Ellen Page: muito além de se assumir gay

Estou há mais de 12 horas com o vídeo do discurso da Ellen Page na cabeça pensando em como seria o meu post sobre ele.

Eu teria que escrever sobre ele, isso era fato. Mas como? Será que ainda restariam palavras? Será que ainda faria sentido? Ou era melhor só postar o vídeo e deixar vocês com essa enxurrada que vem junto com ele? Resolvi arriscar.

Muito burburinho está sendo feito sobre a saída do armário da Ellen. A atriz, que ficou mundialmente conhecida com o filme “Juno” e está no elenco de “A Origem”, falou na sexta (14), na conferência Time to Thrive (Tempo para Crescer) da Human Rights Campaign, uma associação que luta em favor dos direitos LGBT. Foram quase 10 minutos de discurso, mas que valeram uma vida inteira. Ou várias vidas inteiras.

Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o nervosismo da atriz. Provavelmente ela já tinha em mente a revelação que faria e isso a deixou tão nervosa que era perceptível a voz trêmula e as mãos inquietas, e quem sabe até suando. Esse era o cenário. Vários jovens espalhados na platéia e uma Ellen pequena, nervosa, mas extremamente confiante.
O discurso dela é cheio de mensagens essenciais para o nosso mundo. Depois de agradecer e enaltecer o trabalho da Human Rights Campaign Foundation – merecidamente – a atriz lembra o quão opressor são os padrões impostos pela indústria do cinema e pela mídia. Padrões de sucesso, beleza e estilo de vida. A própria Ellen admite o quanto ela sofreu esses padrões para se manter da forma que eles queriam.

A verdade é que a necessidade de se encaixar nos padrões vai além. Passamos por isso todos os dias. Em nossas escolas, nas ruas, nos ônibus e até mesmo em casa. E aí, os jovens mundo à fora ficam sem chão, sem esperança de que o futuro vai ser bom pra eles. Como viver em um lugar onde você precisa se encaixar? Você precisa ser colocado em alguma caixinha com rótulos e regras? Como ser você mesmo, se a todo momento tentam te moldar? Até mesmo a roupa que você usa precisa ser aceita, ou não, pela sociedade. E se você não respeitar essa regra – imposta por ninguém para ninguém – é alvo de bullying e exclusão social.

A conclusão dela, que deveria ser de todos nós, é simples: o mundo só precisa de um pouco mais de amor. Seria tão mais simples se as pessoas preferissem enxergar a beleza no outro ao invés de julgar as diferenças. Cada um ia ser mais feliz e o mundo viveria um pouco mais de paz. Mas é bem difícil amar ao próximo quando temos uma enorme dificuldade de amar a nós mesmos.

O Grupo HPM tem um pouco deste propósito. Ajudar àqueles que acham que não merecem amor, ajudar àqueles que encontram as maiores dificuldades no caminho e ajudar àqueles que querem ser melhores do que são hoje. Amor pode salvar vidas. Amor pode mudar o mundo.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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