O Amor, Simplesmente – Cap 100

O fim de semana prometia. Beta, Tati e Dani estavam indo para a cidade grande. Era aniversário de Má e a presença delas foi requisitada na festa. Na verdade, todas iriam para uma boate comemorar em um camarote legal.

– Tati, preciso te mostrar uma coisa – Dani estava no banco da frente no ônibus e durante todo o trajeto se virava para conversar com as outras duas.
– Só com ela? Me excluiu? – Beta estava de olhos fechados, mas não conseguia dormir com o tanto que as duas falavam.
– Lógico que não, achei que você estava dormindo.

Dani apontou a tela do celular na direção das duas e podia-se ler uma mensagem de Estella enviada no sábado de manhã, enquanto elas faziam prova: “pense em mim durante todos os dias, estarei pensando em você. Minha cama te espera na volta”

– Isso sim é o que chamo de pagar paixão – Beta falou enquanto se ajeitava com a cabeça ainda apoiada no ombro de Tati
– O que eu faço? E a Di?

Tati sorriu triunfante enquanto olhava para janela, ela já tinha previsto essa pequena confusão desde quando Beta anunciou a viagem.

– Tati, vai à merda com esse sorrisinho, tá? – Dani falava enquanto jogava o travesseiro do ônibus na amiga. As três riram.
– Amor, nós precisamos ajudar a Dani. É sério. – Beta falava enquanto ria e fazia gestos de chifres na cabeça. A gargalhada foi geral.

Finalmente, saíram do ônibus e ainda na rodoviária, mandaram mensagens avisando as mães que tinham chegado bem. Pegaram um taxi e foram direto para o apartamento do irmão de Tati, que ficaria fora os dois dias deixando as três bem à vontade por lá. Elas chegaram, deixaram as mochilas e ligaram para Má, que na mesma hora intimou o trio a encontrá-la na praia. Lá se foram.

Má, Di e mais alguns outros amigos formavam uma enorme roda na praia. Quando as três avistaram de longe, Má já vinha correndo em direção as meninas e pulou no colo de Beta, sua melhor amiga desde sempre.

– Parabéns, sua viada!
– To feliz para caralho que você está aqui!
– Prometi que não iríamos nos separar, não foi?

Tati sempre morria de ciúmes de Beta com todos, mas com Má era diferente. Era um pouco o mesmo sentimento de amizade com Dani. A Má era a Dani da vida de Beta e por isso era impossível sentir qualquer tipo de ciúmes, muito pelo contrário, ela adorava ver aquela amizade toda.

Todas se abraçaram, desejaram parabéns e perguntavam qual seria a boa da noite no momento que Di se aproximou do grupo. Ela deu um abraço e, Tati e outro em Beta e quando foi falar com Dani a puxou pela cintura, bem próximo de si e roubou um selinho de seus lábios, sem que a menina tivesse muito tempo para reagir. Na verdade, ela gostou, retribuiu o abraço e juntas, as cinco voltaram para o grupo maior. Beta encontrou muitos conhecidos da época em que sua vida era feita de praia, bebidas e maconha e por um instante se perguntou como passou tantos tempo convivendo com pessoas como aquelas. Sabia que elas estavam ali por educação de Má e agradeceu por ter encontrado Tati e Dani.

O dia estava lindo e nada poderia estraga-lo. Dani e Di pareciam voltar ao primeiro dia que se conheceram: claramente estavam afim de se pegar, mas estavam com medo demais para tomar uma atitude, de repente o álcool na festa ajudaria.

A praia terminou junto com o por do sol, que aliás estava lindo. As cinco amigas curtiram o sol se esconder de dentro da água enquanto faziam planos e promessas para a festa mais tarde. O mundo parecia conspirar para que fosse o fim de semana perfeito e elas estavam curtindo cada minuto dado.

Depois da praia, o trio voltou para o apartamento do irmão de Tati e aproveitou as horas que tinham para dormir. Como ele morava sozinho,mas três dividiram a enorme cama de casal dele. Dani foi a primeira a dormir, como sempre e foi quando Tati e Beta se esgueiraram para a sala e aproveitaram o sofá vazio para matarem as saudades que estavam. Um sexo rápido, mas na medida certa. Acabaram dormindo por ali mesmo, na sala.

