Gostava tanto de você – Cap 3

Quando passou de meio-dia e o Maneco não chegou à redação, comecei a desconfiar que se tratasse de mais um dos seus porres homéricos. Somos amigos, mas, no trabalho, sempre soubemos dividir as coisas – ou pelo menos tentamos. Ele é o revisor da editoria de Cultura & Televisão, chefiada por mim. Então, temos bastante contato no dia a dia, além da nossa amizade, que transcende as linhas do jornal. Sendo assim, já perdi as contas das trocentas vezes em que o Maneco chegou bêbado à redação e eu fiz vista grossa, a contragosto, é claro, dos demais membros da equipe. Maldito vício esse, do álcool, que torna as pessoas vulneráveis como um rótulo de cerveja. Encharcadas, elas se rasgam facilmente, perdendo a identidade que tinham antes do primeiro gole.

Minha suspeita de que algo não ia bem com Maneco se confirmou quando, depois do almoço, ouvi um zum-zum-zum vindo da recepção do jornal. Logo que escutei os burburinhos agitados, desci correndo as pequenas escadas que separam o primeiro e o segundo andar da redação… Quando cheguei lá, dei de cara com a Néia, nossa telefonista e atendente, tentando impedir o Maneco de entrar com um filhote de gato debaixo do braço. “Este é o Fred, meu novo melhor amigo. Não vou trabalhar sem ele”, repetia ele, com a voz trôpega, bêbado feito um gambá.

– Dona Tereza, faz meia hora que estou tentando convencê-lo a ir para casa, mas ele não me ouve -, disse Neia, com as bochechas coradas de vergonha. Uma pequena plateia já se formara em volta do bebum engraçadinho que não queria largar o gato. É medíocre essa atitude de achar risível o descontrole do outro, de aplaudir alguém enchendo a cara só para ter um palhaço à disposição. Não tem graça nenhuma o vício de renunciar a si mesmo por um copo de cerveja.

Assim que me aproximei do Maneco, ele começou a imitar o felino, que a esta altura já tinha ganhado mundo. “Olha aí, Dona Tereza, agora além de um revisor a senhora tem um gatinho”, debochou o Alcenor, repórter de política, fazendo com que as gargalhadas da plateia ganhassem ainda mais força. Sem sucesso, tentei dissuadir o meu amigo da ideia de ficar ali, rolando no chão e se expondo ao ridículo.

– Maneco, por favor, levanta do chão. Vamos, eu te levo para casa e aviso à diretoria que você não está em condições de trabalhar hoje.

Com aquela típica voz de bêbado, em que a pronúncia das palavras se embaralha e uma atropela a outra, ele me respondeu:

– Larga de ser chata, Tereza! Você gosta de ser a chefona, né? De mandar em mim, de ser a EDITORA… Mas agora não estou em horário de trabalho, você não é ninguém na noite para me tirar da pista…

Respirei fundo e ignorei solenemente o tom agressivo de Maneco.

– Para de besteira, cara. Você sabe melhor do que ninguém aqui o quanto desejo o seu bem. Para com essa bobeira e vem comigo, já disse que te levo para casa.

Enquanto dizia isso, me acheguei dele e peguei em seu braço, tentando ajudá-lo a se levantar. Abruptamente e violento, Maneco arrancou minha mão e me empurrou, fazendo com que eu caísse sentada e batesse as costas na parede. Neste instante, os risos cessaram e o silêncio foi tanto que daria para se ouvir o barulho do gelo rodando dentro de um copo de uísque.

– TIRA AS MÃOS DE MIM, TEREZA! TIRA AS MÃOS DE MIM!

Me levantei e também perdi o controle da situação. Voei sobre ele, que já havia se levantado, e comecei a chacoalhá-lo.

– Cala a boca, Maneco! Cala a boca! É melhor parar com este showzinho e irmos logo para casa, antes que eu perca a paciência e…

Se esgoelando, ele revidou:

– E O QUE, TEREZINHA? ANTES QUE VOCÊ PERCA A PACIÊNCIA E FAÇA O QUE, DESTRUA MINHA VIDA COMO FEZ COM A FERNANDA? MUI AMIGA VOCÊ, TEREZA, MUUUI, AMIGA! Você vai jogar o que na minha cara, que sou viado e adoooro dar o cu? Isso mesmo, eu dou o cu, ouviu, galerinha da redação… Quando estiverem de saco cheio de comer letrinhas, venham comer o meu cu!!! Pelo menos, Dona Tereza, eu dou o que é meu e não preciso me fazer em cima dos outros, como você…

Completamente fora de mim, comecei a estapear o Maneco.

