O Amor, Simplesmente – Cap 61

Às 10h as tres almas estavam na rodoviária prontas para pegar o onibus. Junto com elas, as mães foram se despedir como se fossem passar o ano inteiro fora. Se bem que uma semana é bastante coisa. E esse “bastante coisa” é que tanto animava as tres.

D. Ana avisou ao irmão de Tati que elas estavam indo, entao se algo de errado acontecesse, poderiam socorrer a ele. A mae de Beta avisou ao porteiro que a filha estava indo ficar esta semana no apartamento, assim, qualquer coisa, ele estava sabendo da presença das tres. E a mãe de Dani tratou logo de pegar o celular da mãe de Beta para entrarem em contato se acontecesse algo.

E as tres. Bom, a felicidade era contagiante, e as tres mães pareciam bobas olhando aquelas meninas, tao mulheres, indo viver a vida delas, mesmo que fosse por apenas uma semana. Enquanto subiam no onibus as mães acenavam com os olhos cheios d’agua. Enquanto o onibus se afastava, as três abriam uma garrafa de Martini escondida na mochila enquanto as mães, em silêncio, rezavam para que tudo desse certo esta semana. Agora estava tudo nas mãos dos destino.

O trajeto foi amenizado pela garrafa de Martini que chegou vazia no fim da viagem. Por mais que elas já estivessem acostumadas, chegaram mais felizes do que o normal, efeito do alcool logo cedo. Pegaram as malas e foram em direção ao apartamento de Beta. Aquele caminho trouxe de volta memórias já enterradas na menina, principalmente a parte que não era tão boa. Tati, sabia que isso ia acontecer e interviu.

– Não pensa nisso. As coisas mudaram e você também e nós estamos aqui.

Beta não respondeu, apenas agradeceu com um beijo no canto dos lábios de Tati. Ali não precisavam esconder mais anda, podiam ser elas mesmas. E estavam certas de que seriam.

Era segunda e a cidade estava naquele ritmo de segunda feira. Muitos correndo para o trabalho, muitos se acostumando com o início da semana e muitos ainda dormindo, mesmo que de pé. As três pareciam estar em um eterno fim de semana. Depois da garrafa de Martini muito ainda tinha para acontecer no resto do dia.

O táxi as deixou na porta do prédio. O porteiro quando viu o trio veio correndo ajudar com as malas e logo cumprimentou Beta dizendo que ela estava bem mais bonita, com todo respeito. Era um senhor que trabalhava por ali há mais de 25 anos e viu Beta crescer. Ele levou as três até a porta do apartamento e desejou uma boa semana. Com certeza, seria. Assim que a porta se fechou, as três estavam sozinhas no apartamento. Beta tomou o controle da situação.

– Eu e Tati vamos dormir no quarto dos meus pais por causa da cama de casal e Dani fica no meu quarto, pode ser?

– Ah não. Quero dormir com vocês na cama de casal – Dani falou antes de mais nada.

– Mas aí você vai ser obrigada a ver tudo, amiga. – Tati respondeu mais rápido ainda.

– É…pensando por este lado, me contento com o quarto da Beta.

Deixaram as malas, tiraram os biquinis, arrumaram mais bebidas e saíram em direção a praia. Beta estava extasiada de estar de volta e ao mesmo tempo morrendo de medo.

A praia estava vazia e cheia ao mesmo tempo. Vazia a ponto de poderem ficar tranquilamente sentadas, cheia a ponto de não poderem ficar peladas. Esticaram as cangas, deitaram para o sol e começaram o processo de bronzeamento natural. Estavam uma ao lado da outra, Tati no meio, Beta de um lado e Dani do outro. Não demorou muito para que Dani dormisse. A noite anterior tinha sido de comemoração, levantaram cedo para ir para a rodoviária e já tinham bebido uma garrafa de Martini e algumas latinhas de cerveja, não era estranho a Dani já ter dormido, ela sempre dormia.

Tati e Beta riram quando perceberam que Dani tinha apagado. Tati se arrastou devagar e ficou ainda mais próxima de Beta deixando suas bocas a poucos centímetros de distancia. Sem muito esforço, Beta se esticou para dar um beijo em Tati que respondeu com um sorriso lindo. Estava tudo muito romântico, até Tati escorregar suas mãos para a parte interna da coxa de Beta que respondeu com uma cara de surpresa enorme. Tati sempre surpreendia Beta com essas demonstrações públicas de tesão. A mão de Tati continuou até atingir o bíquini de Beta que na mesma hora se sentou na areia impossibilitando que Tati continuasse.