Dormi durante a tarde e sonhei com você, acordei e continuei sonhando com você. Foi com esta mensagem de Estella que Dani acordou. Já deviam ser umas 9 da noite e elas precisavam começar a se arrumar. Dani acordou o casal dormindo na sala e fingiu que não viu que Tati estava sem calcinha, apenas com um short. Cada uma abriu uma garrafa de cerveja que estava na geladeira, colocaram música bem alta, ascenderem um baseado que tinham pego na praia e começaram o lento processo de se arrumar. Dani não respondeu a mensagem de Estella. Já era a terceira ignorada.

Umas duas horas depois, algumas cervejas tomadas e um baseado inteiro divido entre elas, o taxi chegou e elas deviam ir. Tati e Beta já estavam pegando fogo novamente e Dani estava subindo pelas paredes. Isso não daria certo. O celular de Beta avisava que todas já estavam esperando elas na porta da boate. Não demoraria para estarem juntas novamente.

– Finalmente, viada!!! – Pela recepção, dava para perceber que Má também estava altinha.
– Cheguei, porraaaaa!!

O grupo entrou e foi direto para o camarote que tinham direito. No corredor para chegarem ao local, Di puxou Dani para ficar mais atrás, a jogou em uma das paredes e a beijou sem nem falar nada. Dani adorou e o clima esquentou rapidamente. Sem pensar, Dani puxou Di para o banheiro exclusivo dos camarotes que estava bem perto delas. Se trancou na ultima cabine e apenas sorriu ao ver Di em sua frente com aquele olhar quente que a tinha conquistado.

– Estava com saudades suas, gostosa – Di falou enquanto Dani brincava com sua língua no pescoço de Di.
– Então aproveita que estou aqui e mata todas as suas saudades – Dani respondeu enquanto escorregava a mão por entre as pernas de Di atiçando ainda mais o fogo da menina.

Em uma velocidade impressionante, Di encostou Dani na parede, abriu sua calça e puxou junto com a calcinha até estarem no joelho dela, desceu o corpo junto e sem respirar colocou o língua entre as pernas de Dani. Ela quase caiu quando as pernas enfraqueceram com a surpresa de Di. O sexo não demorou muito mais. Dani gozou deliciosamente na boca de Di e depois de colocar calcinha e a calça de novo, jogou a outra contra a padre e enquanto puxava seus cabelos e beijava seu pescoço, a fez gozar sem nenhum silêncio. A sorte é que o banheiro era exclusivo para o camarote.

Ao voltarem para o local reservado, foram recebidas com festinhas e brincadeiras de Má, Beta e Tati, que sorria sem parar, primeiro por causa do álcool, segundo por causa de Estella. E foi a enorme risada de Tati que fez Dani pensar em Estella, ficou triste e teve vontade de chorar. Mas porque, afinal? Não sabia, mas queria ver a professora agora e já ia atrás do seu celular, quando Beta percebeu a movimentação, foi atrás com uma taça de pro-secco, entregou para Dani e sussurrou em seu ouvido:

– Deixa isso para amanhã, agora não vai ser bom negócio.

Ela estava certa. Dani estava bêbada e alta e poderia falar mais besteira do que devia, então aceitou a taça, bebeu, brindou com Beta e prometeu a si mesmo que iria se preocupar com isso no dia seguinte. Essa noite era do sorrisos e das alegrias.

Os casais estavam fazendo a pista de dança valer a pena para qualquer bom espectador. Beta e Tati, Di e Dani e Má com sua namorada, que tinha vindo para seu aniversário estavam esquentando a noite da boate, e do jeito que estavam não ficariam por ali muito mais. Dito e feito.

Ainda não eram 4 da manhã quando todas saíram juntas.

– Tati, vem cá! – Dani falou puxando a amiga de lado.
– Que é, mulher?
– A Di pode ir com a gente?
– Sabia….
– Amiga, estou curtindo meu sábado, amanhã penso no resto. E aí, pode?

Dani tinha até sido um pouco grossa, mas é que ela não queria abrir espaço para pensar em Estella ou em nada mais.

– Lógico! Mas vocês ficam no sofá!
– Te amo, sis!

E assim, Má e a namorada foram para a casa, e os outros dois casais foram para o apartamento do irmão de Tati. Assim que chegaram, beberam mais uma cerveja cada uma e acabaram com o final de baseado que tinham deixado. Beta e Tati foram as primeiras a não resistirem e ainda na sala, com as outras dua começaram a se olhar e a se desejarem tanto que o clima ficou um pouco pesado a ponto de Dani expulsar as duas para o quarto.

