O Amor, Simplesmente – Cap 64

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/66395377″ params=”color=ff00c5&auto_play=false&show_artwork=true” width=” 100%” height=”150″ iframe=”true” /]

Tati, Beta e Má subiram o elevador para o apartamento discutindo sobre o possível caso de Dani e Di. Má e Beta conheciam e amiga de longa data e sabiam que mesmo que ela estivesse muito afim, era super raro ela tomar a primeira atitude. Já Tati, que conhecia muito bem a Dani, disse que a amiga estava muito disposta a novos relacionamentos e novas experiências então, tudo poderia acontecer naquela piscina. Resolveram ir fazer um lanche com o que tinha em casa, arrumar a bagunça que estava e se conhecerem ainda mais. Má estava encantada com Tati e com o amor que Beta sentia por aquela menina.

Lá embaixo a história era outra. Dani e Di estavam em uma sintonia quase perfeita. Chegaram na piscina e para a surpresa delas, estava vazia. Afinal de contas, era terça feira, final do dia e não tinha motivo algum para aquela piscina estar cheia. Dani adorou, até porque estava planejando em sua cabeça como faria para encostar Di na parede. Estava decidida a beijar aquela menina. O que um pouquinho de maconha e algumas latinhas de cerveja não fazem, não é mesmo?

– Não vai entrar? – Dani perguntou quando viu Di se acomodando em uma das cadeiras ainda de roupa.

– Já já, estou com um pouco de preguiça, mas pode ir indo. – Na verdade, tudo fazia parte do plano de Di.

Dani então, sem vergonha alguma começou tirar a roupa ao lado de Di. A menina era de cidade pequena, mas sabia muito bem fazer as coisas. Deixou que a blusa saísse lentamente, deixando a mostra seu corpo bem escultural e atualmente queimado de praia. Na hora de tirar o short desabotoou e abriu o zíper bem lentamente mesmo. De forma que Di, por trás das lentes escuras, acompanhe cada pequeno detalhe dos movimentos. Deixou a roupa toda no chão mesmo e mergulhou na piscina. Di ficou com a boca seca deitada na cadeira.

– Tem certeza que não vem? Não sabe o que está perdendo. – Dani passava a mão nos cabelos enquanto convidava a mais nova amiga, para o mergulho.

– Vendo daqui parece estar maravilhosa mesmo. Acho que você me convenceu. – Di não resistiu e entrou na água também para alegria de Dani.

Enquanto tirava a roupa, sem muito show igual Dani, Di estava sendo assistida pela menina dentro da água. Dani acompanhou cada movimento de Di enquanto ela tirava a roupa e se preparava para mergulhar. Entrou de cabeça na água enquanto Dani apenas virava o corpo e assistia o mergulho. Assim que Di passou por Dani debaixo da água a menina foi atrás e estava bem grudada quando Di subiu para a superfície. Respiravam quase que o mesmo ar, ao mesmo tempo. A distância entra seus rostos era o suficiente para prenderem a respiração.

– Não disse que estava uma delícia? – Dani falou quase que sussurrando. A proximidade com Di era tão grande que não precisava falar mais alto.

– Acho que você tinha razão. Está tudo uma delícia mesmo. – Di estava nervosa. Até estava acostumada com paqueras e investidas, mas Dani era atirada demais para ela.

As duas não se beijaram como parecia óbvio. Dani mergulhou ainda bem próxima de Di, o que a deixou ainda mais tensa com toda a segurança daquela menina que parecia ser tão recatada. Alguns assuntos rolaram, jogaram água uma na outra e nadaram pra lá e pra cá. Sem desgrudarem os olhares e ao mesmo tempo sem se tocar, o medo era de que a tensão fosse tanta. Que não resistissem.

Depois de algumas risadas derivadas de alguma piada contada, Dani chegou perto de Di e deu a volta parando atrás dela. Enquanto recolocava os pés no fundo da piscina segurou a menina pela cintura, bem de leve, quase que sem querer e sussurrou em seu ouvido.

– Cansei da piscina, vamos para a sauna?

Di estava literalmente em choque. Mas ao mesmo tempo encantada pela conquista de Dani.

– Nem sabia que tinha sauna aqui. Onde é? – Di tentou mudar de assunto mas não se mexeu e as duas permaneceram na mesma posição.

– Eu vi uma placa dizendo que é atrás da piscina, vem procurar comigo?

– Sem dúvidas. Vamos lá.

As duas saíram, pegaram apenas as cangas que carregavam da praia, enrolaram na cintura e ainda molhadas foram em direção a sauna.

Não era difícil descobrir onde era a sauna. Em uma porta que parecia não dar em nada outras duas portas se viam. A sauna seca e a sauna a vapor. Ainda mais a frente tinham algumas espreguiçadeiras e dois chuveiros complementavam o cenário. Dani foi a primeira a falar.

– Seca ou vapor? Você escolhe.

– Pode ser seca?

– Você que manda.

Dani abriu a porta para Di passar e foi logo atrás. Di deu dois passos para dentro do pequeno cubículo revestido de madeira e com cheiro de eucalipto e parou esperando Dani que vinha logo atrás. Dani por sua vez, esperou a porta bater, segurou Di pela cintura, desta vez com um pouco mais de confiança e com a outra mão afastou o cabelo molhado que caía pelo ombro da nova amiga. Di percebendo as intenções finais de Dani fechou os olhos jogou a cabeça para o lado liberando seu pescoço. A boca de Dani encaixou em um beijo no pescoço de Di que involuntariamente soltou um gemido de satisfação e deixou o corpo chegar um pouco mais pra trás encostando no de Dani.

Dani parecia super entendida do assunto. Tinha conquistado uma confiança enorme e sabia muito bem o que estava fazendo e como devia prosseguir. Mas no fundo, estava nervosa pra caralho. Afinal de contas, nunca agarrou uma mulher desse jeito né?

Dani empurrou de Di para frente e saíram da direção da porta. Dani encostou Di em uma das paredes livres e agora estavam de frente uma pra outra. Di estava pronta para beijar Dani quando sentiu a língua de Dani ainda brincando em seu pescoço e orelha. Aquela menina era de enlouquecer. E isso porque parecia ser tão inocente e quieta. O beijo não demorou. Enquanto Dani brincava de provocar Di, esta fechava os olhos e deixava Dani continuar. Eventualmente a puxava para mais perto pelas costas e deixava beijos e chupões leves, sem marcas, no pescoço de Dani.

Em certo momento, Dani prendeu os braços de Di contra a parede e afastou sua cabeça da pescoço dela. Só a cabeça, o resto do corpo permanecia extremamente grudado. Di ainda meio sem reação permanecia de olhos fechados o que foi suficiente para deixar Dani ainda mais alucinada de vontade. Não deu outra. Dani finalmente beijou Di que devolveu o beijo na mesma intensidade, ou até mais. Na verdade o problema de Di era a primeira atitude, depois, ela sabia comandar direitinho. E não deu outra. Na primeira vacilada de Dani, Di soltou os braços, agarrou-a pela cintura, virou e agora ela que estava de frente enquanto Dani encostava na parede da sauna. A temperatura ali dentro parecia ter dobrado e o termômetro nem havia sido modificado.

Era o começo de uma noite que prometia muitos acontecimentos.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.