Brincadeiras do destino – Cap 44

Carol e Andreia acordaram. Já era domingo e no dia seguinte a vida voltava ao normal. Até agora, Carol não acreditava no anel que carregava no dedo. Todos os dias quando acordava, olhava para aquela pequena pedra brilhando em seu dedo. Era estranho, novo, tenso e diferente.

Era sua folga, finalmente. Estava cansada do dia anterior de trabalho e não via a hora de passar o dia na cama com sua namorada. Noiva. Andreia. Se mexeu na cama e acabou acordando Andreia.

– Hoje é sua folga. Dorme mais, menina.
– Estava pensando. Vou dormir mais.
– Pensando em que? 
– Nesse anel no meu dedo.

A frase de Carol fez Andreia acordar mesmo querendo dormir mais.

– Tem algum problema com ele?
– Não. De forma alguma. Só não sei o que ele muda na nossa vida. 

Essa não era a frase que Andreia esperava ouvir em um domingo de manhã. Ela sempre acreditou que o casamento era uma forma de mostrar e provar ao mundo o amor que sentiam. Nunca se casou com Diana porque ela nunca quis. Dizia que era hipócrita e coisas do tipo. Mas com Carol seria diferente. Ela queria aquela menina para o resto da vida e teria isso. 

– Como assim o que ele muda?
– O que tem de diferente agora?
– A diferença é que agora eu quero mostrar para o mundo todo o quanto eu te amo e o quanto você é minha.
– Mas….casar?

Carol não se conformava com esse ritual de casamento que dizia que ela tinha que entrar de branco em uma cerimônia com religião envolvida e etcs. E além do mais lembrava de seus pais que não apoiavam muitas coisas. Era difícil pensar nisso. Perdeu o sono, abriu os olhos e seu corpo se tensionou de uma vez só.

– O que foi, criança? – Andreia perguntou enquanto abria os olhos de vez.
– Estava com a cabeça longe, amor. Desculpa.
– Divide comigo. 
– Eu não sei o que dizer pros meus pais
– Sobre o nosso futuro casamento?

A menção da palavra deixava Carol nervosa e a fez ficar vermelha e não responder nada. Andreia percebeu aonde estavam chegando. 

– Minha criança, esse anel é só uma forma de TE dizer que eu quero você para o resto da vida. Nada tem a ver com seus pais ou com você entrar de branco em uma igreja.

As duas imaginaram a cena e começaram a rir. Realmente, era difícil imaginar Carol entrando de branco em uma igreja. Não fazia o estilo dela nem de Andreia, na verdade. 

– Preciso te pedir uma coisa – Carol falou enquanto abria os olhos e se aproximava de Andreia
– Tudo o que você quiser, minha criança. 
– Quero que você conheça meus pais 

Andreia ficou um pouco nervosa. Essa coisa de conhecer pais relembrava a adolescência, época que ela não foi nem um pouco feliz. Mas por Carol, tudo era possível. 

– Lógico, meu amor. O que você quiser.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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