Sexo lá, sexo cá. Assim que Beta e Tati fecharam a porta do quarto, Dani puxou Di de costas, a encostou bem perto de si, a ponto da bunda de Dani estar encaixada nos quadris de Di:

– Você acha que pode me fuder por trás, assim?
– Você gostou, admite.
– Admito: adorei.

E ainda nesta posição, Di encostou Dani na parede da sala e tirou toda a sua roupa. As duas estavam nuas em tempo quase recorde.

Os gemidos ecoavam dos dois cômodos e ninguém ligava para o sexo do casal alheio, era melhor se preocupar com o próprio sexo. Beta e Tati experimentavam novas posições enquanto o álcool permitia que toda e qualquer vergonha fosse abandonada. Dani e Di matavam as saudades do oral e dos gemidos que elas tinham trocado há alguns meses atrás. Era tudo uma delícia entre as duas.

O sol já ia surgindo quando decidiram descansar. Dani e Di vestiram apenas as blusas e apagaram no sofá mesmo. Beta e Tati dormiram nuas no quarto. Elas estavam esgotadas, as quatro. Mas, não poderiam dormir para sempre, Beta, Tati e Dani tinham um ônibus para pegar.

O despertador tocou muitas vezes até que Tati foi a primeira a levantar. Ela cortou Beta e já foi se arrumando, não teriam muito tempo e ainda precisavam comer e dar um jeito no apartamento. Foram até a sala acordar o outro casal e nem perceberam quando elas demoraram para levantar, pois precisavam colocar a parte de baixo.

– Dani, você arruma a sala, eu vou arrumar o quarto e Beta joga as coisas fora, ok? – Tati sempre foi meio mandona, mas a preocupação era por ser o apartamento do irmão e o que ele poderia falar para a mãe deles.

Sem discutirem, as outras duas seguiram para suas tarefas e em pouco tempo o apartamento estava arrumando de novo. No tempo exato delas tomarem um banho e se arrumarem. Beta e Tati foram juntas para o chuveiro e Di aproveitou o tempo que tinha ganho para ficar com Dani.

– Você e a Estella, estão bem sérias né? – Di perguntou enquanto Dani trocava de roupa
– Ahn? Como assim?
– Desculpa, eu vi no seu celular as mensagens
– Andou mexendo nas minhas coisas, dona Di?
– Desculpe, não foi por mal…
– Relaxa! Eu estou brincando!
– Vaca!
– Não sei se é sério…não era até este fim de semana
– Sabe o que eu acho? Que você devia investir nela
– Mas…
– Olha, você é uma delícia de gostosa, mas não da para dizer que ainda somos apaixonadas como estávamos, não é?
– Não sei…
– Não tem problema! A vida é assim, ela anda para todas nós!
– Então quer dizer que você já te alguém também….
– Não mesmo! Sempre fui fiel a solteirice e a ultima menina que roubou meu coração, me fez feliz, mas não pode ficar comigo
– Me desculpe…
– Ei, nunca abaixe a cabeça para ninguém de novo, me ouviu?
– Sim, senhora…
– Seja feliz, Dani. Você merece. Eu vou ser também!
– Eu te amo, Di!
– Eu sei. Sou foda mesmo.

As duas se abraçaram depois da piada de Di e selaram uma amizade colorida. Di deixou bem claro que seu coração estaria aberto para Dani quando ela quisesse e Dani sabia da importância que Di tinha em sua vida, mas não podia continuar se enganando, Estella tomava mais tempo do seu pensamento que ela gostaria.

Na rodoviária, as três estavam largadas em um banco com a melhor das caras da pior das ressacas. Tinham reposto o estoque de matinho e voltavam para casa com mais um fim de semana que poderia ser o melhor de uma vida inteira. Finalmente, o ônibus saiu e elas acabaram dormindo antes mesmo de chegar na estrada. Pelo menos, Beta e Tati apagaram uma apoiada na outra. Dani, que estava na cadeira da ponta, olhando pela janela, pegou o celular e viu que tinha mais uma mensagem de Estella, que estava preocupada com a falta de notícias. Apertou em responder e digitou um texto rápido para a professora: arruma a cama que hoje eu mato as saudades dela.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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