O Amor, Simplesmente – Cap 70

O Amor, Simplesmente – Cap 70

Beta e Tati deixaram Dani falar sobre tudo que ela quis. O ultimo baseado que tinham serviu para comemorar o fim da melhor viagem que tiveram. Dani só lamentava não poder curtir um pouco mais com Di.

Beta e Tati estavam encantadas ao ver a amiga tão lindamente apaixonada por uma outra menina. Era uma sensação de conexão e de que finalmente Dani entendia tudo que elas sentiam e viveram nos últimos meses. Era divertido as três se apaixonando por mulheres. Isso deve pegar né?

A noite estava avançando e o cansaço finalmente as encontrava, afinal de contas, tinha sido uma semana cansativa e bem intensa. Para todas elas. Beta e Tati conseguiram encarar o menage como uma linda experiência no namoro e não deixaram que isso atrapalhasse o amor que sentiam. Pelo contrário, fizeram com que a experiência fortalecesse o casal. Ajudou também o fato que Má foi muito amiga e levou tudo na boa.

Elas, finalmente, foram dormir contrariando as vontades, mas obedecendo aos corpos. Beta e Tati se embrulharam embaixo do edredon enorme, trocaram beijos, carinhos, juras de amor e caíram no sono nos braços uma da outra. Não era necessário mais nada na vida daquelas duas a não ser a companhia eterna dos calores que seus corpos trocavam. A noite seria de paz e bons sonhos e o cansaço cumpriria seu papel e não as deixaria acordar por nada.

No outro quarto, Dani deitava sozinha em sua cama desfeita. As marcas das noites passadas lhe traziam de volta a lembrança do corpo de Di ali esparramado, junto ao dela. Fez todo o processo de escovar dentes, trocar de roupa, checar o celular, apagar a luz e finalmente se deitar. O sono já quase a dominava quando sentiu o aparelho de telefone vibrar embaixo do seu travesseiro. Levou um susto e foi logo ver o que era. Era Di mandando mensagem. Seu coração disparou feito bala. Ela estava pensando nela.

“Não quer abrir a porta?”

Mensagem curta, mas bem explicativa. Dani saiu correndo da cama e foi até a porta do outro casal. Abriu bem devagar uma pequena fresta da porta e espiou lá dentro. Dormiam abraçadas e apagadas. Nem sinal de olhos abertos. Sorriu. Fechou novamente a porta com todo cuidado e na ponta dos pés andou meio que correndo meio que com medo até a porta da sala. Olhou pelo olho mágico e lá estava Di. Ela estava com o cabelo molhado e com uma outra roupa, mas o olhar ansioso e os braços inquietos demonstravam que ela estava tão nervosa quando Dani. Finalmente, ela abriu a porta.

O sorriso foi a única fala no intervalo curto de tempo que terminou com Di abraçando Dani pela cintura e lhe beijando os lábios com a vontade que lhe tinha e com o calor que lhe permitia. Os corpos na mesma hora se encaixaram e Dani pulou abraçando a cintura de Di com as pernas e apoiando as costas na parede contra a porta, porta esta que ainda estava aberta.

Di aproveitou a posição e começou a descer seus beijos em direção ao pescoço de Dani e em direção aos seios que estavam cobertos apenas pelo fino tecido da camisola. Dava para ver o bico do seio duro através do tecido claro. Dani gemeu e se desvencilhou de Di, apenas para trancar a porta. Aproveitou o descuido de Di que ficou de costas para ela e a empurrou contra a parede. Acariciou os seios de Di contra a parede e aproveitou a posição para puxar o cabelo molhado para trás enquanto deixava a língua passear pelo pescoço.

O entendimento delas parecia de séculos. Di virou de frente para Dani, sorriu e finalmente falou:

– Não aguentei de saudade, vim te ver mais um pouco.
– Acho que você fez muito bem.

Foi o suficiente, pelo menos por enquanto. As duas voltaram a se beijar com o calor que saía de seus corpos e foram, assim, se beijando, até o quarto de Dani. Di entrou primeiro e se jogou na cama, esperando Dani vir por cima dela. Dani trancou a porta, mandou Di deitar e ali mesmo, no pé da cama, tirou toda sua roupa engatinhando por cima de Di já nua.

Di, encantada com aquela mulher estava paralisada e apenas permitia que Dani mandasse.

Dani, sentindo que era a dona da situação tirou toda a roupa de Di sem tirar os olhos do dela, o que deixava a menina da cidade excitada como nunca tinha ficado.

O sexo parecia ser entre um casal que já se conhecia há tempos. Os olhares, gestos e sussurros eram perfeitamente traduzidos pela outra. A excitação era contínua e não importava o orgasmo que viesse, elas sempre queriam mais e mais. Oral, penetração, masturbação e qualquer outro tipo de sexo que elas tivesse vontade, elas fizeram. Não pouparam esforços.

O sol já tinha nascido quando elas se renderam aos esgotamento do corpo enroladas no edredon, sem roupa e abraçadas. A despedida era essa.

Mari Veiga

Autora, escritora, um pouco louca e uma mente hiperativa que acha que pode mudar o mundo com suas palavras.

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