50 Tons da Vida – Cap 4

Voltei! E como prometido, vim contar umas coisinhas mais interessantes! Como a Donna, por exemplo. Então vou contar de um dia que foi beeeem interessante, se é que vocês me entendem! Bom, vou aproveitar esse clima de carnaval para contar, justamente uma historia de carnaval de lá! Quer dizer, mais ou menos né! Toda semana, tinha uma festa temática que era decidida por uma especie de comissão de festas, que na verdade era a galera mais velha um pouco que fazia de tudo para nunca perder o posto de “populares” do dormitório. A festa era em um gramado vazio da faculdade, lá no final. Era uma maneira de todos saberem chegar, mas da faculdade não implicar. Bom, nessa semana o tema da festa era Carnaval. Mesmo que estivessemos beeeem longe do carnaval. É que Carnival era meio que um codinome para qualquer festa deles. E bom, festa é sempre festa né?

E lá fomos nós. Sábado a noite, roupa meio nova (era nova daqui do Brasil), algumas amizades já feitas, alcool, bastante alcool e o principal. Donna batendo na minha porta para me levar ate lá! Ai essa menina ainda ia me matar do coração. Sem querer, querendo, acabei me enrolando e atrasei, ou seja, eu e Donna fomos as últimas a sair do dormitorio em direção a festa. Era até engraçado, meu coração disparava e eu não sabia como lidar com aquele frio na barriga e o suor nas mãos. Ela me deixava sem graça e nervosa e acho que foi por isso que me atrasei tanto. Tudo bem, que não me importava não, era mais tempo entre nós. Ficamos batendo altos papos sobre a vida e quando o assunto meio que morreu eu virei DO NADA e sem perceber perguntei a ela.

– Seu namorado vai? – E na mesma hora eu fiz uma cara de quem pedia desculpas a ela e fiquei bem tensa! Ela riu meio sem graça, levantou da minha cama, onde estava sentada e veio em minha direcao me dando um copo que estava com vodka e algum suco.

– Eu não tenho namorado. – Com o nervosismo tomando conta de mim eu virei o copo todo, de uma só vez. Estava ficando boa nessa historia de beber! E meio que tomada pelo copo de vodka, soltei:

– Namorada? – E aí que coloquei o finalzinho da vodka na boca para não falar mais nenhuma merda assim do nada. Ela riu, voltou para a minha cama e calmamente me respondeu.

– Bom, antes que as fofocas cheguem a você, eu não tenho namorado nem namorada, mas eu gosto sim de meninos e meninas. Sou adepta ao livre amor dos corpos e total integração das almas.

– Desculpe a pergunta.

– Tudo bem! Não me importo com isso não!

Terminei de me arrumar, fiz questão de mudar de assunto para nao causar maiores constrangimentos e dei por encerrado o momento menininha, podemos ir! Antes, matamos a garrafa de vodka que tinha no meu quarto, o que no final deu uns 2 copos pequenos para cada uma. Bebemos rápido porque já estavamos meio atrasadas. O alcool ja fazia efeito na minha mente e na de Donna também. Estavamos para sair do quarto, e ela foi na minha frente, eu ia saindo logo atras, quando ela virou de repente para pegar a bolsa que tinha esquecido na minha cama. Meu reflexo ainda estava lento, e eu não consegui sair da frente dela. Em pouquíssimos segundos, estavamos tão próximas, mas tão próximas que eu não me segurei e a beijei.

A boca dela tinha gosto de vodka com suco misturado com chiclete. Ela não me empurrou, me beijou de volta, colocando a mão na minha cintura. E eu, lógico a continuei beijando. Meus braços se moverem em direção ao pescoço dela e quando eu ia enlaçar minhas mãos atrás da cabeça dela, ela me afastou um pouco gentilmente e se limitou a me dar um lindo sorriso e falar:

– Acho que já estamos muito atrasadas, vamos?

E com essa frase, ela me soltou, pegou a bolsa e foi andando na minha frente, enquanto eu estava em estado de choque parada. Primeiro pensando em como eu tinha simplesmente a beijado, depois no fato de que ela tinha me beijado de volta e por ultimo, FUDEU? Enfim, segui ela e fomos para a festa, enfim.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem 4 comentários

  1. Ana Rita D'Cássia

    Li esse capitulo e quase ‘morri’… literalmente…
    Minha unhas estao menores que o minha tia baixinha…
    A cada parte da historia meu coração acelerava…
    Minha mãe me olhando, que não sabia oque tava acontecendo, achava que estava tendo um treco…
    Estou super, ultra, mega, power anciosa pelo proximo capitulo…
    Bjs…

    1. rsrsrsrsrs!!! Me divertindo com as reações de voces!! o/
      A verdade é que como esse capitulo foi menor e tal, vou tentar mandar o próximo amanha ou na Terça! Entao guarda unha que o próximo ta chegando!! o/

  2. Ana Rita D'Cássia

    Perfeito *-*
    Aguado… Bjs…

  3. Kath

    Adoreii essse capítulooo oo

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.