– Cala a boca, cala a boca, cala a boca…

Com o clima para lá de pesado, os funcionários em volta apartaram a briga – numa hora dessas, o escroto do Alcenor já estava mais pálido do que um fantasma. Enquanto tentavam botar panos quentes na discussão, Maneco continuava disparando sua metralhadora giratória de ofensas. Suas palavras eram amargas como a vodca que guardo no barzinho da sala.

– Isso mesmo, Tereza… Abaixa a cabeça e fica quieta… Nunca vou me esquecer do que você fez com a Fernanda… NUNCA!!!

Esses foram os últimos gritos dele que ouvi antes de levarem-no para o andar de cima, enquanto Néia corria para me dar um copo de água.

– Calma, Dona Tereza. A senhora sabe que o álcool é uma desgraça na vida do Seu Manoel Carlos… E, além do mais, todo mundo aqui sabe que ele adora a senhora, que vocês são grudados que nem unha e carne. Logo, logo, ele vai recobrar a consciência e se dar conta que pisou na bola.

Agradeci as palavras da Néia, avisei à Sônia, editora-chefe do jornal, que não tinha condições de continuar o trabalho e fui embora. Quando cheguei ao carro, tirei o celular da bolsa e vi que tinham quase 20 ligações perdidas, de um número desconhecido. “Deixa para lá, outra hora eu retorno”, pensei, enquanto as palavras de Maneco é que ressoavam dentro de mim como chamadas de um orelhão qualquer, de um trote que me passaram do meio do nada. Tentei virar a chave, mas minhas mãos, ainda trêmulas, pareciam sem força. Liguei o rádio, estava tocando uma música, até que acabou o som, ficou um silêncio e, por um instante de loucura, eu podia jurar que ouvi o locutor dizendo: “Nunca vou me esquecer do que você fez com a Fernanda”. Nem eu, senhor locutor. Nem eu.

***

Não era de hoje que eu estava precisando fazer uma limpeza em meu guarda-roupa. Quase não conseguia mais abri-lo, dava até medo do que podia estar escondido lá dentro. Quando olhei pela fresta da porta entreaberta, vi tão somente aquele murundu de roupas, tipo uma avalanche prestes a rolar ladeira abaixo. Senti calafrios, confesso, pois de-tes-to organizar as coisas. Sou dessas desajeitadas, que varre a poeira para debaixo do tapete, que esquece a meia dentro da geladeira e a chave do carro no armário do banheiro.

Logo que comecei a arrumação, me deparei com a caixa de fotos, aquela que eu estava procurando outro dia para mostrar ao Maneco, mas não encontrei nem com a ajuda de São Longuinho. E num é que a danada da caixinha estava ali, bem debaixo do meu nariz? Como diria vó Arlete, se fosse uma cobra eu estaria mortinha da silva a uma hora destas… Se bem que as recordações dentro do box podem conter algum veneno, lembranças às vezes são afiadas feito picadas de abelhas – e o pior: não há remédio nem antídoto contra elas.

Abri a caixa e, de cara, estava uma foto daquele dia. O meu aniversário de 25 anos. Emoldurado, o meu último sorriso ao lado de Tereza e ngela, que por sinal é minha mãe. Foi o último parabéns com elas… Assoprei as velinhas e o nosso relacionamento se apagou junto, não sem antes soltar muita faísca, sapecar a pele, queimar por dentro. Uma festa tão bacana, meu Deus, no primeiro apartamento que consegui pagar com meu salário de arquiteta. Nunca imaginei que fosse terminar daquele jeito, não havia planta pronta para a destruição da nossa casa.

Convidei os amigos da faculdade, não eram muitos, mas fiz questão de que todos estivessem lá: Amanda, Diogo, Tayna, Lígia, Dayana, Denise… Inclusive Manuela, é claro que ela não poderia faltar. Tínhamos um namoro recente, sigiloso, do qual eu não ousava contar nem para as paredes. Minha mãe não sabia que sou lésbica, ela é muito religiosa, conservadora, estava esperando o momento certo para contar. Mas a vida não espera, às vezes a chuva cai quando menos esperamos, e a sombrinha ficou em casa, não tem marquises por perto… E então o que nos resta é deixar-se molhar na tempestade.

A Tereza, aaahhh, a Tereza. Ciumenta, possessiva, nunca aceitou o meu namoro com a Manu. Dizia que ela não era mulher para mim, que tinha ficado sabendo que ela era garota de programa, vendia o corpo para pagar a faculdade de arquitetura, na qual nos formamos juntas. Eu estranhava ver a Tereza falando desse jeito, pois ela era uma jornalista, sem preconceitos, heterossexual convicta, mas defensora das liberdades individuais, até militava em favor da causa LGBT. “Faço isso por você, amiga. Não suportaria vê-la sofrendo preconceito”, ela me dizia. Cara de pau, maldita.

