Brincadeiras do destino – Cap 42

Andreia tirou a caxinha das mãos de Carol, ajoelhou na cama, assim como tinha feito quando prometeram que iriam luta por aquele relacionamento. Carol foi atrás e se ajoelhou na frente

Andreia enquanto ela segurava aquela pequena caixinha.

– Você não pode me fazer chorar. É injusto – Carol falou como se quisesse quebrar o silêncio e a tensão que estava no ar.
– Choro de alegria sempre pode

Andreia tirou o pequeno objeto do lugar, colocou a caixinha de veludo em cima da mesa que tinha ao lado da cama, voltou para a posição e com os olhos cheios de lágrimas, conseguiu buscar a alma de Carol através do olhar. Era linda aquela alma. Era só dela aquela alma.

– Carol, você me mostrou uma vida completamente diferente. Me fez chorar e sorrir com uma intensidade que nem eu conhecia. Me fez descobrir o céu e o inferno em horas e me fez perceber que o melhor da vida é dividi-la com quem nos ama, nos respeita e nos quer bem. Eu te amo mais do que você imagino, te quero bem e te quero pra sempre ao meu lado. Você aceita casar comigo?

A menina estava chorando tanto que mal conseguiu balbuciar um ‘Sim’. Apenas moveu a cabeça, confirmando a resposta, e esticou sua mão direita para que a namorada, agora noiva, colocasse o anel de compromisso. Não era nenhuma jóia caríssima, mas era a coisa mais linda que Carol poderia sonhar. E nem nos melhores sonhos, seria tão bom como estava sendo.

Andreia abraçou Carol e as duas caíram de volta nos travesseiros. Riram e se beijaram apaixonadamente selando aquele momento com o que tinham de mais puro e sincero dentro de si. Era a vida sorrindo para elas. Era o universo dando uma trégua e permitindo que elas fossem felizes. Era o mundo conspirando para que o amor vencesse.

– Você é louca – Carol falava enquanto se aninhava nos braços de Andreia e admirava o anel, que coube perfeitamente em seu dedo.
– Louca por você
– Clichê também.
– O amor é cheio de clichês
– Desde quando você vem pensando nisso?
– Há um tempo. Eu ia fazer o pedido no nosso aniversário de namoro, mas depois de tudo que aconteceu nos últimos dias quis garantir você logo. Vai que resolve aparecer uma ex sua de novo?
– Ou sua, né?

As duas riram, se abraçaram e rolaram pela cama. A verdade é que lá no fundo ainda doía um pouco lembrar de Diana e Suzana. Mas isso ia passar. Já estava passando e a tendência era cair no esquecimento de vez. Ou pelo menos, naquele lugar da nossa memória reservado para as coisas que doem. Aquele lugar escondido, que só aparece quando algo o traz à tona.

Andreia deu um beijo em sua, agora, noiva. Colocou um de seus camisetões, foi ao banheiro e depois seguiu para a cozinha. Voltou com duas taças de vinho e um biscoito para matarem a fome. Carol já estava de cueca e camiseta e recebeu a companheira na cama. Sentaram, se abraçaram, ligaram o som e deixaram o quarto à meia luz.

– Tenho uma coisa para te contar também – Carol disse enquanto Andreia cantarolava a música que estava tocando
– Ai meu Deus. Vou infartar? – A felicidade de Andreia era contagiante. Ela estava fazendo piada com tudo e sorrindo à toa.
– Não sei. Espero que não.
– Fala logo, criança. Fala logo.
– Eu decidi pedir demissão
– E vai virar minha escrava sexual em troca de comida, casa e roupa lavada? Apoiado!
– Não, sua boba. Decidi voltar para a faculdade.

Andreia sentou de frente para Carol na cama e sem falar nada abriu um largo sorriso, ergueu sua taça para um brinde e quando a menina encostou a taça na dela, Andreia falou:

– Obrigada.

Beberam a taça de vinho, comeram alguns biscoitos e foram para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Era engraçado estarem noivas quando elas já viviam como casadas.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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