50 Tons da Vida – Cap 30

50 Tons da Vida – Cap 30

Ok, ok, ok. Já sei que estão todas de mal porque sumi. Vocês estão com razão, admito. Mas vim me redimir.
Eu precisei fazer uma viagem a trabalho para os estados unidos. Era para eu ter voltado semana passada, mas como tenho muitos amigos por lá, acabei esticando mais uns dois dias (ou três, ou quatro). Mas, cá estou eu novamente, em terras tupiniquins.

Bom, enquanto estava por lá lembrei de muitas coisas que tinham caído no esquecimento dessa pessoinha aqui e vim contar um conto que, imagino eu, ninguém espera ler. Não se assustem ok? kkk

Lembram do café onde eu trabalhava? Pois é, Sra Joy acabando com minha vida aos poucos e eu bebendo café de graça. Vida perfeita, certo? Era ótimo para conhecer todas as pessoas da faculdade, afinal de contas, ali era ponto certo de passagem. Conheci muitas meninas que viraram caso depois e conheci muita gente que virou amiga depois. Valeu a pena cada minuto ralado ali.

Toda semana, sexta feira quando o café fechava era o momento de arrumar tudo. Eu só trabalhava de manhã, mas como minha aula terminava cedo, eu sempre voltava para ajudar, ou melhor, para beber cerveja com a equipe e fazer bagunça. Normalmente a Sra Joy já tinha ido embora e a loja era só nossa. Eram 4 atendentes que trabalhavam a tarde e mais dois que eram do turno da manhã mas voltavam para ajudar: eu e a Gina. Ela era mexicana, um amor de pessoa. Hetero, infelizmente. Mas uma ótima amiga.

Ok, não é da Gina que eu vim falar. Em uma dessas sextas feiras, eu tinha acabado de terminar com a Donna, estava meio mal ainda e isso era bem claro de se enxergar já que eu vivia quieta e triste pelos cantos. Bom, cerveja vai, cerveja vem eu tava sentada no balcão com a minha cerveja na mão enquanto o pessoal dançava no meio do salão e bebia também. Foi quando um menino se aproximou de mim. Era o James. A mãe dele era apaixonada pelo James Jean e botou esse nome nele. Fofo, né?

O James sentou no balcão do meu lado e começou a puxar assunto perguntando porque eu estava tão quieta e porque eu andava triste ultimamente. Resumi tudo em “terminei”. Isso bastava e explicava tudo, né? Ele riu, e quando viu meu espanto pela suposta felicidade dele ele fechou a cara e fez uma cara triste, foi o suficiente para eu cair na gargalhada. Rimos juntos sentados no balcão. Tomei mais um gole de cerveja e o assunto morreu. Ele chegou mais perto e apoiou a mão na minha perna. Não tirei, apenas ri sem graça e com toda a calma do mundo, disse: ‘James, você sabe que eu sou gay não sabe?’

Ele não me respondeu. Apenas tirou a mão e pensou um pouco. Depois virou para mim e disse: qual a necessidade de rotular tudo? Gay, hetero, porque não uma pessoa disponível? A resposta dele foi tão profunda que consegui apenas beber mais um gole de cerveja e refletir sobre a resposta dele. Não é que ele estava certo? Porque eu não podia ficar com homem nenhum? Para ser sincera eu nunca tinha experimentado, né?

Por um momento pensei: porque não? Eu sabia que era gay, mas nunca tinha experimentado homem, pelo menos não até os finalmentes. O James era bonito e novamente pensei em apenas: porque não?

Depois disso, levantei do balcão com a minha cerveja, deixei as outras meninas dançando, virei pro James e chamei ele para ir comigo no estoque ver se estava tudo arrumado. Logicamente não era para isso. Ele entendeu, fomos, nos pegamos loucamente, terminamos no meu apartamento fazendo sexo no sofá. Final de noite simples para uma sexta feira, não é?

O engraçado com homens é que eles são apenas isso: sexo. Depois ele vestiu a roupa, saiu, foi embora e só nos falamos novamente na segunda, lá no café. Não que eu quisesse muito falar com ele, mas com os homens, normalmente é assim. Minha opinião? Sexo é sempre bom, mas nada como uma mulher na minha cama. Os homens são egoístas e querem gozar, não são delicados e não tem dedos, ou melhor, não os usam da maneira que nós usamos.

Pelo menos, não posso dizer que não tentei né?

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