Cap 31 – They’re back!

girls“Mãe, posso perguntar uma coisa?” – Tati começou
“Hum.” – Foi a resposta que D. Ana deu. Tati quase desistiu, mas a vontade de ver, beijar, abraçar, tocar e estar com Beta era maior, resolveu continuar. Respirou fundo e reuniu forças.

“Mãe, é que eu queria saber se podia ir pra casa da Dani…” – antes mesmo de terminar a pergunta, Tati viu o rosto de D. Ana se transformar e se virar contra ela. Pelo menos sabia que a mãe tava ouvindo. Continuou.
“É que ela estava precisando de ajuda em algumas coisas da escola” – a escola era sempre a desculpa perfeita para dormir fora, afinal de contas com a escola não se brinca, não é mesmo?
“Achei que estavam de férias!” – D. Ana falou essa frase rápido olhando fundo nos olhos de Tati para tentar identificar qualquer rastro de mentira. Não havia.
“Eu já estou, mas a Dani precisa de ajuda para uma última prova.”
“Como você não tem aula amanhã, antes das 9:00 quero você em casa.” – As férias estavam começando e pelo visto as coisas seriam bem mais complicadas do que parecia. Mas tudo bem, um problema de cada vez, essa noite, ao menos, estava garantida.

Tati e Dani subiram novamente segurando o entusiasmo para não dar bandeira. Chegaram no quarto e pularam de felicidade. No fundo, D. Ana sabia que era mentira, mas sabia também, que de nada ia adiantar prender Tati em casa de castigo. E afinal de contas, sempre podia ligar para a casa de Dani para confirmar se estavam realmente lá. E já sabia que isso ia ser feito. No andar de cima, Tati arrumava a mochila com as coisas básicas para uma noite perfeita com suas amigas. Aproveitou e pegou um último baseado que tinha guardado. Era o último que tinham e essa noite pedia.

Já passava das 8 da noite quando Tati e Dani resolveram sair. Foram direto pra casa de Dani, não podiam dar esse mole logo cedo. O dia todo ficaram conversando pelo celular com Beta, mas não contaram nada, ia ser tudo uma surpresa! Era a vez de Tati retribuir na calada da noite. E tinha certeza que Beta não ia se arrepender! Mas isso só seria mais tarde.

Chegaram na casa de Dani, e quando deu 9:00 em ponto o telefone tocou, Tati sabia que era D. Ana, afinal ela não conseguia dormir depois das 9:30 e se certificaria de que sua filha estava em um lugar seguro sem nenhuma lésbica maluca agarrando ela. Brincadeiras a parte, foi dito e feito. A mãe de Dani atendeu o telefone, conversou durante alguns poucos minutos, confirmou que as duas estavam em casa, no quarto, em silencio e estudando o que deixou D. Ana mais tranquila para tomar seu remedinho e ir dormir. Agora ela só daria sinal de vida, por volta das 8:00 da manhã do dia seguinte.

O dia já tinha terminado, eram mais ou menos meia noite quando o silencio imperava na casa de Dani e dois pequenos corpos se esgueiravam pelas sombras da casa. Saíram pela porta da cozinha, que ficava aberta para a empregada entrar no dia seguinte. Correram pelas sombras da cidade até estarem embaixo da janela de Beta que estava aberta. Como a casa de Beta era um pouco mais baixa, foi fácil para o corpo ágil de Tati em 2 segundos estar lá dentro. O abraço mais quente e delicioso que podia haver. Tati e Beta se abraçaram e se envolveram em um beijo quente, cheio de vontade, tesão e desejo. As mãos rapidamente percorreram o corpo alheio, revisitando os lugares que tanto já conheciam. Foi quando Beta começou a tirar a roupa de Tati e aí sim ela segurou as mãos da namorada e se afastou, com muita dificuldade, mas se afastou.

“Que foi?” – Beta estava pegando fogo e puxou a namorada de novo.
“A Dani tá lá embaixo! Hoje o dia é das três!” – Tati nunca sentiu tanta dificuldade em dispensar Beta daquele jeito.

Beta correu para a janela e viu Dani lá embaixo esperando com uma garrafa de vodka, copos e um isqueiro e isso significava a mesma coisa para todas. Voltou, deu mais um beijo gostoso em sua namorada, disse que a amava, colocou uma calça jeans por cima da cuequinha que usava sempre a primeira camiseta que viu pela frente e pulou de volta, para finalmente reunir o trio. Se abraçaram e seguiram para a pracinha.

Na pedra de sempre, escondidas, abriram a garrafa, fizeram o primeiro brinde. A elas. A amizade, ao amor e ao futuro e beberam. Tiraram a noite para fingir que não tinham problemas, e assim foi, riram das piadas de sempre, riram da precoce bebedeira de Dani e aproveitaram enquanto Dani ia na moita fazer xixi para se beijarem e declararem seu amor eterno. Acenderam o último baseado do trio. Dividiram irmãmente como sempre faziam e o efeito foi delicioso. Estavam leves e bêbadas, riram a toa e falaram coisas sem sentido. Beta tinha uma estranha reação a maconha, ficava com mais fogo do que o normal. Começou a tentar agarrar Tati “na brincadeira”, em 2 movimentos as duas caíram da pedra. A gargalhada foi geral e tomou conta da praça. Elas também perdiam a noção do barulho que faziam.

O dia começou a dar sinal de que estava chegando, as ruas ainda estavam desertas e esse era o momento certo de voltarem! Não podiam ser descobertas de jeito nenhum. Seguiram todas para a casa de Dani, era mais seguro. Dani desmaiou em sua cama enquanto Tati e Beta se acomodaram na cama extra que tinha no quarto, era tudo que elas queriam! Algumas horas aconchegadas uma no braço da outra. Finalmente, dormiriam em paz. Ou não. Foi só Dani dar sinais de estrar realmente apagada que Beta começou a beijar Tati, puxar o cobertor para as duas e escorrer a mão pela coxa da namorada. Elas não iam dormir agora.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.