50 Tons da Vida – Cap 24

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Voltaaaamos! Não chorem meninas, sei que demorei, e muito! Mas foi por uma boa causa! Tive que viajar, aí não deu tempo de terminar o capítulo do jeito que vocês merecem! Mas cá estou eu e vim contar hoje como foi a minha mudança. Quer dizer, como foi o resto da mudança.

Recap rápido. Eu consegui um emprego lá nos estados unidos o que me permitiu continuar morando e estudando lá. Mas precisava arrumar um lugar para morar já que não podia ficar mais na faculdade agora que eu trabalhava também. Minha mãe passou uma semana comigo rodando o mundo atrás de um local para mim. No final das contas aluguei o apartamento do ex da Donna, que no momento era minha namorada, o que não me deixou feliz, mas que era perfeito para o que eu precisava. No final, eu e minha mãe tivemos uma pequena discussão já que resolvi jogar tudo no ventilador e assumir minha sexualidade de vez. Bom, ela foi embora meio chateada mas acho que foi útil para ela acordar e começar a encarar a realidade.

Bom, mamãe saiu, ficamos eu e Donna para terminar a mudança. Eu não tinha muita coisa para levar, mas como tudo meu estava uma bagunça o primeiro dia foi de encaixotar tudo. Aí todo o alojamento parou para me ajudar. Jenny, Kim e Giulia foram as primeiras. Chegaram com uma bolsa térmica enorme cheia de cerveja. Sabiam que era a minha preferida! Começamos a beber, colocamos música e os trabalhos foram iniciados. Não demorou para mais meninas chegarem e se unirem a pequena festa que se formou. Eu já estava lá 1 ano mais ou menos então deu tempo suficiente para conhecer aquele povo do corredor. Sempre que alguém chegava a cerveja aumentava e a música também.

As americanas riam das minhas blusas dadas por mamãe que eu usava no Brasil, super delicadas com flores e estampas bem femininas. Elas não me conheciam daquela maneira e era estranho pensar que eu poderia ter usado aquelas roupas em algum momento. E até para mim era difícil. Joguei todas fora, assim como tudo que me atrasava, tudo que me lembra os momentos ruins que eu vivi no Brasil, tudo que não me pertencia de fato ficou para trás.

A bagunça aos poucos foi se organizando e quando não restava mais nada no armário, Donna chegou. Ela tinha passado o dia fora e só pode vir ajudar a noite. O clima mudou quando ela apareceu na porta afinal de contas era a inspetora do alojamento. Ou pensávamos que era. Ela já chegou com a mão em uma cerveja e anunciou que aquela noite estava de folga e que veio como minha namorada.

Gente, imaginem a minha cara de idiota ao ver aquela mulher linda atravessar o quarto passando por todas as meninas, chegando em mim e me dando um beijo nos lábios. Não era demorado nem rápido, era exato, perfeito para o momento e quente. Antes de se afastar disse sussurrado com os lábios próximos aos meus minha namorada dando ênfase ao ‘minha’. Quase me derreti em seus braços. Mas antes que isso pudesse acontecer, alguém perto do som aumentou o volume. Era Bon Jovi em sua melhor época. It’s my life. Todas de pé, pulando, bebendo e gritando aos sete ventos que aquela era a nossa vida. E era mesmo.

O sol já queimava os nossos rostos quando acordamos nuas no quarto de Donna. Devido a bagunça o meu estava impossível de dormir. Era o dia da mudança. Antes, deu tempo de um banho quente juntas. Ficou bem quente naquele chuveiro. Éramos apaixonadas. Estávamos completamente apaixonadas e tínhamos o dia inteiro grudadas. Fomos nós em direção à mudança final.

Eram poucas caixas, mas aluguei um carro para me ajudar. O maior trabalho foi colocar na mala do carro e depois descarregar na porta do meu novo prédio. Subir em várias viagens de elevador e na última, entrar com o pé direito, fazer o sinal da cruz e ganhar um beijo da namorada de boa sorte. Parecia tudo perfeito demais para ser verdade. Donna já conhecia os detalhes do apartamento, o me incomodou de verdade, inclusive, fiz questão de comprar um novo colchão. Não aceitaria dormir naquele lugar onde ela e o ex ficaram tantas vezes. Ela era minha agora, e o sentimento de posse se estendia a detalhes como cheiro, suor, olhar, sorrisos e lembranças. Tudo meu.

Algumas roupas, as que eu mais usava já estavam no armário, alguns itens de primeira necessidade já estava nos lugares, a cerveja já estava gelada, o computador ligado e a música também. Eu e Donna estávamos descalças, de short e camiseta, bem jogadas e simples terminando de arrumar a enorme bagunça que estava. Era domingo e ninguém trabalhava nesse dia. A pizza, que serviu de almoço, já tinha acabado quando decidimos deitar durante 5 minutos para descansar. Inauguramos o novo colchão em grande estilo.

Eram gemidos sem preocupações, posições novas sem nos preocupar quem entraria no quarto, risos altos sem nos preocupar quem nos ouviria, era uma nova sensação e uma nova vida se começando. E Donna estava completamente entregue naquele momento. Depois do colchão fomos ao chuveiro e inauguramos o banheiro. Todo o banheiro. As roupas já estavam jogadas misturadas a garrafas de cerveja vazias, a porta aberta e a preocupação do lado de fora.

Já caía o sol quando acordamos após um cochilo. Estávamos nuas, de cabelo molhado jogadas no colchão. O dia estava terminando e nós merecíamos um pouco mais de descanso. Colocamos uma camiseta qualquer, fomos para o fogão fazer qualquer coisa para forrar o estômago e voltamos para o quarto. A noite era nossa e os te amo’s insistentemente repetidos coroavam o momento como único. E realmente, seria único. Donna dormiu comigo na primeira noite de apartamento.

Desiree

Sapatão convicta. Nunca recuso uma cerveja gelada e batata frita. Amo samba, pagode, funk, etc. Me chama pro barzinho, pra baladinha, pra show... pode escolher, eu topo! Geminiana com ascendente em câncer.

Este post tem 3 comentários

  1. Lucilana Morais

    Amei !!! Quero mais !!!

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