Brincadeiras do destino – Cap 31

Andreia aguardava Carol com uma sacola vinda do restaurante chinês. Era o jantar da segunda. A noite ia ser longa, não da melhor forma possível, mas longa. Quando Carol chegou no carro, Andreia estava ouvindo uma música lenta e com a cabeça jogada para trás, apoiada no encosto, quase uma linda visão para Carol se não fosse a insistente presença da tal morena em sua mente.

– Será que essa linda pode me dar uma carona? – Carol falou enquanto já batia a porta atrás de si e dava um beijo rápido no rosto de sua mulher.

– Essa linda está cansada, mas fará um esforço. – e com a piada o carro já cruzava metade do estacionamento em direção à saída.

O trajeto até em casa foi quase que silencioso pontuado por algumas perguntas rotineiras de como foi o trabalho e como estava a outra. Carol começou a esquecer a tal morena enquanto segurava a mão de Andreia em cima do câmbio do carro. O cheio da comida as deixavam com mais fome ainda.

Largadas no sofá da sala, só de camiseta e calcinha as duas se deliciavam com o jantar improvisado. Uma garrafa de vinho as acompanhava e rendia boas risadas com as milhões de histórias que Andreia contava do expediente extra daquele dia. Carol não queria falar do seu dia de trabalho, estava com medo das lembranças daquela tarde. Finalmente, a morena tinha saído de sua mente e não precisava voltar. Pelo menos, não por enquanto.

O dia seguinte seria tão longo quanto este. As duas levantariam cedo, trabalhariam o dia todo e voltariam para o apartamento delas. Andreia jogou fora as caixinhas da comida, lavou a pouca louça que sujaram e ajudou Carol a arrumar a casa, que estava um pouco bagunçada. Coisa de casal. Foram juntas esquentar os corpos no banho e aproveitaram para namorar um pouco. Beijos, carinhos, declarações e sorrisos mostravam que tudo tinha ficado para trás. Diana era apenas uma péssima memória e o que mais importava agora era o futuro. Foram dormir abraçadas.

A noite corria como era esperado. Ainda abraçadas, se moviam em uma coreografia de quem só dorme com o amor, entende. Em certo momento a tal morena e seus olhos penetrantes vieram à mente de Carol. Não da mesma maneira que estavam no shopping, mas de uma forma mais agressiva, digamos. No sonho, a morena levantava do banco onde tinha passado a tarde, entrava na loja e entre vendedoras e clientes e ia direto no caixa, onde Carol a esperava.

A morena sorria e esticava a mão, convidando Carol a sair detrás do balcão. A vendedora, ainda assustada, seguia a morena que a levava, em frente a todos, para uma das cabines e lá, com um sorriso de canto de boca, beijava Carol sem piedade. Até no sonho, Carol lembrava de Andreia, mas nada fazia para que o beijo parasse. Em poucos instantes as mãos da tal morena já jogavam a roupa de Carol pelo chão e descobriam os caminhos tão usados por Andreia. Carol começou a suar dormindo.

O sexo na cabine, no sonho de Carol, se desenrolava como se fosse uma coreografia super treinada. As coisas não estavam ruins, mesmo Carol pensando em Andreia. A tal morena tinha um jeito especial de tocar Carol, era como se já conhecesse o que ela gostava e o que ela não gostava. A beijava no pescoço, mas sem chupões. Lambia sua orelha, mas sem exageros, Carol não gostava de quase ficar surda. E por fim, a morena virava Carol de costas e arranhava, bem de leve, suas costas.

Antes de gozar, Carol lembra de ter ouvido a morena sussurrar em seu ouvido: “sentiu minha falta?”

Carol acordou toda suada e molhada, em todos os lugares do corpo. Ela tinha voltado. Sua morena tinha voltado.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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