O Amor, Simplesmente – Cap 74

A tarde de dormingo foi lenta e todas aproveitaram para ficar com as famílias, contar um pouco mais da viagem e fazer aquela social de sempre.

O pai de Beta precisou ir à cidade assinar o contrato do novo inquilino do apartamento e deixar tudo resolvido. Entao a menina e a mae aproveitaram para ter um dia de amigas como há tempos não tinham. Beta contou para a mãe algumas das besteiras que fizeram durante a viagem, mas sem muitos detalhes sórdidos. Aproveitou e pediu ajuda sobre a situação de Dani. Não que tivesse algo de errado, mas ela estava preocupada com a influência que poderia ter feito na amiga.

– E se ela ficou com a Di só porque eu estava com a Tati?
– Filha, pelo que você me contou da Dani ela nunca se importou com o namoro de vocês nesse sentido.
– Eu sei, mas lá éramos so nos, será que ela se sentiu excluída ou algo assim?
– Voces a abandonaram ou algo assim?
– Não mesmo! Muito pelo contrário, sempre tomamos muito cuidado com isso.
– Então! E bom, se fosse só para não ficar excluída, ela não teria voltado animada e namorando não é?
– É, você tem razão.
– Mas, se você tem tantas duvidas conversa com ela. É sempre melhor.

Beta ouviu a sabedoria da mãe, encerrou o assunto e deixou para resolver este assunto mais tarde, quando o trio estivesse reunido novamente. Só não sabiam aonde, por enquanto.

O pai de Beta ligou no fim da tarde e disse que passaria a noite na cidade mesmo, estava cansado e não queria pegar o ônibus da madrugada. Beta não queria deixar a mãe sozinha e chamou as outras duas para dormirem lá mesmo. Aceitaram na hora.

A mãe de Tati ainda falou um pouco já que a filha tinha passado uma semana inteira longe dela, mas logo foi convencida quando Tati lembrou do ritual de todos os anos e nem mesmo o argumento de que seu irmão estava lá foi suficiente. Diego iria embora bem cedo, antes de todos acordarem pois precisava chegar a tempo de ir trabalhar na segunda pela manhã. Ok, tudo certo. Dani e Tati iam dormir na casa de Beta.

O quarto da menina era grande com uma cama de casal, que ela dividia com Tati e com um espaço enorme, o qual elas esticavam um colchão para Dani. Era sempre assim, já estavam acostumadas. Devia ser quase nove da noite quando as duas amigas chegaram juntas à casa de Beta. A campainha mal tinha tocado e Beta já estava abrindo a porta recepcionando a dupla com um abraço de quem realmente estava com saudades. Primeiro um abraço forte em Dani e depois um abraço carinhoso seguido de um selinho rápido em Tati.

Passaram na cozinha para pegar a garrafa de vodka na geladeira, pegaram biscoitos, doces e muitas guloseimas, se despediram da mãe de Beta que já estava pronta para dormir e seguiram para o quarto. Beta passou a chave na porta para não serem pegas de surpresa e acendeu a luz. Ela tinha preparado uma surpresa rápida para as duas amigas. Encheu as paredes de fotos da viagem e de vários momentos delas. Era uma forma de ritual completo para iniciar uma nova fase da vida.

Abriram a garrafa junto com as janelas. Acenderem o baseado que tinha sobrado e iniciaram as promessas típicas destes momentos.

– Esse ano eu preciso estudar e quero que vocês me ajudem – Tati começou.
– Pode contar comigo amor, quero muito passar de primeira né?
– E eu também né. Quero mais do que nunca ir estudar na cidade. – Beta fez uma cara de apaixonada como se nem precisasse continuar o assunto.

Era a deixa para Beta começar o assunto. Ela já tinha até conversado com Tati por mensagem mais cedo e decidiu que era a hora para iniciar o assunto.

– Falando nisso, Dani. Você ta curtindo ficar com meninas mesmo? – Beta perguntou e em seguida deu um grande gole na vodka. Estava reunindo forças.
– Como assim amiga? Não entendi.
– Ah amiga, você sempre foi hetero. Só quero saber mesmo.

Tati deixou as duas se decidirem e não se meteu no assunto.

– Nunca me preocupei se era hetero ou não. Faço o que me dá vontade. Mas ainda não entendi o motivo do interrogatório – Dani estava começando a ficar incomodada.
– Não é interrogatório. São duas amigas querendo saber se está tudo bem. – Beta desconversou para não parecer o que não era.
– Tá tudo maravilhoso. – Ok, o baseado começou a fazer efeito.
– Você tá feliz? – Beta quis encerrar o assunto.
– Eu sou a pessoa mais feliz do mundo com vocês por perto.

Dani levantou abraçou as amigas que estavam bem próximas e aproveitou para roubar a garrafa de vodka que estava com Beta e bebeu um grande gole. As duas riram e voltamos para a parte das promessas. A noite era longa e só terminaria com o nascer do sol. Muita besteira ainda ia ser falada nessa fase de promessas e Beta tinha um plano infalível para o final da noite. Mas isso tudo era para mais tarde.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. Júlia Almeida

    Próximo cap. por favor! <3

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