Brincadeiras do Destino – Cap 27

Se beijaram e fizeram o primeiro amor como quase-casadas.

A noite tinha sido romântica e perfeita. Exatamente o que o casal estava precisando para voltar a ter um rumo. Dormiram nuas e abraçadas, como já tinham feito tantas outras vezes.

O dia seguinte era sábado e elas precisavam de um fim de semana só para elas, igual aqueles que os casais gostam de ter no inicio do namoro.

Carol havia dormido feito um anjo com o corpo enroscado no de Andreia. A mais velha tinha sido atormentada por pesadelos incessantes durante a noite. Sonhou com Diana, com suas risadas, com ela voltando e acabando com sua alegria mais uma vez. Acordou cedo, agitada e prometendo a si mesma que não deixaria seu passado estragar seu futuro. Prometeu.

Aproveitou que tinha acordado cedo, tomou um banho, colocou uma roupa bem leve de ficar em casa e foi preparar um super café. Esquentou o pão, fez o café com leite do jeito que Carol gostava: mais café e bem pouco açúcar. Preparou a bandeja com uma flor, guardanapos e deixou na mesa de cabeceira da cama para acordar sua mulher.

Desperdiçou alguns segundos apreciando aquele pequeno corpo que tanto amava esticado em sua cama. A mesma cama onde Diana tinha estado com ela. O pensamento voltava quando ela menos esperava. Andreia sacudiu a cabeça, afastou o passado mais uma vez e se juntou a Carol na cama dessa vez, com outros objetivos.

Os beijos de Andreia em Carol começaram no pescoço e precisaram ficar mais fortes para que a menina despertasse. Antes mesmo de abrir os olhos, Carol começou a retribuir os beijos no pescoço de Andreia. Sem falarem nada, Carol tirou a pouca roupa que Andreia tinha colocado e em poucos instantes estavam acordando novamente, mas com outras sensações. Andreia deitou Carol embaixo dela e percorreu todo seu corpo com beijos, esqueceu a língua no bico do seio um tempo, o que fez Carol se contorcer embaixo dela. Andreia sorria com o triunfo. Não demorou muito para Carol virar o jogo e ficar por cima de Andreia, que já estava na metade do corpo de sua mulher. A posição perfeita. Andreia deitou e Carol, gentilmente, sentou sobre o rosto de sua namorada. Estava dado o bom dia.

O café com leite frio estava tão gostoso quanto estivesse sido feito na hora. O pão, já meio duro matou a fome das duas que estavam sentadas, encaixadas, rindo de alguma besteira falada. Com os corpos ainda nus elas dividiam a cama com o lenço bagunçado e os travesseiros desarrumados. Tudo parecia perfeito para elas. Tudo estava perfeito para elas.

Andréia foi a primeira a levantar, recolheu sua roupa, foi ao banheiro e colocou a camiseta, ficando sem nada por baixo. Carol vestiu um pijama qualquer que estava solto no armário e as duas foram para a cozinha lavar a louça e arrumar a casa. Já dividiam a rotina como um verdadeiro casal e isso as animava mais do que tudo.

Eram beijos pra lá, beijos pra cá, tudo parecia estar perfeito demais. E como a lei da vida ensinou, quando tudo está perfeito demais é o momento em que algo acontece e quebra esta linda harmonia. E foi o que aconteceu com elas.

Já passava das 4 da tarde e o casal tinha acabado de almoçar uma coisinha rápida que improvisaram com o que tinha na geladeira. Acabaram com uma das garrafas de vinho da pequena adega que ficava no canto da sala e estavam jogadas no sofa rindo e vendo um filme bobo desses de comédia romântica. Era o suficiente para elas.

Andréia precisou ir ao banheiro e quando voltou aproveitou para trazer os dois celulares que estavam esquecidos no quarto desde cedo. Não precisavam de mais ninguém junto com elas. Se ela soubesse teria desligado os dois e escondido para sempre. Uns cinco minutos depois dela voltar, seu celular apitou um barulho de mensagem. Ela achou estranho ja que ninguém mandaria alguma coisa essa hora, pegou o aparelho e pela posição, ela e Carol olhavam para a mesma tela ao mesmo tempo. Era Diana.

Não consigo esquecer nossa despedida. Quero você de novo, quero você pra sempre. Não quero desistir de você.

Carol levantou do sofá sem dizer uma palavra. Andréia apagou a mensagem e foi atras de sua menina. Quando chegou no quarto viu sua mulher se arrumando para sair. Ficou tensa e começou a chorar, se controlou para não surtar.

– Você vai embora?
– Não. Só preciso de um ar fresco.
– Quer que eu vá junto?
– Acho melhor não. Preciso clarear a mente.

Carol passou por Andréia e a beijou no rosto e falou bem baixinho:

– Preciso encontrar forças para aguentar isso. E eu quero muito aguentar, por você, por nós.

Carol não deu tempo de Andréia responder, pegou sua chave e saiu. A única esperança de Andréia é que Carol não tinha feito mala, nem nada. Ela iria voltar. Tinha que voltar.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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