Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Acharam que eu não iria falar nada? Até parece né?

Não esqueci da data não, mas não rolou post aqui, porque esse foi o tema do meu primeiro podcast, então você pode me ouvir falando sobre isso aqui. Mas para não deixar em branco a data, vamos falar aqui também, né?

Começando do início: em 29 de agosto de 1996, foi realizado no Rio de Janeiro o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), a partir de iniciativa do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ). Desde então, foram realizadas seis edições do Senale. A data do primeiro Senale foi consagrada como Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Maaaas, o que é visibilidade? segundo o dicionário é: Visível, que aparece bem, fácil visualização, boa visualização
Teoricamente então, O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é para comemorar ou celebrar ou lembrar o quanto as lésbicas tem uma boa visualização. Mas calma ai? Será que nos, lésbicas, temos uma boa visualização perante a sociedade? Acho que não né? Senão, não precisaríamos fazer congressos e encontros para precisar lutar pelos nossos direitos que já deveriam existir sem que nós precisássemos lutar.

A verdade é que os valores da nossa sociedade foram construídos em cima dos preceitos da religião. Isso aconteceu em vários países, mas vamos falar de nós aqui no Brasil. A religião, inicialmente, não aceita a homossexualidade como uma característica do ser humano. Para eles esta mais para característica do demônio, com todo respeito. Pelo menos não aceitava, hoje temos muitas igrejas inclusivas distribuídas no nosso país e isso já mostra que saímos da estaca zero.

Esse momento que estamos vivendo por ser um daqueles que seus netos estudarão nas aulas de história e geografia já que as lutas sociais, não só da comunidade LGBT, estão, verdadeiramente, promovendo mudanças no nosso país, nas nossas leis e principalmente, no nosso futuro.

Depois de tantos e tantos anos de luta, depois de muitas mortes devido a homofobia, depois de anos de extrema invisibilidade perante a sociedade as mulheres homossexuais começam a ter alguns de seus direitos garantidos. É importante comemorarmos, mas não podemos esquecer que ainda falta muito mais.

Chegaremos no ponto ideal o dia que ser chamada de gay na rua não seja ofensa, afinal de contas se pensarmos por outro lado, nunca vi ninguém arrumar briga na rua por ser chamado de hetero, não é? Vamos mudar isso! Não queremos que ninguém se sinta ofendido quando chamamos de hetero, queremos que o fato da pessoa ser hetero ou gay seja irrelevante para os outros. Quem sabe um dia? Não custa sonhar, não é?

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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