Cap 32 – Esperanças afinal?

proHPM7Foi só Dani dar sinais de estrar realmente apagada que Beta começou a beijar Tati, puxar o cobertor para as duas e escorrer a mão pela coxa da namorada. Elas não iam dormir agora. E assim foi feito, Beta e Tati já estavam um pouco mais sóbreas e aproveitaram que Dani quase morreu dormindo ao lado delas e resolveram aproveitar o tempo que ainda tinham juntas. Beta ainda estava com um pouco do efeito alcoolico e como sempre, estava pegando fogo. Tati ainda tentou pedir a ela para que não fizesse muito barulho, mas estava difícil para se controlar.

Em poucos movimentos, a calcinha de Tati já estava no pé e os dedos de Beta redescobriam todos os cantos da namorada. Parecia que quando ela bebia, ela ficava mais ousada. Tati desistiu de discutir e deixou Beta lhe satisfazer. O corpo de Beta por cima do de Tati fazia com que seus peitos encostassem aumentando a tensão sexual. Com novos movimentos, Beta redescobriu cada canto da namorada e a trouxe a um orgasmo quase silencioso e um sorriso no rosto das duas. Tati não esperou o corpo esfriar, agarrou os braços de Beta, jogou para cima da cabeça dela e mergulhou em um beijo quente, profundo e rápido, para logo depois arrastar seus lábios e língua para os seios de Beta. Dani não acordou em nenhum momento.

O celular de Tati despertou as 8:30. Ela tinha que ir pra casa. Até agora ela e Beta não tinham dormido, aproveitaram o tempo que tinham, além do sexo ficaram abraçadas, trocando confissões de amor, piadas e carinhos e novamente voltaram a fazer sexo. Dani estava dormindo do mesmo jeito que começou, sem se mexer. Tati levantou, pegou sua roupa e seguiu para o banheiro para se arrumar. Beta a seguiu, queria se despedir com grande estilo. Sem Tati perceber, trancou a porta do banheiro, enquanto a agarrava por trás, beijando seu pescoço e a puxando pelo cabelo. Virou o pequeno corpo da namorada, a abraçou pela cintura e com um movimento rápido a sentou em cima da pia. Ela nem parecia tão forte assim. A calcinha ainda estava na mão de Tati, ela não tinha voltado para o lugar. A blusa que fazia figuração em pouquissimos minutos estava no chão do banheiro e Tati foi pega de surpresa com a língua de Beta entre suas coxas, redesenhando todo o prazer que ela podia sentir. Foi o orgasmo mais delicioso que ela poderia sentir. Queria muito poder retribuir o grande prazer, mas não tinha mais tempo, precisava ir pra casa, sabia que D. Ana estaria esperando! Ficou como promessa para a próxima vez que se encontrassem, que elas ainda não sabiam quando seria.

Por mais que tudo estivesse meio confuso ainda, Tati foi para casa com uma felicidade interna enorme, tudo estava bem e isso era o que ela precisava. Saber que tudo ia continuar igual, ou pelo menos quase tudo. Eram 9:10 quando Tati entrou em casa e viu D. Ana na cozinha. A mãe não falou nada, apenas olhou o relógio e antes que pudesse reclamar, Tati se defendeu.

– Desculpa mãe, ficamos até tarde, aí acabei perdendo a hora de manhã.
Não deixava de ser verdade, ela só não precisava saber o que ficaram fazendo até tarde. A lembrança fez um sorriso brotar em seus olhos, o que chamou a atenção da mãe que a olhava de rabo de olho.
– Tudo bem. Como foram os estudos?
– Foi tudo bem! Acho que deu tudo certo.
– Beta estava lá também?
A pergunta foi de surpresa e pegou Tati desprevenida o que foi crucial para que o sorriso evaporasse e o rosto se modificasse. Era como se D. Ana não precisasse de resposta, o espanto de Tati com a pergunta acabou denunciando o que tinha acontecido.
– Precisamos conversa, senta aí.
D. Ana foi curta e grossa, e sem piscar, Tati sentou na frente dela com medo do que poderia acontecer. Ou era ruim, ou era muito ruim.

– Você acha certo o que você está fazendo?
– Certo eu não sei mãe, mas eu to feliz!
– Você sabe que é um pecado!
– É pecado amar?
– Você chama isso de amor?
– Sinceramente? Chamo!

A conversa estava ficando tensa, quando D. Ana respirou fundo, e baixou o tom da voz.

– Vocês não vão se separa, não é?
– Não pretendo mãe, desculpa!
A sinceridade de Tati fez D. Ana olhar para cima e encarar a filha.
– Eu não posso proibir, só quero que você saiba que eu não aprovo. Mas acho que você já é grandinha o suficiente para arcar com as consequencias dos seus atos.
– Você está me dizendo que vai deixar eu namorar com a Beta?
A iminente felicidade de Tati fez D. Ana quase sorrir.
– Não vou proibir, e por enquanto isso é o que basta.
– Posso abusar?
A voz de Tati tinha um pouco de risada e mesmo com medo, ela tentou.
– Aproveita que eu acordei bem.
– Eu posso encontrar com ela hoje?
D. Ana perdeu o pouco de humor que tinha adquirido.
– Nada de dormir fora. Nem ela aqui!
– Tudo bem!
– E nada de chegar tarde em casa!
Tati estava quase chorando de emoção, abraçou a mãe bem apertado, lhe deu um beijo no rosto e a lembrou o quanto a amava.

Subiu correndo as escadas para o quarto e correu para o celular, mandou uma mensagem para Beta, mesmo sabendo que ela estava ainda dormindo na casa de Dani.

“Precisamos conversar amor! Me avisa quando acordar.”

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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