O Amor, Simplesmente – Cap 67

Os raios do meio do dia invadiam o quarto quando Beta e Tati começaram a se mexer prestes a acordar. Os flashs da noite passada as impediram de abrir os olhos com medo de encarar a realidade. As duas passaram a mão pelos corpos para reconhecer a falta de roupa antes de abrir os olhos. Com medo do que poderiam encontrar, se abraçaram e aí sim, juntas, abriram os olhos e procuraram em volta. Não havia ninguém na cama. Se olharam e estranharam. Não era possível que toda aquela noite tinha sido uma ilusão, um sonho ou um pesadelo qualquer.

Trocaram poucas palavras de bom dia. Beta quis certificar que Tati estava se sentindo bem e que não haveriam problemas futuros depois de um sexo à três. Trocaram declarações de amor, garantiram que não houve nenhum envolvimento sentimental com Má depois daquela noite, tomaram um banho rápido, juntas, trocaram beijos e carícias, colocaram uma roupa e foram para a cozinha. A fome era de enlouquecer.

Quando passaram no quarto que Dani estava escutaram risadas baixinhas de duas pessoas diferentes, sabiam que Di estava com ela lá, apenas riram, se abraçaram e continuaram em direção a sala e a cozinha. Estavam quase chegando na cozinha quando tomaram um susto ao ver Má deitada no sofá da sala, dormindo. Se entreolharam e perceberam que a menina tinha saído da cama mais cedo. Ficaram com um pouco de vergonha e para não a acordar, seguiram em silêncio para a cozinha. Tati sentou na mesa enquanto Beta foi preparar o café. Depois de alguns segundos em silêncio, Beta foi a primeira a falar.

– Será que a Má ficou chateada com algo?
– Não lembro de termos feito nada, será?
– Espero que não. Não quero perder a amizade dela.
– Só amizade né? – Tati ainda era ciumenta e insegura.
– Ei, pode parando com isso. Ela é só minha amiga. – Beta respondia a namorada enquanto levantava para pegar uma xícara de café e a presenteava com um beijo nos lábios.

Não viram quando Má entrou na cozinha em silêncio.

– Isso mesmo, só amiga. Das duas, aliás.

O susto foi tanto que Tati quase empalideceu. Má se aproximou delas, abraçou Beta pela cintura e a puxou para perto de Tati.

– Ontem a noite foi maravilhoso, aventureiro e tudo mais. Mas é passado. Não quero me meter no namoro lindo de vocês e não quero perder a amizade de vocês. Combinadas?

Era impossível resistir a esse discurso cheio de maturidade de Má. As três se abraçaram e tudo fico bem, pelo menos por enquanto. Má e Tati pegaram café, e sentaram na mesa. O assunto agora era Dani e Di que ainda não tinham saído do quarto e não pareciam sair tão cedo. Só dava para escutar as risadas que as duas davam às vezes. Era a única maneira de saber que estavam vivas ainda.

Já passava das duas da tarde e Má, Beta e Tati estavam esticando os assuntos como melhores amigas. Beta sabia que Tati era ciumenta e mesmo estando tudo bem, preferiu evitar maiores carinhos com Má. Ninguém percebeu e as coisas ficaram ótimas. As três trocaram de roupa e foram dar um mergulho na piscina. Já era quinta feira e a semana se aproximava do fim e elas tinham que aproveitar cada momento. A volta para as aulas e a vida real não seria nem um pouco fácil.

Beta e Tati estavam dentro da piscina conversando com Má que deitava em sua canga do lado de fora quando Dani e Di apareceram de mãos dadas. Era muita coisa nova em uma única cena. Di não era do tipo que andava de mãos dadas no dia seguinte, Dani não era do tipo gay, pelo menos não até o momento e as duas estavam com um sorriso no rosto muito grande para apenas uma noite de sexo. As outras três continuaram em silêncio esperando o novo casal chegar. Dani continuava cara de pau, isso não tinha mudado.

– Espero que a gente não tenha atrapalhado o sono de vocês essa noite.

Elas não sabia do menage. Outro problema. Má olhou sem graça para as meninas e decidiram não contar por agora, desse jeito. E antes que houvesse qualquer resposta para a brincadeira de Dani, o novo casal tirou a roupa e mergulhou, se juntou ao casal que já estava na água e começaram a comentar de tudo que tinha acontecido na noite passada enquanto ainda estavam na boate. Até porque o que aconteceu depois, era muito delicado para ser comentado de qualquer jeito. O papo teria que ficar para depois. Mas não muito depois.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. flavia

    Aiii não vejo a hora de ver os outros capitulos anciosa :p

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