Cap 8 – A hora da tempestade?

Estava tudo perfeito demais para ser verdade. Beta já estava com medo, esperando o momento onde tudo ia desandar. Ela realmente, devia esperar por esse momento, as experiências diziam, que ele não ia demorar.

Beta não pensou nisso no primeiro momento, apesar de desconfiar que algo iria dar errado! Deixou os minutos passarem lentamente, tentando aproveitar cada segundo, cada momento ali vivido. Era melhor não perder nada, para depois não se arrepender!

A garrafa já estava quase no fim quando o celular de Tati tocou. O toque era único. Sua mãe. Na verdade já estava até demorando, ela não tinha dormido em casa, almoçou correndo e depois saiu de novo, ela até demorou para ligar dessa vez!

Aproveitaram a pressão da mãe de Tati e resolveram levantar acampamento! O baseado já tinha acabado, e o efeito dele também, a garrafa com um finalzinho quase insignificante foi deixada lá mesmo, como uma maneira de lembrar aquele dia tão bom.

Fizeram como sempre, Dani foi pra casa e Beta e Tati andaram juntas em direção a delas. Aproveitaram o momento para irem conversando.

Beta quis entender um pouco mais o que se passava na cabeça de Tati.

Tati por sua vez, ainda não tinha entendido as coisas muito bem, mas estava gostando do que estava sentindo. Admitiu que já tinha sentido vontade de beijar Beta antes, mas nada comparado aquele dia, e por isso tinha decidido tomar alguma atitude.

Tati falou também que tinha gostado muito, mas deixou bem claro pra Beta que ainda não sabia onde tudo aquilo iria dar e que não queria apressar nada, queria deixar as coisas rolarem sem nenhuma pressão. A verdade é que Beta gostou da maturidade que Tati demonstrou, o que serviu para ajudar os sentimentos dela a se confundirem ainda mais.

Chegaram enfim na casa da Tati, o momento que iam se despedir. Meio que sem saber o que fazer, se olharam bem sem graça e com um sorriso de canto de boca e o coração extremamente acelerado, deram um abraço apertado. Não daqueles normais, mas daqueles que se dá de olhos fechados, movimentos lentos e corpos apertados. Foi um abraço como nunca tinham sentido antes. Daqueles que faz o corpo todo se aquecer e a vontade de continuarem ali agarradas, era maior do que qualquer outra.

O abraço durou mais do que o normal, e toda a linguagem corporal das duas dizia o quanto aquele abraço tinham milhões de significados juntos. E pra quem quisesse ver aquilo ali estava cheio de fogos, calores, carinhos, beijos e abraços. Mas em uma rua onde não tinha ninguém esse problema não importava. Elas só não sabiam que a mãe da Tati estava esperando a filha chegar olhando pela  janela de casa. E presenciou toda a cena. E aí aquele momento de pefeição ganhou seu primeiro obstáculo.

 

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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