Brincadeiras do destino – Cap 64

Os preparativos para o casamento estavam a mil. Vestidos, decoração, padrinhos e madrinhas, flores e buffet. Tudo estava acertado. Inclusive o local. Elas reservaram uma casa na beira da praia.

Não podiam deixar de fora o mar, que tanto fez por este casal. Tinham 3 suítes na casa: uma para o casal, uma para os pais de Carol e outra para os pais de Andreia, mas que deveria ser ocupada pela mãe e por sua irmã. Seu pai tinha deixado bem claro que não iria neste casamento e que nem considerava aquilo tudo um casamento real.

A cerimônia seria em uma época de sol, mas não muito quente. Era primavera. Carol já tinha se inscrito na faculdade e Andreia tinha recebido um bom aumento depois de fechar o contrato com Suzana. Seu plano na época deu certo e ela adorou os novos projetos da arquiteta. Como era uma cliente grande e que se tornou fixa da firma, Andreia recebeu um generoso bônus.

Era quinta bem cedo, Andreia e Carol pegaram a estrada para seu casamento. A cerimonia seria no sábado, final de tarde e no domingo a noite pegariam um avião para passar uma semana no nordeste. Era a lua de mel do casal mais feliz já visto na face da terra. Elas foram de carro e Dani, irmã de Carol o traria de volta para a casa.

A casa era ainda mais linda do que imaginavam. Elas foram as primeiras a chegar, o resto do pessoal só chegaria a partir de sexta de manhã.

– Isso tudo é real mesmo? – Carol perguntou enquanto saía do carro e apreciava aquela enorme casa com um enorme gramado que dava direto na praia.
– Isso o que? Você se casando comigo? Ainda não sei….
– Sua boba. Essa parte é bem real sim! Mas to falando desse cenário maravilhoso!
– Gostou? – Andreia perguntou com cara de boba enquanto olhava para o sorriso de sua amada
– Se eu gostei? Eu estou pensando em me mudar pra cá!
– Vamos com calma mocinha, a senhorita precisa terminar sua faculdade antes!
– Você é tão chata quando resolver ser minha mãe, sabia?
– Mas é só porque eu te amo, sua boba!

As duas tiraram as muitas malas do carro e foram fazer o reconhecimento geral da casa. A reserva já incluía uma funcionária então quando abriram a porta o cheiro de flores frescas invadiu seus pulmões e as fizeram sorrir com aquele cheiro que se misturava com a maresia que entrava pelas enormes janelas da sala.

Foram até as suites e despejaram as malas no chão. Carol foi até os outros quartos para ver se estava tudo em ordem e enquanto isso Andreia ligou uma banheira que tinha no banheiro do quarto delas. Colocou os sais que tinha trazido, separou toalhas e começou a tirar a roupa.

– Amor, voce viu… – Carol ia falando algo quando entrou no quarto e viu Andreia so de calcinha
– Nossa, amor…que rapida voce! – Carol complementou enquanto apreciava o corpo que tanto amava.
– Desde quando voce não gosta de rapidez?
– Vindo de voce, eu adoro ainda mais

Antes mesmo de se encontrarem, Carol já foi tirando a roupa ficando do mesmo jeito que Andreia, só de calcinha. A mais velha pegou a menina pela cintura e a beijou sem pressa. Fazendo carinho com a lingua na boca de sua noiva, Andreia foi aos poucos tirando a única peça de roupa que faltava.

Empurrou Carol pelo quarto até entrarem no banheiro e em seguida na banheira. A água estava quente e o cheiro bom dos sais invadia o ambiente todo. Não desgrudaram as bocas e aproximaram ainda mais os corpos. A água quase não tinha espaço para correr. Fizeram amor, primeiro romântico e depois seguiram para a cama, onde aproveitaram o seu enorme tamanho para explorar o máximo que conseguiam do corpo uma da outra. Com os preparativos para o casamento e as confusões de família, trabalho e contas, fazia tempo que não tinham uma tarde livre só para elas.

– Que saudade que eu estava disso tudo – Carol falou enquanto se aconchegava nos braços de Andreia.
– Saudades de que? Deu te pegar com jeito que nem eu fiz?
– Disso também! Mas estou falando que estava com saudades de nós, de um tempo só para a gente…
– Desde quando voce é a romantica do casal?
– Desde quando aquela Carol lá do passado encontrou essa Andréia maravilhosa que me fez perceber a beleza que é o amor… – Carol se declarou enquanto olhava bem fundo nos olhos marejados de Andreia
– Essa Andreia aqui agradece muito por você ter se entregue tanto…eu te amo, minha menina!

E a noite ia caindo enquanto elas cozinhavam um macarrão com molho de tomate. De calcinha e camiseta de dormir, as duas aproveitavam a cozinha bem equipada para mostrar seus dotes culinários e beber duas garrafas de vinho. Jantaram sentadas no balcão mesmo e depois voltaram para curtir um pouco mais do quarto, da banheira e da cama gostosa. As roupas não chegaram nem à porta do quarto. Foram abandonadas pelo corredor mesmo.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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