Cap 2 – Quando tudo mudou

Depois daquele mês de farra e tudo mais, as três comecaram a se conhecer mais a fundo. Os pais de Beta adoravam Tati e Dani. Aliás, gostavam de ver a filha com novas amigas. Seu pai tinha medo de ter traumatizado ela pra sempre ao se mudarem do nada.

Tati vivia na casa da Beta, seus pais eram super tranquilos com isso, e na verdade também gostavam muito de Beta. Era bom ver a filha deles com outra amiga a não ser a Dani, que eles achavam meio “louquinha” para ser a melhor amiga da filha deles. Mal sabiam eles…

E a verdade é que Dani era desligada. Amava as duas companheiras, mas também gostava de passar o dia em casa cuidando de sua vó e desenhando. Ela era foda nisso!

Por isso Beta e Tati estavam mais tempo juntas do qualquer outra pessoa.

E isso tinha outros motivos do que simplesmente a bela amizade.

Foi em um sábado desses onde não tinha nada pra fazer. O trio resolveu comprar duas garrafas de vodka, refrigerante e energéticos e as três foram a praia ver as ondas baterem enquanto ficavam muito bebadas.

Lá pela metade da segunda garrafa, quando o mundo inteiro já girava sem parar Dani começou a entrar em um estágio meio depressivo. Ela tinha disso. Surtava quando ficava muito bêbada. Deixou Beta e Tati com mais meia garrafa de vodka, porque ela parou, e uma bêbada chorando sob um céu estrelado com lua cheia.

As duas não decepcionaram, acabaram com a garrafa.

derretendo tudo que via pela frente. Tava muito quente. Celulares sem bateria, saltos gastos, roupas sujas e corações leves.

Tati, Dani e Beta estavam sentadas na areia com as mesmas roupas da noite passada. Aliás, que noite longa.

Cansadas e felizes resolveram ir. Dani com o rosto enchado de tanto chorar pegou o caminho contrário para o final da rua. Onde ficava sua casa.

Tati e Beta foram pra casa de Beta dormir lá. Os pais de Tati não podiam nem imaginar que ela bebia daquele jeito. Não a menininha deles!

Foram cruzando as pernas, se apoiando uma na outra pela rua, que graças a Deus, era uma reta até a casa de Beta. Depois de umas duas tentativas, abriram a porta e subiram correndo para o quarto, que também era suíte da filha única do casal.

Tati, que já era de casa, correu no banheiro para fazer xixi, afinal, foram duas garrafas de vodka. Beta ficou no quarto esperando.

Com a porta só encostada Tati pôde ver os cabelos bem pretos e lisos de Beta caindo em suas costas nuas enquanto ela vestia a blusa do pijama, viu a cena com um arrepio constante na pele Beta tirar a calça jeans, meio sem jeito e tonta e colocar aquele shortinho que ficava justinho do pijama, vermelho com desenhos em azul. Ela já tinha visto aquela cena tantas outras vezes. Mas o arrepio agora foi diferente.

Deitadas na enorme cama de casal de Beta, Tati se arriscou e chegou mais perto, passou o braço pela barriga de Beta e sem que ela percebesse a puxou pra mais perto. Respirou fundo e sentiu o cheiro do perfume misturado com o cheiro da vodka e do cigarro de menta que ela fumava.

Sem perceber, ou mesmo percebendo, chegou mais perto até encostar os lábios no pescoço quente de Beta e se arrepiou toda.

Beta, que parecia estar dormindo, puxou o braço de Tati que estava por cima de sua barriga e a trouxe perto o suficiente para….

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. Kath

    Gostei bastante do começo da história 🙂

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