Brincadeira do destino – Cap 38

O dia prometia ser daqueles de deixar qualquer um com inveja. Carol e Andreia já estavam de volta na cama e curtiam os corpos quentes e sem roupa estirados na luz do sol que entrava pelas frestas da janela. Com o dia de folga nada as atrapalhariam. Andreia já estava boa, sem enjoo e sem dores de cabeça. Já tinha vomitado tudo que podia e não podia. Os chás de Carol a curaram.

Depois de saber que a namorada a estava esperando na porta do shopping, Carol fez ainda mais questão de cuidar de Andreia. Em todos os sentidos possíveis. Os risos soltos as aproximavam ainda mais. Os beijos eram molhados e cheios de vontade, assim como a cama, remexida, molhada e cheia da vontade do casal.

Andreia levantou da cama, ainda sem roupa e foi até o banheiro. Disse que precisava tomar um banho para preparar o almoço. A fome a dominava, afinal de contas, precisava repor o que tinha perdido. Ligou o chuveiro, mais para gelado, estava com calor. Foi até a pia e lavou o rosto, como sempre fazia. Mergulho nas mãos cheias de agua e enquanto estava de olhos fechados sentiu o pequeno corpo de Carol a abraçar por trás, enquanto as mãos da menina surpreendiam pela frente, agarrando seus seios e combinando os movimentos com os beijos dados nas costas. Carol era incansável e Andreia adorava isso nela.

Sem deixar que Andreia falasse algo, Carol virou o corpo da namorada para si, a colocou em cima da pia e ficou de joelhos na sua frente lhe presenteando com um oral daqueles de acordar os vizinhos de tanto barulho. Nada como sexo para aumentar ainda mais a fome. Aproveitaram o chuveiro ligado para tomarem banho juntas e foram para a cozinha. Andreia estava com um short larguinho e uma blusa sem manga, que marca seus seios de uma forma super sexy que deixava Carol louca. A menina se controlou só porque estava com fome.

A tarde foi o contrário da manhã. As duas almoçaram no sofá da sala, colocaram alguns filmes para passar e apenas deitaram uma ao lado da outra, sentindo o cheiro do corpo da outra e sentindo a respiração leve e calma, ouvindo o coração bater. Andreia pegou no sono no colo de Carol. Cochilou durante um tempo que ela não sabe dizer e acordou com a menina lhe olhando.

– Para de me olhar….
– Mas porque? Você fica tão linda quando dorme.
– E quando to acordada fico feia?
– Não, mas prefiro você dormindo para não falar besteiras

As duas riram e Andreia se mexeu para ficar de frente para sua menina que continuava a segurando no colo.

– Eu te amo, criança.
– Eu também te amo, bêbada.

A noite passada já tinha virado piada e as duas riram e se beijaram apaixonadamente. O beijo até poderia esquentar se não fosse o celular de Carol tocar em cima da mesa da sala. De longe, Andreia viu o nome de Suzana e na mesma hora se levantou e mudou as feições. Era impossível disfarçar. Carol ficou sem graça e abriu o aparelho para ler a mensagem. Quero te ver hoje e agora.

– O que foi? – Andreia perguntou logo
– Ela quer me ver. Hoje.

Andreia não falou nada. Apenas levantou do sofá e foi até a cozinha fazer nada. Precisava andar. Seu estômago voltou a doer e sua cabeça parecia que ia explodir de um momento para o outro. Com Carol parecia ser sempre entre o céu e o inferno.

A vendedora de loja respondeu a mensagem, levantou do sofa, foi até o quarto, trocou de roupa e voltou para a cozinha. Andreia não acreditou no que viu. Carol nem perguntou se tinha problema ela ir. A arquiteta ficou possessa e já ia arrumar uma briga homérica quando foi interrompida pela menina.

– Confia em mim, tá? Eu volto em 10 minutos.

E com um beijo rápido, Carol saiu porta a fora. Andreia deixou as lágrimas de raiva brotarem e disparou um soco contra a pilastra que lhe rendeu uma dor e um roxo enorme na mão.
Andreia correu para a varando a ponto de ver Carol encontrando com Suzana, as duas se abraçando e atravessando a rua em direção à praia. Era muita cara de pau Carol levar Suzana para a praia. Aquele lugar era delas. Só delas.

Andreia não iria ficar parada assistindo tudo isso. Tinha que fazer algo. Ia fazer.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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