A noite estava animada e minha mãe, embora conservadora, não é tão caretona. Preferiu ficar na sala, petiscando uns salgadinhos, enquanto eu e a turma fazíamos um auê na cobertura. Havia uma média de 30 pessoas, não mais que isso, mas parecia uma multidão, tamanha a euforia de celebrar o meu aniversário. Poucas presenças também são capazes de lotar um ambiente, dependendo da intensidade com que se apresentam. Lá, no alto do sétimo andar, eu me sentia rodeada de afeto por todos os lados… O Maracanã em peso me abraçava.

Uma birita daqui, uma dose dali, desce mais uma cerva geladinha, o forró e o pagode comendo soltos, mais uma dose, é claro que eu to afim… Antes não estivesse. Ficamos alegres, bêbados, felizes, o Maneco dando seus shows de bichice, como sempre, o centro das atenções. A Manu, discretamente, me lançava piscadelas carinhosas, ao que eu retribuía com um sorriso afetuoso. Nesses momentos, eu percebia que a Tereza ficava possessa, irada de cíume, não aceitava que seus amigos tivessem outros amigos, muito menos uma namorada.

Inventamos uma disputa tipo “Qual é a música?”, enquanto uma galera se acabava no videokê. Quando Manuela pegou no microfone e começou a cantar uma música romântica, tipo declaração de amor, Tereza se aproximou de mim com um copo de caip-fruta. Tentei rejeitar, droga, eu devia ter desconfiado, Tereza já tinha feito loucuras por cíume… Mas não. Eu bebi. Aos poucos, notei os meus sentidos falharem, as cenas ao redor ficaram distorcidas, lentas, feito aquelas fitas antigas de videocassete que embolavam no meio do processo de rebobinação.

Os gritos se acentuaram, parecia que eu tinha entrado em um mundo paralelo… Perdi totalmente o controle de mim. Minutos depois, ou horas, sei lá, recobrei a consciência com a Manu me sacudindo e chorando muito.

– Como você foi capaz, Fê? Não vou fazer nenhum escândalo, não quero expor você, sua mãe está em casa… Mas eu só queria entender: como você foi capaz?

Ouvi o que ela estava dizendo, mas não entendi direito… Até que me dei conta. Eu estava esparramada em um sofazinho, no lounge da cobertura, só de calcinha e sutiã, ao lado do Diogo. Tentei argumentar e impedir a Manuela de ir embora, não faço ideia de que horas eram, o sol estava nascendo, mas uma noite escura e densa começava em pleno dia. Ferida, Manu apenas me deu as costas e foi embora. Era um cãozinho com a pata machucada, que acabou de ser atropelado no meio da rua.

Recobrando os sentidos aos poucos, notei que a festa já tinha acabado, nem vi as pessoas indo embora. Com sangue nos olhos, acordei o Diogo aos tapas e gritos.

– Seu ordinário, ficou maluco?!

Assustado e meio que sem entender o que estava acontecendo, meu ex-colega de turma reagiu:

– Calma aí, Fernanda. Calma aí. O que foi?
– Não se faça de bobo, seu idiota! Como você me traz para a cama assim, se aproveitando da minha bebedeira?
– Para de chilique! Para! Eu não fiz nada… Deixa eu…

Fiz o Diogo engolir a próxima palavra que diria com uma bofetada.

– Quem você pensa que é, hein, cafajeste, bandido…?!?!

Tomado de raiva, ele me imobilizou pelo braço.

– Que merda é essa, Fernanda? Eu é que te pergunto: quem você pensa que é? A sua amiguinha chega, diz que você estava afim de mim, e eu é que sou o culpado? Te enxerga, garota! Você veio para a cama comigo porque quis…
– Hein?! Como assim?! Que amiga?!
– Ué, a Tereza… Ela arrumou o lounge para gente e te trouxe até aqui, depois de ter combinado comigo. Ela disse que você era afim de mim desde a facul e tals, só deixei rolar… Agora escuta aqui: para com esta porra de me dar bofetada, está ouvindo?
– Você só pode estar blefando, é um ordinário mesmo… Sai daqui! SAI AGORA! SAI DA MINHA CASA!

Eu estava completamente tomada de fúria. Deixei o Diogo para atrás, se vestindo. Coloquei minha roupa, a mesma da festa, e desci com o diabo no corpo. No meu quarto, Tereza e Maneco dormiam na cama de casal. Me joguei em Tereza como um urubu que desce, num voo rasante, sobre a carniça.

– Monstro, monstro, monstro! Você é um monstro…

Assustada, ela acordou sem entender o que estava acontecendo.

– Sai de cima de mim, Fernanda! O que houve, ficou louca?
– Quem ficou louca é você, sua mal amada! Colocou alguma coisa na minha bebida e depois foi igual a uma cadela dizer para o Diogo que eu queria trepar com ele… Imunda, imunda, imunda!

