Cap 7 – Tudo um quase

Tati e Dani já a esperavam. A primeira com uma cara de quem não estava entendendo muita coisa e a segunda com uma cara de quem entendia menos ainda. Beta paralisou e não entendeu o que estava acontecendo! Em passos lentos, foi chegando mais perto das duas amigas, não sabia se perguntava o que era ou se preferia não ficar sabendo.

Dani a puxou pela mão, colocou o dedo na cara dela e falou nem um pouco baixo: “da próxima vez que você quiser ficar com a minha amiga, você tem que me pedir ok?” Beta podia sentir a raiva em sua voz e a cara de Tati continuava imutável, ela sabia ali que tinha perdido as melhores amigas que já teve e instantaneamente começou a se desculpar, sem nem mesmo conseguir completar uma frase. Dani caiu na gargalhada. Era típico dela fazer esse tipo de brincadeira. Puxou e Beta e a abraçou forte, dizendo que achava super legal elas terem ficado.

Tati segurou sua mão de leve, agarrando pelo dedinho mindinho com uma cara de quem não sabia muito bem o que estava fazendo, a puxou de leve e quando Beta se rendeu ao movimento foi surpreendida por um beijo de leve nos lábios. Não em nenhum momento que Tati iria fazer isso, e enquanto isso lá estava Dani com uma cara de boba, daquelas que ficamos quando unimos um casal fofo! E Beta ainda nem sabia se elas eram um casal!

Beta sentou junto com as duas nas pedras, acenderam um baseado para comemorar e começaram a beber uma quase-cheia garrafa de Martini, afinal de contas, era domingo a tarde e elas precisavam de algo leve, sabe como é né?
Lá pro meio do baseado, onde a erva e o álcool já estavam deixando seu efeito a mostra Beta não resistiu e perguntou a Tati se ela tinha contado para mais alguém! Na verdade, Beta queria mesmo era saber o que tinha se passado na cabeça dela nas poucas (ou muitas) horas que se passaram depois de que tudo aconteceu! Tati, já meio alta, respondeu com toda sinceridade possível, “só achei que a minha melhor amiga devia saber de uma coisa tão legal que aconteceu comigo” Beta realmente não esperava essa quase-declaração de Tati.

As três ainda riram muito, beberam, acabaram com o baseado e se declararam amigas eternamente. Tati sempre dava um jeito de pegar na mão de Beta, que a segurava com toda força que podia, não queria que aquele momento passasse.

Aquele frio na barriga característico, aquela vontade de parar o tempo e o mundo, para que as três pudessem descer e serem somente elas. A vontade que não passava de que tudo se repetisse eternamente, os beijos de manhã, as mensagens, a mão encaixada. Estava tudo perfeito demais para ser verdade. Beta já estava com medo, esperando o momento onde tudo ia desandar. Ela realmente, devia esperar por esse momento, as experiências diziam, que ele não ia demorar.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. Kath

    Baseado, bebida ave maria hsuahsuahsuahsua
    Ótimo capítulo

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.