Brincadeiras do destino – Cap 41

Sozinha no banheiro, Carol já tinha tirado sua roupa e estava apenas de calcinha e sutiã, sentada na beirada da pequena banheira que tinham com a mão testando a temperatura ideal. O chuveiro ainda ligado enchendo o que faltava a isolada de qualquer barulho além da porta do banheiro.

No quarto, Andreia estava tirando sua calça jeans e a jogando no canto, onde já estava sua blusa suja. Jogou fora a caixinha do remedio tarja preta, que ela tinha tomado na noite passada, que ainda estava em cima da estante. A garrafa de vinho vazia, ela levou até a cozinha. Abriu a última porta do armário onde guardava alguns desenhos antigos e caixas cheias de fotos velhas. Era ali que ela tinha escondido o presente de Carol.

A água já estava quente o suficiente para fazê-las relaxar. Carol chamou Andreia enquanto terminava de tirar a roupa e já entrava na banheira. A água que transbordou de leve era pouca e as toalhas postas em volta deram conta de secar. Quando Andreia entrou no banheiro ficou por alguns segundos apreciando sua menina deitada em sua banheira, nua e coberta por água e espuma. Era apaixonante aquele clima de início de namoro que nunca ia embora.

– Vem. Tá uma delícia.
– Você ou a água?
– Quem tem que responder isso é você
– Fechas os olhos rapidinho
– Eu já te vi nua, amor.
– Eu sei, sua boba. É outra surpresa.

Carol fechou os olhos e começou a brincar com as mãos na água. Enquanto isso, Andréia terminava de tirar a calcinha e o sutiã que ainda vestia, apagava as luzes do quarto do lado de fora, preparava o ambiente e, finalmente, entrava na banheira para acompanhar Carol.

Mais um pouco de água transbordou. Dessa vez as toalhas ficaram enxergadas, mas deram conta e não deixaram o banheiro ficar muito molhado. Andréia se apoio nas duas bordas e com carinho, delicadeza e calma, conseguiu encaixar seu corpo em cima do de Carol. Suas pernas encaixadas faziam o fogo ascender.

– Você sabe que quando fazemos sexo na banheira, o banheiro fica inundado, não sabe? – Carol falou com uma voz de quem estava ficando nervosa ainda sem abrir os olhos.
– Eu não me importo de enxugar depois, além do mais, não precisamos nos mexer muito.
– Não?
– Não. Confia em mim.

Andréia então beijou Carol sem se mexer muito. Ordenou que a menina continuasse de olhos fechados. Se apoiou com uma das mãos no fundo da banheira e com a outra puxou, de leve, mas firme, os cabelos de Carol, que gemeu ao sentir ser dominada por sua mulher. Andreia riu do gemido de Carol e começou a beijar o pescoço, ou a parte dele que estava para fora da água bem devagar. Sua língua fazia desenhos e círculos no lóbulo da orelha de Carol, que se contorcia como dava naquele espaço apertado.
Andreia não demorou, nem quis demorar, a chegar nos seios de Carol e daí seguir para o interior de suas coxas.

– Não se mexe muito. Olha a água transbordando – Andreia provocava Carol, que tentava de toda forma permanecer imóvel.

O sexo entre elas era sempre perfeito e exato. Carol teve orgasmos deliciosos dentro da água. Aproveitou o fato de estarem no banheiro para se permitir um pouco mais e barulho do que o normal. Parecia mesmo que Diana e Suzana tinham ficado para trás de vez. Quando Carol pôde abrir os olhos a primeira coisa que viu foi o sorriso vitorioso de Andreia acima dela. Riu sem graça, pela primeira vez em anos.

– Tem alguém sem graça aí? – Andreia percebeu
– Nem lembrava como era se sentir assim…
– Assim como?
– Apaixonada, boba, vulnerável…
– Arrependida?
– Por enquanto não e espero que continue assim!
– Se depender de mim….
– Eu sei, meu amor. Eu sei.

Carol puxou Andreia para um longo beijo que fez os corpos estremecerem mais uma vez. Era a vez da menina mostrar o que queria para sua mulher. Carol estava começando a descer sua mão para a cintura de Andréia, já mirando outras coisas quando a mais velha interrompeu.

– Vamos para a cama?
– Mas e o banho?
– Tomamos depois. Sei que vamos precisar mesmo!

E assim foram. Enxugaram apenas os pés e um pouco do corpo, sem se preocuparem muito em estarem molhadas. Andreia segurou a maçaneta da porta do banheiro e quando Carol se aproximou dela para sair, Andreia tampou os olhos de sua menina com uma das mãos.

Cruzaram a porta e o cheiro de velas invadia o ambiente. Carol podia sentir que Andreia estava preparando algo. Quando a menina finalmente pôde ver, o quarto estava com velas por todos os cantos e a luz apagada. A cama, estava pronta para elas deitarem. Andreia adorava fazer isso.

Carol não falou nada. Beijou Andreia com todo o tesão que tinha em si, toda a vontade e todo o calor de seu corpo. A levou para a cama e a jogou enquanto continuava de pé. Andreia caiu com as pernas levemente abertas, ainda olhando para sua menina que nessas horas se transformava em uma mulher fogosa e quente. Carol não deitou junto de Andreia, se ajoelhou na beirada da cama, puxou a mulher pelos dois tornozelos, até que ela estivesse sentada bem na ponta da cama. Com um olhar bem sedutor, Carol passou a língua pelos lábios e sem nem pensar duas vezes, presenteou Andreia com o que ela fazia de melhor: oral.

Andreia não se preocupou por não estarem no banheiro ou não, se permitiu gemer no volume que seu corpo mandava. Foi um dos melhores orgasmos que ela conseguia se lembrar. Foi de deixar qualquer uma extasiada durante muito tempo.
Carol se deitou ao lado de sua mulher e ficou passando a ponta do dedo por aquele corpo que tanto amava. Ria do êxtase de Andreia e falava que queria mais, muito mais dela. Andreia tentava respirar enquanto dizia o quanto sua menina era boa naquilo. Era praticamente uma profissional, segundo ela.

– Vamos deitar no travesseiro. Vem – pediu Andreia.

Deitaram em seus respectivos lados da cama e assim que apoio a cabeça no macio, Carol sentiu algo a incomodando. Colocou a mão embaixo do travesseiro de sempre e tirou de lá uma caixinha de veludo preta. Seu coração disparou e parou ao mesmo tempo. Ela desconfiava o que aquilo significava, mas não poderia imaginar. Foi pega de surpresa. Andreia estava olhando diretamente em seus olhos. Ela estava emocionada, quase chorando.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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