Brincadeiras do destino – Cap 19

Andreia passou uma manhã tranquila no trabalho, era o que mais precisava, até porque na sua casa as coisas já estavam bem agitadas. Resumindo, Diana tinha voltado do nada e disposta a voltar da onde tinha saído, Carol entrou na “disputa” onde o prêmio era Andreia. Ah sim, e nessa manhã, Andreia tinha chamado Carol para mudar para o apartamento dela. Tudo isso em pouquíssimos dias. É….as coisas estavam bem agitadas mesmo na vida pessoal dela.

Eram mais ou menos 12h30 quando o celular de Andreia tocou, o número não era estranho mas não estava no nome de ninguém. Deixou tocar umas duas vezes e aí sim atendeu.

– Será que finalmente vou reencontrar minha filha preferida hoje?

Andreia nunca esqueceria daquela voz. Era a mãe de Diana com seu sorriso fácil, que até pelo telefone era possível senti-lo. D. Celia era uma senhora diferente. Vivia arrumada, do tipo bem perua, do tipo o oposto de sua filha. A verdade é que D. Celia se dava melhor com Andreia do que com Diana. E pelo visto ela estaria junto no tal almoço. Tinha sido um golpe baixo de Diana.

– Oi D. Celia, quando tempo mesmo! Pelo visto então, vamos almoçar juntas!
– Eu e Diana já estamos naquele restaurante natureba aqui perto do seu trabalho! Você vai demorar?
– Acho que não, vou fechar algumas coisas e aí desço para encontrar vocês, tá bom?
– Então vem logo que eu to com saudade e tem muito papo para atualizarmos, ainda mais agora que a nossa menina voltou!

D. Celia sempre amou o relacionamento das duas e como era super mente aberta, acolheu o namoro desde o início. Gostava da responsabilidade que Andreia colocava na cabeça de Diana e sabia que sua filha magoou muito Andreia quando sumiu de um dia para o outro. Se sentia um pouco culpada até.

Andréia desceu, mandou uma mensagem para Carol para garantir: “Amor, estou indo almoçar, quando puder me mande noticias suas, te encontro mais tarde na NOSSA cama! ;)” e assim com o NOSSA em letra maiúscula ela quis reforçar tudo que tinham conversado de manhã no carro.

O restaurante natureba ficava no prédio ao lado da onde Andreia trabalhava, e ela almoçou algumas vezes lá com Diana antes de tudo acontecer. E depois que ela foi embora, nunca mais voltou lá, até porque nem era muito fã da comida mesmo. Ainda na porta pode ouvir a risada estridente e gostosa de D. Celia.

– Minha filha! O que estão fazendo com você? Porque você está tão magrinha? – D. Celia era do tipo que achava que mulher tinha que demonstrar riqueza pelo tamanho da barriga, e por ela as duas comeriam o dia inteiro e nada de ser vegetariana como sua filha tinha inventado. O bom mesmo era carne.
– É só a malhação e as minhas corridas noturnas na praia D. Celia, estou muito bem alimentada, não se preocupe
– Relaxa mãe, a nova namorada, ou o que quer que ela seja, está cuidando direitinho dela

Diana não estava ali para brincadeira, tinha levado a mãe para mexer com os sentimentos de Andreia e antes mesmo de pedirem a comida, estava jogando bem baixo.

– Com certeza deve estar tratando melhor do que você tratou. – Andreia adorava as verdades que D. Celia falava, não importa a quem atingisse.

– Na verdade eu estou me cuidando muito bem e tenho malhado e corrido todo dia a noite. –
Andreia preferiu encerrar a discussão rapidinho.

– Bom, vamos pedir? Tenho só 1 hora de almoço. – Andreia até podia ficar mais, mas não queria, por mais que estivesse com saudades de D. Celia, queria mesmo era acabar logo com aquela palhaçada e não via a hora de Diana perceber o quanto ela não tinha mais chances.

Do outro lado, Carol saiu para almoçar era 13:15, viu a mensagem de Andreia e ficou rindo que nem uma boba. Ligou para sua namorada já com aquela voz de criança apaixonada pronta para atender ela. Chamou, chamou, chamou até cair na caixa de postal. E aí Carol lembrou do tal almoço com Diana. Seu estomago revirou só de pensar nas duas sozinhas juntas, conversando em algum lugar ali perto. Ligou de novo, e nada.

Andreia, doida para sair do almoço esqueceu de um pequeno detalhe. Seu celular estava no silencioso e dentro da bolsa, por mais que quisesse muito ir embora esqueceu de pega-lo.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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