O Amor, Simplesmente – Cap 93

Realmente era só o começo. Estella estava na seca como dizem por aí. Fazia um bom tempo que não tinha uma relação, seja ela qual for, com outra mulher. A ultima, pelo que lembrava, tinha sido com Camila. Chegou a pensar que não saberia o que fazer e nem como fazer quando fosse para cama com outra pessoa. Mas Dani e todo aquele tesão que ela despertava fizera, Estella relembrar rapidinho.

Já Dani estava nos céus. Não fazia muito tempo que Di tinha ido visita-la e ela conseguiu matar bastante as vontades que tinha na cama. Mas agora era diferente. Não só pelo fato de Estella ser mais velha, mas por ter o gosto da conquista. O gosto de ter ido até o limite e ter ganho o prêmio final.

Os corpos se grudavam e se arrastavam por toda a casa. O sofá, a mesa, a cozinha e finalmente, a cama. Ela já estava desfeita da noite passada. Estella não iria dar aula então deixou a cama como estava. Jogou algumas fotos que ainda estavam espalhadas pelo quarto para um canto e substituiu pelo corpo bem torneado de Dani, agora já sem roupa.

– Você esta adorando esse clima de vitória, né? – Estella falava enquanto beijava o pescoço de Dani lentamente.
– Pelo que estou percebendo, as duas estão saindo vitoriosas – Dani respondeu com o pouco ar que lhe restava, mas sem perder o sorriso irônico.

Estella ficava louca com aquele tom irônico de Dani e descontava esta loucura em orgasmos. No final das contas, as duas ganharam.

Já devia ser bem tarde. O celular de Dani tocou enquanto ela com o corpo embaixo do de Estella. A professora estava beijando e brincando com a língua no pescoço e na orelha da menina. Como se tivesse visto um fantasma, Dani pulou da cama e correu até a sala.

– Oi, mãe. Ta tudo bem sim. Desculpe, perdi a noção da hora mesmo. Vou dormir por aqui com as meninas, sim. Ok, mãe. Te amo. Boa noite.

Enquanto Dani não voltava, Estella ouvia o que a menina fazia na sala. Percebeu que ela desligou com a mãe, mexeu em algumas teclas do aparelho e ligou para mais alguém.

– Amiga, se minha mãe perguntar vou dormir aí, tá? Amanhã te conto. Eu sei o que eu to fazendo, relaxa. Lógico que é bom. Beijos te amo.

E com uma gargalhada, não muito alta, Dani desligou o telefone. Poucos passos depois e ela já estava na porta do quarto de Estella. Como se em um ato de provocação, ela parou, encostou na parede e ficou olhando para o corpo nu da professora deitado na cama.

– Temos um problema – Dani falou enquanto mordia os lábios inferiores
– Ah é? Qual? – Estella respondeu enquanto ficava de lado, claramente se mostrando para a menina.
– Eu meio que não tenho onde dormir.
– Você esta se convidando para dormir comigo
– Pode ser. Ou você pode me convidar, também.
– Vem cá, vem

Estella afastou o corpo para que Dani se encaixasse ao lado dela. A menina deitou e lhe deu um beijo. Molhado, quente e ao mesmo tempo sereno, sem segundas intenções. Pela primeira vez no dia.

– Sua mãe não sabe que você está aqui, né? – Estella perguntou enquanto passava as pontas do dedo pela barriga de Dani.
– Não. Ela acha que estou na casa da Tati.
– Sua amiga sabe que você está aqui?
– Bom, nesta cidade pequena se eu não estou com elas e nem em casa, só poderia estar aqui.
– Como assim “só poderia”? – Estella pareceu irritada com o tom convencido de Dani.
– Calma! É só que não tenho amigas além delas e como ela sabia que eu vinha aqui a tarde…juntou os pontinhos.
– E o que ela disse?
– Que eu era louca
– Concordo com ela
– Quer que eu vá embora?
– E vai dormir aonde?
– Se o problema for esse, me viro – Dani falou já se preparando para levantar da cama.
– Deixa de bobeira, garota. Volta aqui – Estella puxou Dani pelo braço e a menina caiu na cama já rindo.
– Você também me queria, não é?
– Querer não é poder e além do mais você é minha aluna. Não é tão simples assim.
– To vendo.
– Isso não vai poder continuar assim.
– Podemos resolver isso amanhã?

Dani não deixou Estella responder e lhe tascou um beijo que fez a professora respirar fundo. Era a hora da menina mostra o que sabia. Sem nem esperar muito, levou a professora a alguns orgasmos. Enquanto a noite caía lá fora, Dani e Estella ascendiam a cama ali dentro.

O sexo era certo, encaixado e quase impossível de resistir. Fosse na cama, no banho ou na pia do banheiro, as duas pareciam se conhecer há anos pela forma como os corpos se comunicavam e se entendiam. Dani tinha tido muito prazer com Di, mas não era assim. Com Estella era fogo puro. Parecia que queimaria a qualquer momento. Parecia que não ia agüentar. Estella lembrava muito de Camila enquanto estava com Dani, mas as duas eram bem diferentes. Dani era atirada e abusada. Prendia as mãos de Estella e a mordia sem poder. Isso deixava a professora fora de si. Ela gostava de ser desafiada.

A coreografia dos corpos durou por mais algumas horas até que no meio da madrugada se renderam ao cansaço e ao sono, até porque precisariam acordar cedo no dia seguinte. E só de pensar que Dani iria junto com ela para a escola, Estella quase infartava. Como seria isso? Será que poderiam chegar no mesmo carro? Poderiam sorrir uma para a outra? Como seria na sala de aula? Rezava para que Dani não aprontasse nada com ela…pegou no sono e sonhou com Dani. Com a parte deliciosa de Dani. Os problemas que a menina representava iam ficar para a manhã seguinte, que já se aproximava.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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