50 Tons da Vida – Cap 9

KeepCalmVoltamos, rápido dessa vez né? Fiquei com peso na consciencia porque da última vez contei uma historia meio triste. Aí voltei pra contar um caso hilário e muito feliz. Depois que tive uma última conversa com a Donna, nós paramos de ficar, afinal de contas eu não queria me machucar e sabia que se continuasse com ela ia acabar sofrendo depois. Resolvi então seguir a minha vida nessa cidade linda e maravilhosa que aceita todo mundo e que eu podia ser gay muito livremente! Ok, não era tão assim, mas por enquanto continuaria sendo assim!

Em algum momento desse tempo todo que estive lá eu também estudei, não tanto quanto meus pais pensavam que eu estava, mas estudei sim. E uma das vezes que mais estudei foi um curso de férias com uma professora brasileira sobre Relações Políticas entre os EUA e a América do Sul. Eu amava história e amava muito o Brasil, então me inscrevi para matar alguns créditos de faculdade de uma maneira bem mais agradavel. Me inscrevi. As aulas eram na sexta feira a tarde. Na verdade começavam a tarde e terminavam a noite. Isso era meio chato, mas valia a pena! Era só 1 mês, ou seja, 4 aulinhas só. 1 por semana.

E lá fui eu feliz e serelepe para a primeira aula do curso. Estava sentada no canto da sala, no lugar de sempre esperando tudo começar. A sala estava meio vazia, eram só umas 5 pessoas e todas muito estranhas. Me afastei! Eram 6 da tarde. Horário que começava a aula, quando a sala por onde os professores entram abriu. Por ela passou a Sra. Almeida. Para os íntimos, Diana Almeida. Mas eu so descobri esse nome depois, vamos chegar lá. Bom, aula vai, aula vem, por sinal maravilhosa e mega interessante. Sra. Almeida fez um comentário em português e eu sorri feliz quando percebi que ela era brasileira. Sabia que tinha que ir falar com ela no final da aula. Finalmente uma brasileira para eu testar meu português (nem lembrava como falar mais) e não pensei duas vezes. Depois que ela encerrou a aula, todas as outras pessoas saíram, eu fui devagar lá perto da mesa da professora e me apresentei em português. Ela riu tão alegremente que fiquei até meio sem graça. Mas não pude deixar de reparar no lindo sorriso que ela tinha. Era de tirar o folego.

Ela tinha um corpo muito bonito, o que logicamente, eu só reparei quando cheguei muito perto. Os cabelos vermelhos estavam presos em um coque, que ela soltou, depois que acabou a aula, deixando eles escorrerem pelos ombros. Estava com uma calça social bem justa de cinza riscado de giz e com uma blusa social daquelas de seda, fina, preta. E sem nada por baixo. Quando cheguei mais perto pude ver o sutiã delineado na blusa. Ela era linda. De uma maneira que eu não tinha reparado e que tinha me tirado as palavras.

Quando me apresentei em portugues, introduzi um assunto a respeito da aula, falei meu nome, ela me falou o dela e saímos da sala ainda com uma conversa boba, sem muito futuro. Apenas felizes por estarmos nos encontrando nesse país diferente. Ela se sentia bem falando em portugues, como ela mesma me disse. E eu estava já com saudades da minha língua nativa. Foi bom ter alguém para falar em português.

Essa primeira aula tinha sido muito melhor do que eu imaginei! Já eram 9 e tanta da noite quando me encaminhei para o meu quarto. As meninas ainda me chamaram para ir beber em um barzinho, mas eu não quis. Estava em extase depois daquela aula, ou melhor, depois da Sra. Almeida. Deixei meu nome, telefone e o número do meu quarto com ela, caso ela quisesse falar portugues, uma cia, tomar um vinho….ou sei lá! Com ela, eu estava topando qualquer coisa. Fui dormir com aquela mulher na cabeça, estranhamente, não conseguia parar de pensar nela. E como já era de se esperar. Sonhei com a Sra. Almeida.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

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