Filme americano – Cap 58

Filme americano – Cap 58

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Meu pai tá não tá nem aí pra mim! To arrasada. A mensagem de Beca pareceu era um pouco mais dramática do que a intenção. Quer que eu vá aí cuidar de você? Não quero te ver chorando. Nina estava realmente disposta a enfrentar a cidade escura para ir ver sua menina. Não precisa. Já está tarde e tudo melhora depois de uma noite de sono. Beca não arriscaria a vida de Nina apenas por um capricho depressivo. Então sonha comigo que amanhã eu dou um jeito de transformar em realidade. Nina já estava com saudades e veria Beca no sábado de qualquer forma. Bom saber disso, escolherei meus sonhos a dedo. E assim as duas se despediram e deixaram que o sono as dominasse, afinal de contos o dia havia sido bem longo.

Beca não conseguiu dormir depois das 9. Seu corpo já estava mais do que acostumado a levantar cedo e ela aproveitou a animação que a acompanhava logo cedo, colocou seu short de malhar, um top, seu tênis e foi correr. Apesar de ter um corpo de fazer inveja, precisava manter seu aeróbico em dia para não decepcionar nos treinamentos. E para agravar a situação, ela estaria com um treino a menos, então tinha todos os motivos do mundo para ir correr naquela manhã. O volume da música eletrônica estava nas alturas.
– Imaginei que você tivesse saído para correr – Diogo estava esperando Beca sentado na calçada de casa
– Não consegui dormir muito e aproveitei para fazer exercício
– É bom. Faz bem para o coração
– Porque você está sentado aqui fora?
– Vem aqui. Senta comigo
Beca sentou ao lado do pai, desligou a música alta e tirou os fones do ouvido. Não falou nada, apenas deixou que ele começasse.
– A briga de ontem tem a ver com a sua relação com a Nina, estou certo? – Diogo começou após bebericar um pouco mais de seu café
– Não era muito difícil imaginar isso, né?
– A tal da Cami faz parte do time?
– Faz sim…nos não queríamos, mas precisamos dela para termos o mínimo necessário para o campeonato.
– Uhm. Entendo.
Na verdade, Diogo não entendia. Ele queria tirar essa garota da cidade se fosse possível. Ele não queria saber de ninguém machucando sua filha.
– Pai, desculpa por ter brigado na escola…eu sei que o senhor faz de tudo para eu manter essa bolsa…
– Beca. Para. Eu que peço desculpas pela minha insensibilidade de ontem. Nós sempre dissemos que seriamos amigos acima de tudo e eu não fui seu amigo ontem. Estava mais preocupado com a parte financeira do que com você realmente.
– Tudo bem, pai. Deve ser difícil ter que conciliar o papel de pai e amigo ao mesmo tempo
– Eu não quero saber detalhes sobre a briga para não influenciar meu trabalho como professor, mas preciso saber de uma única coisa
– Pode falar…
– Você bateu nela?
– Ela saiu com um olho roxo
– Essa é a minha menina
E os dois riram sem muito barulho.
– Se contar para alguém que falei isso, nego até o final!
Diogo deu um beijo no alto da cabeça de Beca enquanto ria da própria piada. A ajudou a levantar da calçada e entraram juntos para tomar café da manhã. Beca já estava com um humor nas alturas e pretendia melhorar ainda mais isso encontrando com Nina mais tarde. Tinha um plano para a noite perfeita.
Autora_mari Veiga

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