy deu a deixa para que o primeiro dos 17 trios elétricos começassem a se movimentar. “Manda bala, vamos começar a nossa parada”, gritou ela de cima do veículo.

Mas quem declarou oficialmente aberta a parada foi Fernando Quaresma de Azevedo, presidente da entidade que promove o evento, a APOGLBT-SP (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo),
“Estamos aqui hoje para comemorar nossas vitórias. Tivemos o casamento civil aprovado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). E nos temos que lutar agora contra o fundamentalismo que está no poder”, conclamou Quaresma, sob muitos aplausos.

Com a música eletrônica tocando alto, Marta retomou a palavra, anunciada por Azevedo como nossa “eterna musa”. “Vamos sempre caminhar juntos O momento agora é de união. Vamos seguir juntos contra o preconceito. Ainda falta mudar a Constituição para que gays possam casar, assim como os héteros já fazem”, discursou a ministra.

“Não aceitamos o preconceito. Viva a nossa parada, a maior e a mais amada do mundo”, disse Marta, encerrando seu discurso. A está altura a Paulista já estava como muito mais público do que há menos de duas horas, quando uma chuva ainda teimava em cair. Mas depois que ela sessou, por volta de meio dia, as pessoas começaram a chegar mais intensamente.

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi o terceiro a discursar. “Existe amor em São Paulo? Existe amor no Brasil?”, perguntou o Haddad, que ouviu gritos entusiasmados de ‘sim’ “Viva São Paulo na luta pela liberdade”, acrescentou o político.

Deputado federal pelo PSOL-RJ, Jean Wyllys foi muito aplaudido quando pegou o microfone para falar. “Nós somos muitos, não somos fracos… Fora o fundamentalismo, viva o amor”, declarou o Wyllys, citando a música “Tudo Azul”, sucesso do cantor Lulu Santos.

Enquanto os discursos seguiam em cima do trio elétrico, os participantes dançavam animadamente ao som de músicas populares, como recente sucesso da cantora Anita, “Show das Poderosas”.
Mesmo com o dia nublado, muitos homens homens desfilavam pela Paulista sem camisa. O shortinho curtíssimo foi o preferido de muitas mulheres e travestis que dançavam sem parar.
Com o fim dos discursos políticos, a drag queen Silvetty Montilla assumiu o microfone com seu habitual bom amor. “Tem gay em São Paulo? Tem gay no Brasil?”, perguntou a drag, que ouviu um ensurdecedor grito de sim em coro.

Essa animação continuou até o show de encerramento da parada, na Praça da República. A vencedora do reality show “The Voice” (TV Globo), Ellen Oléria foi a grande atração da parte final do evento.

Fonte

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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