Brincadeiras do destino – Cap 2

Andreia nunca tinha sentido nada igual, aquele fogo, aquela vontade louca de viver. Aquele desejo que parecia insaciável.

A maneira que Andreia e Carol tinham se conhecido, e como tudo tinha começado já nos deixa a pista de que esse romance não seria igual a todos os outros, e as duas vão sentir isso na pele.

Depois daquele primeiro encontro, um tanto quanto, pertubador, Andreia decidiu que não seria ela a próxima a tomar uma atitude, afinal de contas aquela ida na loja depois da “ficada no provador” já tinha contado como umas três tomadas de atitude. Pelo menos na cabeça dela.
Carol não estava esperando que Andreia fosse procura-la, conhecia o tipo. Quieta, calada, timida e cheia de pudores e vergonha. Na verdade não estava afim de que o lance continuasse, sabia que era garota problema na certa. Foi bom se divertir com ela no provador, mas não queria nada além.

Uma semana se passou e nenhuma das duas tomaram atitudes. Andreia volta e meia arrumava desculpas para ir ao shopping, para “acidentalmente” cruzar com Carol, e como obra do destino, não a encontrou nenhuma vez, mesmo passando na vitrine da loja dela umas 3 vezes, sem um motivo real.
Carol, por sua vez, não ligou nem mandou mensagem, mas sempre que podia dava um pulinho no estoque para olhar o celular, mais vezes do que o normal. Coisa que até hoje ela não admite.

Tudo parecia continuar não dando certo, até que naquela quinta feira, Andreia resolveu correr na praia, como já era de costume. Já passava das 20h e ela gostava daquela tranquilidade do calçadão. Era ela, os fones com música bem alta e o cheiro de maresia. Cheiro bom né?
As quintas Carol saía mais cedo e naquela noite tão linda, achou injusto ir para casa. Resolveu andar na praia, beber uma cerveja bem gelada e olhar o mar. Ele é tão lindo né?

Bom, Andreia correndo, Carol sentada no calcadão, mas não seria fácil assim. Andreia quando estava correndo não prestava atenção em nada e foi justamente assim que passou por onde Carol estava sentada. Já Carol, sentada meio que de lado – para ver quem andava e para ver o mar – na mesma hora reconheceu Andreia e seu corpo, que ela tanto tinha sonhando nas ultimas noites. Chamou por ela umas 3 vezes, mas a música alta fez com que Andreia passasse sem nem dar bola. Carol e toda sua irritação por ter sido ignorada, levantaram da cadeira assim que Andreia passou e foram correndo atrás dela. Nessa hora o cigarro mostrou o porque de ser chamado de droga. Quase colocando o pulmão para fora de tanto tossir, Carol finalmente alcançou Andreia com um belo tapão nas costas. Foi assim que ela conseguiu chamar a atenção da corredora. Pronta para começar a brigar, Andreia virou para trás e quando deu de cara com um meio sorriso de alguém bem cansada, mas alguém bem conhecida, riu e deixou seu coração acelerar a vontade. Era ela.

– Porra, não vai falar comigo não? – Carol era sempre delicada assim
– Depende, se na próxima você não vier me cumprimentar com um tapão nas costas

E o amor nasce lindo, não é mesmo?

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem um comentário

  1. Sandy Kamila Teobaldo Xavier

    Mto boa essa história, espero os proximos capitulos ansiosa ;).

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