Brincadeiras do destino – Cap 1

olá olá. Preparadas para novas emoções? História nova começando hoje! o/

Andreia adorava se sentar na beira da praia a noite para pensar. Ela, e seus pensamentos, que já eram bem barulhentos eram o suficiente por aquela noite. As coisas iam bem na vida de Andreia, um bom emprego, uma apartamentinho que era só dela, seu cachorro e Carol. Pois é, Carol as vezes podia ser uma problema na vida de Andreia.

Andreia, 27 anos, design uma das principais na empresa onde trabalhava, chefiava uma equipe de mais 4 designers junior. Ganhava bem o suficiente para se sustentar sem problemas, mas também sem grandes luxos. Era centrada, não fumava e só bebia socialmente, mas era socialmente mesmo! Tinha alguns poucos amigos, mas fiéis, daqueles que você traz de muitos e muitos anos atrás. Era a mãezona do grupo, mesmo que não fosse a mais velha.

Carol, 25 anos, começou a faculdade de Letras e de Educação Física, mas não terminou nenhuma das duas. Trabalhava como gerente em uma loja e quando podia fazia uns bicos em eventos (de preferência os que tinham gringos, pagavam melhor!). Morava com a irmã e ajudava como podia nas contas de casa, o que não era muito, não levava nada muito a sério, gostava de fumar e de beber socialmente, mas fazia social quase todos os dias. Seu celular era cheio de números de amigos, mas nem todos eram tão amigos assim.

Completamente diferentes, do tipo óleo e água, que não se misturam. Mas de alguma maneira elas encontraram um meio termo onde um romance poderia existir.
Se conheceram na loja que Carol trabalhava há uns 2 anos atrás, Andreia entrou olhando umas roupas, Carol foi atende-la e 3 minutos depois estavam agarradas no provador. Não era a primeira vez que Carol fazia isso, mas foi a primeira vez que ela passou o resto do dia pensando naquela menina bonita de cabelos lisos.
Uma semana depois, Andreia voltou a loja, foi direto até a Carol e sussurrou bem baixinho no ouvido dela:

– Não sou mulher de provador, me liga quando sair.

E enquanto isso colocou no bolso da calça jeans de Carol um papelzinho com seu nome e telefone.

Sem decepcionar, Carol ligou para o número no papel assim que foi liberada pela chefe. Ela não era de namorar sério não, mas tinha gostado da atitude daquele menina que aprecia tão séria e quietinha.
A verdade é que Andreia nao fazia esse tipo de coisa, mas depois de passar dois dias pensando na vendedora da loja com uma tatuagem nas costas, resolveu se arriscar e aproveitou para parar de sofrer por um relacionamento que tinha acabado de acabar.

Se encontraram em um barzinho na beira da praia, desses quiosques que ficam vazios e abertos até tarde. Andreia achou Carol linda, mas não gostou da ideia dela fumar. Aquele cheiro a incomodava muito. Mas o papo era bom, então resolveu aturar.
Já eram quase duas da manhã e Andreia comecou a se despedir, dizendo que tinha que trabalhar no dia seguinte, o que não era mentira, e disse que levaria Carol até a casa dela, ou o mais próximo possível. Carol aceitou a carona e ficou em um ponto de táxi bem perto da casa de Andreia, dizendo que morava muito longe e ela não precisava se preocupar.

Antes de sair do carro deu um beijo, daqueles de tirar o folego, em Andreia e falou para ela:

– Não vejo a hora de te ver de novo, menina do provador

E com um sorriso provocante nos lábios, saiu do carro, bateu a porta e sem olhar para trás entrou no táxi que estava no ponto.

Andreia nunca tinha sentido nada igual, aquele fogo, aquela vontade louca de viver. Aquele desejo que parecia insaciável.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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