– Que foi? Não gosta mais disso? – Tati se sentou ao lado da namorada, cheia de malícia na voz.

– Gosto demais, este é o problema. Aqui tem muita gente.

– Acho que é hora de darmos um mergulho então.

As duas entraram na água e nadaram até passar da arrebentação. Estavam atrás das ondas e sozinha. Tati mergulhou enquanto Beta se distraia e a surpreendeu retornando a superfície enquanto colocava a mão embaixo do biquíni de Beta. Quem estava na areia não conseguia ver o movimento das mãos de Tati embaixo da água. Mas Beta estava sentindo muito bem aqueles dedos habilidosos indo e voltando dentro dela. Era enlouquecedor não poder retribuir o carinho na namorada nem poder beijá-la, já que acima da água continuavam disfarçando, como fosse possível.

– Vocês são muito caras de pau em me deixar aqui dormindo para ir fazer sexo na água. – pelo visto elas não conseguiram disfarçar tanto assim, porque Dani não fez nenhuma cerimônia ao ‘cumprimentar’ as duas quando voltaram do mergulho.

– Desculpe amiga, na próxima vamos te acordar e te avisar, tá? – Tati respondeu sorrindo e mostrou que a intimidade entre elas só crescia.

Ainda ficaram mais algum tempo na areia, tomaram mais algumas cervejas e voltaram para casa. No caminho, passaram no McDonalds para comer algo e partiram para o apartamento. Eram umas 5 da tarde quando resolveram dormir um pouco.

Beta e Tati tomaram um banho juntas no quarto maior enquanto Dani tomava um banho sozinha no banheiro que costumava ser de Beta. Logo depois, dormiu. O casal curtiu um banho bem demorado, depois deitaram na cama de casal ainda nuas e quando Beta estava achando que ia dormir, Tati a surpreendeu com a língua afiada deslizando por entre suas coxas. Dormiram um pouco depois.

A noite seria em casa mesmo, estavam cansadas da praia e só foram acordar por volta de 23h então pediram pizza, abriram duas garrafas de vodka e se prepararam para acabar com o que ainda tinha de maconha. Afinal de contas, era férias né?

O álcool se misturou com a maconha e subiu bem rápido. A pizza que sobrou já estava na geladeira e a brincadeira era verdade ou conseqüência. Perigosa e interessante. Era vez de Tati perguntar para Beta. Mais perigoso ainda.

– Fantasia sexual não realizada. – Essa era a pergunta de Tati

– Menage. – A resposta de Beta.

Silêncio. Mais uma tragada de cada uma, mais um gole de cada uma. Nada mais foi dito sobre o assunto e a brincadeira continuou normalmente.

A segunda garrafa já estava na metade quando Dani desmaiou no sofá mesmo. Beta e Tati acabaram com o último baseado que tinham e ali mesmo começaram a ceder aos encantos do sexo pós vodka. As duas não conseguiam se controlar, era sexo na certa. Não esperaram nem chegar no quarto, com Dani roncando no sofá, Tati puxou a blusa de Beta pra cima e a deixou apenas de short enquanto descia a língua pelos seios da namorada. Nenhuma das duas parecia se importar com a presença de Dani na sala. Ou a intimidade já era grande ou o álcool estava, realmente, fazendo efeito.

Antes de continuarem a se despir, foram se arrastando para o quarto deixando peças de roupas pelo caminho. A noite estava só começando para o casal.

Tati jogou Beta na cama enquanto puxava a calcinha dela, a única peça de roupa que restava na menina. Sem cerimônias segurou as duas pernas da namorada e beijou dos pés até onde fez Beta gemer alto. O gemido fez Dani acordar, que rapidamente entendeu a situação.

Dani foi para o quarto que deveria, no caminho viu as roupas e imaginou as cenas, se bem que não precisou muito: antes de entrar no quarto viu pela fresta da porta Beta deitada com a cabeça de Tati entre suas pernas. A imaginação agora estava completa.

Dani só conseguiu dormir quando Beta e Tati terminaram, ou seja, quase de manhã.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. Mari

    A historia ta sensacional!! To amando!!!

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