Novamente, o trote.

“Início” de ano são sempre os mesmos problemas. Parece que nunca aprenderemos, parece que realmente não temos jeito.

Em todas as faculdades espalhadas pelo país os trotes marcam a posição heteronormativa, preconceituosa e homofobica da nossa triste sociedade. É geral isso? Não. Nunca. Mas, infelizmente, ainda é maioria.

Hoje, assisti a um vídeo do trote que aconteceu na Univesidade Federal de São Carlos, interior de São Paulo. Nele, quatro meninas começam a disputar cantadas entre elas, naquele estilo bem pedreira de ser. Até que foram bem, se quiserem saber minha opinião. Estava super engraçado e dava para ouvir a comemoração da platéia. Afinal de contas, era só uma brincadeira.

Até que certo momento as quatro começam a se beijar. Duas chegam a tirar a roupa e uma delas fica só de calcinha. A brincadeira parte para o chão e elas continuam se beijando simulando posições sexuais. Isso tem problema? Não sei. Eu encararia de uma forma mais tranqüila se logo depois quatro homens fizessem a mesma brincadeira.

A discussão aqui não é a homofobia, mas a forma como a relação entre duas mulheres é mostrada SEMPRE como uma fantasia para o mundo masculino. Será que nós seremos sempre esses objetos das fantasias sexuais masculinas? Será que nossas relações não podem ser tratadas com um pouco mais de respeito? Será que isso nunca mais vai acabar?

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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