Crivella diz que homossexualidade é pecado, mas defende lei que pune a homofobia

O candidato ao governo Marcelo Crivella (PRB) declarou ser contra qualquer tipo de homofobia, mas acredita que homossexualidade é pecado. A afirmação foi dada durante a entrevista do senador à TV Band, na madrugada de segunda para terça. Tal convicção, que Crivella diz ser alinhada aos preceitos da igreja evangélica, impede parlamentares a aprovarem matérias no Legislativo contra a homofobia.

A resposta de Marcelo Crivella foi dada após a jornalista da Band perguntar para o candidato se, eleito governador, Crivella sancionaria o projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa que prevê punição dos estabelecimentos públicos e privados que discriminarem casais do mesmo sexo e que está sofrendo resistência da bancada religiosa (no caso, o PL 2054/2013).

— Sou contra qualquer tipo homofobia. Mas no meio evangélico tem um medo de que esse projeto de lei da homofobia extrapole e tire o direito dos pastores de dizer que o homossexualismo é pecado. Eu acredito que homossexualismo não é doença, mas é pecado, porque eu acredito na Bíblia, e esse é o meu direito — afirmou Crivella.

— Dez anos como senador e dois como ministro, não apresentei uma lei, um recurso, um discurso que eu tenha destinado para a minha igreja ou para os evangélicos. O ensino religioso pode ser voluntário. Se as crianças e seus pais quiserem ter o ensino religioso católico, terão. Se quiserem ter o ensino religioso evangélico, terão, desde que seja voluntário, nada obrigatório.

O candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto junto com o candidato Anthony Garotinho (PR) disse, na mesma entrevista, que defende a vida, é contra o aborto, defende a família “como ela é prescrita na Constituição” e não quer a liberalização das drogas.

Sobre a declaração do senador, Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, defende a aprovação do projeto de lei.

— A aprovação de uma lei que combate a violência faz bem ao país. Não vai tirar o direito de nenhum cidadão. O que não podemos é acompanhar esses altos índices de violência homofóbica. É bastante controverso que alguém ache que uma lei que vá garantir a proteção de um cidadão contra a discriminação vá tirar direitos de outrem. A não ser que esse alguém queira discriminar — disse.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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