No dia dos pais, nada de pãe!

E amanhã é Dia dos Pais. Sim, dia de celebrarmos o papai, certo? Lindo, ótimo. Almoço em família, sobremesa gostosa que a tia trouxe e risadas com as piadas do tio bobão. Mas, pera lá! Eu não tenho pai. E aí?

Eu, particularmente, cresci sem um pai presente. Ele está vivo e existe, apenas não faz parte da minha vida e por isso sempre “aprendi” a dizer que minha mãe era pãe. Achava lindo e fofo, era uma forma de homenagear essa mulher linda e forte que cuidou tão bem de mim, mas hoje eu penso que não é bem assim.

Quando chamamos uma mãe de pãe, o que queremos dizer afinal? Será que é que ela além de se responsabilizar pelo “papel” de mãe – acho que seria dar carinho, dar colo, cozinhar e passar roupa – ela também foi a responsável pelo “papel” de pai – brigou, educou, foi fria e distante às vezes e trouxe dinheiro para casa?

Isso não existe! Estamos, mais uma vez, perpetuando uma separação social entre homem e mulher e seus respectivos “papéis” na sociedade humana. Mãe é mãe. Ninguém precisa ser um pouco pai para ser melhor ou pior do a mãe.

Quando eu casar e tiver meus filhos, eles não terão uma mãe e um pãe, terão duas mães que irão amá-los como mãe, pai, avó, avô ou o que mais você quiser, porque no caso, amor é amor. Não tem nível sanguíneo envolvido.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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