Carta a indiferença

Patricia,

Vi sua foto com o Nicolas, no aniversário da Andreia parece. Vocês estão ótimos! Sempre acreditei que ele te faria muitíssimo bem.

Hoje não vamos falar sobre saudade, nem da intensidade do que foi ou é, ou poderia ter sido. Na real, meu único motivo pra tentar dizer o que quer que seja, é não ter absolutamente nada pra falar.

Apenas vi a sua foto e não veio frio na barriga, nem o coração acelerado, nem fiquei te analisando. Observei apenas o registro do momento e esse ato foi tão indiferente que me incomodou de forma profunda. Apenas mais uma foto na timeline, parece que esse tempo foi minguando todo o amor que eu sentia, e acredite: eu muito lutei contra toda essa indiferença.

O que resta é memória, uma memória  doce e cheia de sonhos e fantasia. A lembrança vaga de uma cumplicidade ferrenha e uma alegria que não me habita mais o peito, apenas recordação.

Gosto do nosso momento, da nossa memória, é uma maneira de ainda estarmos vivas em algum espaço-tempo.

Sei que não gosta quando escrevo, porém sinceramente não me importo. Espero que esteja sendo feliz, eu tenho sido, quase todos os dias!

Até,

Gabriela.

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Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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