Brincadeiras do destino – Cap 18

O dia amanheceu com a promessa de que seria tudo meio diferente. Diana cochilou no sofá depois de pensar muito sobre tudo que tinha mudado. Andreia e Carol dormiram agarradas, nuas, como costumavam fazer sempre que Carol passava a noite ali. Acordaram com o despertador de sempre, primeiro Andreia e depois Carol. Se espreguiçaram com os corpos ainda grudados, deram um beijo daqueles bem quentes para acordar e foram direto para o banho. Juntas.

Diana foi despertada pelo seu relógio biológico, que a acordava às 5h30, mais ou menos. Aproveitou o sol que estava querendo nascer, e foi para a varanda assistir o espetáculo da natureza que ela tanto gostava. Começou a preparar o café e arrumar a mesa, sabia exatamente do que Andreia gostava, ou pelo menos, achava que sabia. Já passavam de 8h30 quando Carol e Andreia sairam do quarto, rindo e já prontas.

– Déia, fiz o café bem forte e pensei em fazer uma torrada com mel, do jeito que você gosta, quer? – Diana ignorou o ciúmes que a tinha tomado por ver os sorrisos das duas e se fingiu de melhor amiga. Estava decidida.

– Nossa, faz tempo que não como torrada com mel, acho que enjoei. Mas obrigada, estamos em cima da hora, vamos comer algo ali no posto, deixo a Carol no trabalho e vou pro meu! – Andreia estava se sentindo meio mal no meio daquela briga toda, mas estava certa que não queria abrir a porta para Diana. Não caíria nessa armadilha de novo.

Diana riu, fingiu que estava tudo bem e disse que não tinha problema. Carol se despediu super simpática e junto com Andreia se encaminhou para a porta. Sabia que tinha ganho o 1 round.

– Andreia, você ainda trabalha no mesmo lugar né? Posso passar lá para almoçar com você? – Diana tirou essa sacada da manga. Nem Andreia, nem Carol esperavam por essa.

– Acho que pode sim. Me liga antes, tá bom? – Andreia não teria como negar a esse convite assim, tão direto.

Carol e Andreia entraram no elevador em direção ao estacionamento. Como faziam todas as manhãs, foram se beijando até a porta abrir na garagem. Os porteiros já estavam tão acostumados, que nem viam mais graça em ficar olhando pelas cameras.

Entraram no carro e saíram em direção ao posto, onde sempre paravam para tomar café da manhã e aí Carol falou o que estava preso desde o dia anterior.

– Eu preciso me preocupar com você e a Diana? – a voz saiu meio baixa, meio com vergonha, mas na verdade era medo da resposta mesmo.

– Minha linda, você não tem nada o que se preocupar! Eu juro! Eu sou completamente sua e completamente apaixonada por você, tá bom? – Antes mesmo de ligar o carro Andreia fez questão de esclarecer todas as dúvidas de Carol e para provar lhe deu um daqueles beijos que não se dá todo dia. Daqueles que te fazem lembrar o porque de estarem juntas.

– Posso então pedir uma coisa? – Carol tinha um pedido a fazer, relativamente simples, mas importante.

– Qualquer coisa que você quiser minha pequena! – Andreia foi ligando o carro enquanto Carol continuava a falar. As duas estavam em cima da hora.

– Posso dormir aqui todos os dias, enquanto ela estiver? – Carol ficou com medo de Andreia não querer, afinal elas estavam namorando a tão pouco tempo que não teria porque casarem tão rápido.

– Dormir e acordar todos os dias olhando para você, beijando você, tendo você? Acho que não preciso nem pensar duas vezes! Sem querer parecer apressada, mas essa casa é sua também. – E assim Andréia mudava o rumo da vida das duas, mesmo achando que era uma coisa momentanea, tudo iria mudar. Por enquanto era só uma boa sensação nas duas.

Aí Andreia lembrou do almoço com Diana. Deu frio na barriga. Não do tipo borboletas no estomago mas do tipo, não sei o que vai acontecer no almoço.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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