Brincadeiras do destino – Cap 37

Dito e feito. Andreia acordou cambaleando de madrugada e se apoiando em todos os móveis, chegou até o banheiro para vomitar. Tinha bebido demais, comido de menos e para finalizar o remédio tarja preta não podia, em hipótese nenhuma, ser tomado com álcool. Carol ouviu quando a namorada tropeçava nos móveis e correu para segurar o cabelo enquanto ela colocava tudo para fora.

– Sai daqui. Não quero que você me veja assim – Andréia sussurrou enquanto tentava empurrar Carol para fora do banheiro

– Para de besteira, mulher! Eu estou praticamente casada com você.

As palavras de Carol, mesmo que em um tom de briga fizeram Andreia sorrir por dentro. Gostava de ouvir esse tipo de discurso de sua namorada, atual companheira. Mas aí, ela lembrou do real motivo da bebedeira, lembrou de Suzana toda arrumada e linda levando sua menina embora. Colocou o que não tinha mais no estômago para fora.

Era assim que as coisas iam terminar. Ela já tinha sentido isso desde o inicio e não fez questão de prevenir nada. Era como uma vingança velada contra Carol. Já que ela a trocou por Suzana, passaria a noite cuidando de seu mal estar.

O dia amanheceu com Andreia sentada no sofá tomando um chá preparado por Carol. As duas estavam lado a lado. A arquiteta avistou a hora em um relógio que fica na mesa de centro da mesa e se deu conta que o despertador do celular já devia estar cansado de gritar no quarto.

– Precisamos nos arrumar, já está na hora.
– Não está nada. Eu não vou trabalhar hoje e nem você.
– Como assim?
– Eu avisei minha chefe ontem quando cheguei que não ia trabalhar e você, claramente, não tem condições.

Andreia ficou calada. Gostou da atitude de Carol de pedir para ficar em casa e sabia que não tinha condições de ir trabalhar também. Ficou quieta e terminou o chá. O enjoo estava passando, mas a dor de cabeça não. Ela estava sendo atormentada por pensamentos sobre a noite passada.

– Como foi o jantar?

A pergunta ia surgir mais cedo ou mais tarde e Carol riu com o quão cedo Andreia arriscou.

– Isso tudo é por causa do jantar, né?

Não precisava de resposta. Andreia apenas mexeu os ombros enquanto bebia o ultimo gole do chá e colocava a xícara na mesinha ao lado do sofa e olhava para baixo. Não queria encarar Carol, estava com medo de chorar e se entregar.

A menina percebeu a insegurança e o desespero nos olhos baixos de sua namorada. Se aproximou, a abraçou e a puxou para perto de si. Deixou que Andreia deitasse em seu peito e falou o discurso que estava preso na garganta desde a noite anterior.

– O jantar foi ótimo

Andreia não gostou muito da resposta e tentou se desvencilhar do abraço de Carol. A menina não deixou e a apertou um pouco mais. Sabia que tinha incomodado.

– Foi ótimo mesmo. Ela é uma amiga antiga e foi engraçado relembrar coisas do passado. E foi melhor ainda porque mesmo com todas as investidas dela eu tive a maior certeza do mundo que é com você que eu quero ficar.

– Então quer dizer que ela realmente queria algo com você? Eu sabia, aquele vestido não me enganou…

Na mesma hora Carol percebeu que Andreia não tinha visto o vestido de Suzana. Pelo menos, não a principio. Afastou a companheira de si e olhou com uma cara de interrogação que fez Andreia rir e ficar vermelha.

– Eu estava lá no shopping te esperando, de surpresa, quando você me ligou…

Carol olhou para a namorada e sem falar nada apenas a beijou. Um beijo longo, demorado, terno e cheio de promessas. O dia seria só delas e elas não queriam mais nada além disso.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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