Brincadeiras do destino – Cap 52

D. Célia estava adorando aquela nova Andréia que se apresentava na sua frente. Uma mulher muito mais relaxada, alegre e simples. Que se dava ao direito de tirar folga para aproveitar uma tarde com sua mãe. Andréia nunca foi assim antes e sua mãe estava adorando essa novidade.

– Foi você que fez esse almoço? – D. Célia sabia que Andréia não era a melhor coisa do mundo na cozinha.
– É tão difícil assim de acreditar, mãe? – Andréia falou enquanto ria e saboreava sua própria criação.
– É que antes vocês só sabia fazer salada… – D. Célia falou um pouco tímida relembrando a época de Diana.
– Pois este tempo passou, D. Célia. Agora eu sou praticamente uma mestre cuca.

A felicidade de Andréia estava contagiando sua mãe, que nunca a tinha visto a filha assim. Ela sabia que isso tinha a ver com uma nova mulher, mas preferiu não perguntar para não apressar o assunto. D. Célia estava de coração aberto e queria apenas o sorriso de sua filha.

Papo vai, papo vem e as duas começaram a relembrar histórias da infância de Andréia, conversaram sobre seu pai e sua irmã. D. Célia colocou Andréia a par de tudo que estava acontecendo em sua família. A conversa fluía tão bem que elas nem repararam no tempo passando, até que o celular de Andréia tocou. Era uma mensagem de Carol

Manda um beijo para a minha sogra. Te amo. Até mais. Andréia riu para o aparelho enquanto respondia uma declaração fofa. D. Célia não deixou aquele sorriso passar despercebido e resolveu arriscar.

– Esse brilho no olhar tem nome, minha filha? – D. Célia levantou da mesa e sentou no sofá apontando para o local vazio ao seu lado. Era um convite.

Andréia pensou em Carol e na mensagem que ela tinha mandado. Sabia que o motivo do convite à D. Célia era o casamento e resolveu falar sobre o assunto. Sentou ao lado da mãe no sofá, riu um pouco sem graça e começou a contar.

– Tem sim, mãe. É a Carol. Ela é linda, me ama, eu a amo, me faz bem e eu nunca me senti tão feliz como estou me sentindo agora.
– Eu não a conheço, mas já estou adorando ela.
– Você vai gostar muito dela, mãe. E vocês terão bastante tempo para se conhecer…
– Como assim, minha filha?
– Nós vamos casar, mãe. Eu a pedi em casamento faz poucos dias.

D. Célia ficou nervosa. Era o sonho da vida dela ver Andréia se entregar novamente ao amor, à paixão. Ela sabia que Diana tinha feito sua menina sofrer e sabia que o amor iria ser algo difícil para ela.

– Filha, você não faz ideia do quanto estou feliz em ouvir isso.
– Ai, mãe. Eu estava com tanto medo do que você fosse pensar…
– Pensar? Filha, o amor não é para ser pensado. Ele é para o coração sentir apenas. E seria uma loucura da minha parte ser contra alguém que faz a minha filha sorrir desse jeito.

D. Célia abraçou Andréia e pediu para que ela contasse toda a história de Carol em sua vida. A filha obedeceu e contou detalhe por detalhe, mas preferiu não falar de Diana, ou melhor, do que aconteceu com Diana. Apenas citou a menina, o que foi suficiente para D. Célia deixar bem claro seu descontentamento com a ex-namorada da filha. Foi o suficiente para fazer sua filha rir.

Nem Andréia poderia imaginar que o almoço entre mãe e filha seria tão bom como foi.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.