Pressionei o braço de Tereza contra a cama com tanta força que minhas urnas perfuraram sua carne. O sangue escorreu e manchou minhas mãos.

– Quem te falou isso está maluco, Fernanda! Você não pode acreditar nisso…

A esta altura, Maneco já estava tentando apartar a briga e minha mãe gritava na porta, tentando entender o que estava acontecendo.

– O que está acontecendo, mãe, é que essazinha aí é uma cobra, que praticamente ajudou um cara a me estuprar…

Quando percebeu que seu braço estava sangrando, em um relance, a feição no rosto de Tereza se modificou.

– Está vendo o que você fez, Fernanda? Me machucou! Me machucou! Está vendo?

Tereza passava a mão no sangue escorrendo e tentava esfregá-lo na minha cara. Ainda parecendo um pouco bêbada, ela desabou.

– Quer saber a verdade, Dona Angela? Fiz, sim. Fiz e faria de novo, quantas vezes fossem necessárias. E sabe por quê? Porque a sua filhinha estava de namorinho com uma mulher, Dona ngela… Pior: com uma garota de programa.

Minha mãe levou um tiro naquele momento. Por dentro, ela sangrou mais do que o braço de Tereza.

– O que, Tereza?
– É isso mesmo, Dona Angela. O bebê que a senhora pegou no orfanato veio com defeito.

Outro tiro. A revelação de Tereza cruzou a sala, a bala ricocheteou na parede e voltou em mim. Aos prantos, minha mãe se enfureceu.

– Cala a boca, Tereza! Você não sabe o que está dizendo… Cala a boca!

Fiquei sem reação.

– Como assim, mãe? Como assim “o bebê que a senhora pegou no orfanato”?

Maneco conteve Tereza e a segurou firme. As armas, agora, estavam na minha mão e na de minha mãe.

– Calma, Fernanda. Vamos lá para dentro, sentar e conversar com calma.
– CALMA O CACETE, ANGELA! ANGELA, ANGELA, ANGELA… Nem de mãe eu posso mais chamá-la, não é mesmo? Porque VOCÊ NÃO É MINHA MÃE!
Ela começou a chorar, enquanto Tereza gritava pedindo perdão, totalmente transtornada.
– Fernanda, minha filha, pelo amor de Deus… Não fala assim…

Mamãe foi aos poucos desfalecendo, perdendo as forças, enquanto curvava seu corpo ao chão. Cega pela emoção do momento, aproveitei que ela estava por baixo e pisei em sua cabeça.

– Diz agora, mamãezinha… Diz!!! Diz!!! Olha para mim e fala que você não é minha mãe, que você me catou num lugar qualquer e trouxe pra casa, como se estivesse fazendo compras em um supermercado. É por isso que nunca vejo fotos minhas quando muito bebê, nem suas grávidas… Levanta o rosto e me olha, diz a verdade, diz!!!

Rastejando, minha mãe se agarrou aos meus pés.

– Perdão, Fernanda! Perdão! Perdão por não ter dito a verdade antes, perdão por ter escondido isso de você durante todos estes anos…
– Perdão, mãe? Perdão? É só isso que você tem para me oferecer? O seu pedido de desculpas… Eu perdoo, perdoo sim… Olha só como eu perdoo…

Do que fiz depois, me arrependerei para o resto da vida. Fui até o quarto da minha mãe, que tinha ido morar comigo há pouco, e esvaziei todas as gavetas. Peguei as poucas roupas que ela tinha, embolei tudo e comecei a tacar pela janela…

– Olha aqui o meu perdão, mamãezinha… É este o meu perdão para você…

Maneco correu para tentar me impedir, mas minha raiva era maior do que qualquer coisa. Depois, peguei os pertences da ngela, juntamente com as roupas que restaram, e varei pela porta da sala. Espalhei tudo que ela tinha no corredor.

– Está lá fora o meu perdão para você, mamãe. Agora, sai daqui! Sai!
– Pelo amor de Deus, Fernanda, você não está raciocinando direito…
– Eu disse para sair! Sai! Sai! Sai!

Peguei Angela pelo braço e, aos solavancos, a coloquei para fora de casa. No canto da sala, quando Tereza tentou se aproximar, eu disse:

– Para você, Tetê, também tenho um perdão. Toma!

Cuspi no rosto da Tereza, antes que o Maneco a puxasse para fora do apartamento. Deixando minha mãe para o lado de fora, jogada no corredor, bati a porta com fúria. Raiva, era raiva o que eu sentia da Tereza, por ter jogado a minha mãe e a minha namorada pela janela… Ódio, era ódio o que eu sentia da ngela, por nunca ter me revelado aquele segredo. Ódio, raiva e culpa, é tudo isso que sinto agora, por ter amarrado um cinturão de bombas em minha vida e permitir que até mesmo minha família fosse pelos ares.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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