A Marine Story: um pouco mais do conservadorismo militar americano

Em uma madrugada dessas (eu amo as madrugadas), procurei filmes com temática LGBT no Netflix. Achei alguns, entre eles Elena Undone e Boys don’t cry e recomendo os dois! Mas o que eu assisti dessa vez foi “A Marine Story”, um filme de 2010, que segundo o IMDb, fala sobre:

Uma oficial do exército chamada Alexandra é durona o suficiente para bater em qualquer cara em brigas de bar, mas tem um inimigo que ela não consegue vencer: a política militar. Quando ela volta do Iraque para sua cidade conservadora, traz consigo uma vida particular misteriosa e encontra uma adolescente rebelde que precisa treinar.

Eu não vou contar o final, mas vou dar alguns spoilers leves. A ideia do filme, é mostrar como o exército americano lida com homossexuais. Em uma conversa de Alex com seu superior, quando ainda estava no Iraque, mostra ele dizendo que ela está sendo investigada por “conduta homossexual” e por isso corre o risco de ser expulsa da corporação. Ele ainda oferece que ela se retire e assim poderá carregar medalhas e terá uma saída honrosa. Como se ser obrigada a abandonar algo que você ama por ser quem você é, fosse honroso, não é mesmo?

Alex (top vermelho) e sua pupila
Alex (top vermelho) e sua pupila

Quando volta para a sua cidade natal, Alex se depara com alguns fantasmas do passado e com um presente bem preconceituoso e cheio de lutas diárias. E ainda por cima, é encarregada pelo xerife local a treinar uma menina para que ela entre no exército.

Atualmente, a política do “Don’t ask, don’t tell” não existe mais. O atual presidente, Barack Obama, assinou uma lei que acaba com a sua aplicação. A política DADT proibia qualquer membro das forças armadas americanas a ter um comportamento homossexual. Era algo como, “seja, mas não seja”.

Além da pegada lésbica, que todas nós adoramos, o filme tem discussões bem interessantes como preconceito, relação família e principalmente, o lado obscuro do exército americano.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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